Retrato de 2.364 instituições e 8.033.574 matrículas de graduação, no ano em que oferta e demanda descolaram: as vagas cresceram 5,5%, os ingressantes caíram 6,2% e o Fies, presente em 16,7% das matrículas, era a maior porta de financiamento do país.
Matrículas
8.033.574↑ 2,5%
vs. 2014: 7.839.765
Ingressantes
2.922.400↓ 6,2%
vs. 2014: 3.114.510
Concluintes
1.152.458↑ 11,8%
vs. 2014: 1.030.520
Vagas ofertadas
8.553.929↑ 5,5%
vs. 2014: 8.110.893
Cursos
33.873↑ 1,8%
vs. 2014: 33.273
Instituições
2.364↓ 0,2%
vs. 2014: 2.368
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2015 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
O que 2015 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação55,4%
Em 2015, 55,4% dos calouros tinham de 18 a 24 anos: o mercado ainda era do jovem que sai do ensino médio direto para o campus. Mas o outro público já estava formado: no EAD, 72,9% de quem entrava tinha 25 anos ou mais, e 62,1% das matrículas presenciais eram noturnas. Quem planejava campanha só para o vestibulando clássico falava com a maioria de então, não com o segmento que crescia. O trabalho de captação era duplo: defender a base jovem do presencial e aprender a falar com o adulto que estudava à noite ou a distância.
As vagas cresceram 5,5% (8.553.929) e os ingressantes caíram 6,2% (2.922.400): 2015 foi o ano em que a oferta e a demanda andaram em direções opostas. Foram quase 3 vagas ofertadas para cada calouro que de fato entrou. Nesse cenário, abrir mais vaga não resolve: o resultado comercial vem de conversão, resposta rápida a cada interessado e recuperação de quem parou no meio do processo. Quem operava o funil com método sofreu menos com a queda.
Em 2015, o Fies estava em 16,7% das matrículas do país (1.344.379), mais que a bolsa ou crédito da própria IES (11,4%, 919.521). Um terço da base (34,0%) estudava com algum financiamento ou bolsa, e a maior alavanca era dinheiro público. Receita apoiada em subsídio é receita exposta a decisão de terceiros. Precificar mensalidade e desconto sem contar com o Fies virou o dever de casa do financeiro.
Enquanto 2,9 milhões entraram em 2015, 1,7 milhão de matrículas terminaram o ano desvinculadas e 1,3 milhão trancaram. No EAD, a desvinculação chegou a 21,2% da base, contra 14,2% no presencial. E a turma que entrou neste ano confirmaria o padrão: dez anos depois, 60 de cada 100 tinham desistido. Permanência não é tema de secretaria: é onde a receita conquistada na captação se perde ou se protege.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 3.328.769 matrículas
Privada sem fins: 2.752.220 matrículas
Federal: 1.214.759 matrículas
Estadual: 618.883 matrículas
Especial: 71.944 matrículas
Municipal: 46.999 matrículas
Privada com fins 41,4%Privada sem fins 34,3%Federal 15,1%Estadual 7,7%Especial 0,9%Municipal 0,6%
Leitura do dado
O Brasil de 2015 tinha 2.364 instituições de ensino superior, quatro a menos que em 2014 (2.368): a rede encolhia enquanto as matrículas ainda cresciam 2,5%. A rede privada respondia por 75,7% das matrículas, mas dividida em dois blocos de peso parecido: 41,4% na privada com fins lucrativos (3.328.769 matrículas) e 34,3% na privada sem fins (2.752.220). As federais somavam 15,1% (1.214.759) e as estaduais, 7,7% (618.883).
Esse quase empate entre os dois blocos privados é a marca do ano: a diferença entre a privada com fins e a sem fins era de 7,1 pontos percentuais, e nenhuma categoria sozinha passava da metade do mercado. Para quem capta, 2015 é o retrato do tabuleiro ainda fragmentado, antes da concentração que a série histórica mostraria adiante: a disputa era pulverizada, e marca regional ainda segurava mercado contra rede nacional.
Matrículas por modalidade
EAD: 1.393.780 matrículas
Presencial: 6.639.794 matrículas
EAD 17,3% (1.393.780)Presencial 82,7% (6.639.794)
Entre os ingressantes, o EAD já era 23,8%: quem entrava escolhia a distância mais do que a base de 17,3% sugere
Leitura do dado
O EAD respondia por 17,3% das matrículas de 2015 (1.393.780), contra 82,7% do presencial (6.639.794). Entre os ingressantes, porém, a fatia a distância já era de 23,8%: quem entrava escolhia o EAD mais do que a base instalada sugeria, o sinal clássico de uma modalidade em expansão.
O perfil de quem escolhia o EAD já era o do aluno adulto: 72,9% dos ingressantes a distância tinham 25 anos ou mais, contra 34,3% no presencial. Para o gestor de 2015, a mensagem estava nos dados: a modalidade era minoritária no estoque e majoritária em tendência, falando com um público que o campus tradicional não alcançava.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.623.033 matrículas
45,1% (3.623.033 matrículas)
Nordeste
1.695.334 matrículas
21,1% (1.695.334 matrículas)
Sul
1.311.709 matrículas
16,3% (1.311.709 matrículas)
Centro-Oeste
755.848 matrículas
9,4% (755.848 matrículas)
Norte
647.650 matrículas
8,1% (647.650 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 45,1% das matrículas do país (3.623.033), mais que o dobro do Nordeste (21,1%, 1.695.334). Mas cada região jogava um jogo: o Nordeste era a região mais pública, com 34,8% das matrículas em instituições públicas (590.638), quase o dobro da fatia pública do Sudeste (18,6%).
No recorte de modalidade, a surpresa de 2015 está no Norte: era a região com maior participação do EAD, 26,8% das matrículas (173.761), à frente do Sul (22,1%). Onde o campus não chega, o polo chega primeiro: a geografia fez do Norte um adotante precoce da modalidade, e campanha nacional com régua única já não fazia sentido naquele mapa.
O mapa do ensino superior
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Brasil
Matrículas8.033.574
% do país100%
Ingressantes2.922.400
Concluintes1.152.458
menosmais
O Norte era a região com maior fatia EAD do país (26,8% das matrículas) e o Nordeste, a mais pública (34,8%): dois mercados distintos no mesmo mapa
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.613.062 pessoas
55,2% (1.613.062 pessoas)
Masculino
1.309.338 pessoas
44,8% (1.309.338 pessoas)
1.613.062 mulheres e 1.309.338 homens: o feminino é 55,20% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
3.739.295
64,8% (3.739.295)
Diurno
2.033.154
35,2% (2.033.154)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
55,4%
1.619.680 pessoas
18-24
16,6%
484.934 pessoas
25-29
11,4%
333.256 pessoas
30-34
7,2%
210.215 pessoas
35-39
6,3%
182.785 pessoas
40-49
1,8%
51.195 pessoas
50-59
0,2%
7.171 pessoas
60+
1,1%
33.164 pessoas
0-17
43,4% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
Em 2015 o aluno clássico ainda era maioria: 55,4% dos ingressantes tinham de 18 a 24 anos, e no presencial essa fatia subia para 64,3%. Ainda assim, 43,4% de quem entrava já tinha 25 anos ou mais: mais de quatro em cada dez calouros não eram o jovem recém saído do ensino médio.
O EAD era o território do adulto: 72,9% dos ingressantes e 79,3% das matrículas a distância tinham 25 anos ou mais; entre os concluintes EAD, 88,4%. Quem conclui também é mais velho no agregado: 65,2% dos concluintes do país tinham 25 anos ou mais. A persona única de campanha, o universitário de 20 anos, já deixava de fora quase metade de quem entrava.
Cor/raça
Branca
1.031.610 pessoas
35,3% (1.031.610 pessoas)
Não declarada
1.006.259 pessoas
34,4% (1.006.259 pessoas)
Parda
680.784 pessoas
23,3% (680.784 pessoas)
Preta
152.846 pessoas
5,2% (152.846 pessoas)
Amarela
36.617 pessoas
1,3% (36.617 pessoas)
Indígena
14.284 pessoas
0,5% (14.284 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2015
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2015, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Direito
853.211
258.143
105.324
396.310
0,1%
Administração
765.908
266.851
124.854
837.457
23,7%
Pedagogia
651.781
225.553
121.902
587.861
52,5%
Engenharia civil
358.625
125.924
25.606
239.194
1,9%
Contabilidade
358.050
129.333
54.763
399.450
25,8%
Enfermagem
260.870
87.261
34.715
231.232
0,5%
Psicologia
223.466
74.650
23.271
135.823
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2015 são nulos ou residuais.
Gestão de pessoas
181.568
93.816
50.932
268.480
48,0%
Serviço social
172.569
52.969
30.387
181.001
56,0%
Engenharia de produção
169.388
60.599
14.605
185.022
7,1%
Educação física formação de professor
167.688
74.532
21.939
155.518
24,7%
Sistemas de informação
166.096
72.780
23.695
296.563
18,4%
Arquitetura e urbanismo
162.389
54.685
12.420
106.398
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2015 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
141.010
54.929
14.505
133.014
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2015 são nulos ou residuais.
Engenharia mecânica
133.695
43.963
9.653
97.967
0,1%
Direito era o maior curso do país, com 853.211 matrículas e quase todas presenciais (852.703): o curso símbolo do modelo clássico
Pedagogia (651.781) já era o retrato da transição: 341.947 matrículas em EAD, mais da metade do curso, e a liderança isolada do ranking a distância
Administração jogava nos dois mundos: 584.658 matrículas presenciais e 181.250 em EAD, segundo lugar nos dois rankings
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
33,3%
Educação
18,4%
Engenharia e construção
15,7%
Saúde e bem-estar
15,2%
Ciências sociais e comunicação
5,1%
Computação e TIC
4,0%
Agricultura e veterinária
2,7%
Artes e humanidades
2,1%
Serviços
1,7%
Ciências naturais e matemática
1,5%
Programas básicos
0,4%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 8.553.929
2,0 candidatos por vaga
Inscritos · 16.686.523
17,5% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 2.922.400
8.553.929 vagas para 2.922.400 ingressantes: quase 3 vagas por calouro, com a oferta subindo 5,5% no mesmo ano em que o ingresso caiu 6,2%
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.044.266 ingressantes
70,0%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
569.201 ingressantes
19,5%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
171.258 ingressantes
5,9%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
127.552 ingressantes
4,4%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
10.123 ingressantes
0,3%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular dominava com 70,0% dos ingressos, mas na rede pública o Enem já era o principal instrumento: 45,5%, à frente dos 41,4% do vestibular
Leitura do dado
O vestibular respondia por 70,0% dos ingressos de 2015 (2.044.266) e o Enem por 19,5% (569.201). O agregado, porém, esconde dois sistemas: na rede pública o Enem já era o principal instrumento, com 45,5% dos ingressos (243.158), à frente do vestibular (41,4%); na privada, o vestibular dominava com 76,3% (1.822.735).
No EAD, o vestibular chegava a 85,3% dos ingressos (592.112), com uma ressalva de leitura: nessa rubrica entram os processos seletivos próprios e contínuos das redes de ensino a distância, não só a prova clássica de sala. O Enem quase não existia na modalidade (4,4%). Para captação, isso define calendário: a rede pública vivia do ciclo do Enem, o presencial privado das janelas de vestibular, e o EAD já captava o ano inteiro.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2015 · 34,0% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento66,0%
919.521 matrículas
408.278 matrículas
110.100 matrículas
1.344.379 matrículas
O Fies era a maior porta de financiamento do país: 16,7% das matrículas (1.344.379), acima da bolsa da própria IES (11,4%). No EAD, o programa praticamente não existia: 227 matrículas
Leitura do dado
Um terço das matrículas de 2015 (34,0%) tinha algum financiamento ou bolsa, e o centro de gravidade era público: o Fies sozinho respondia por 16,7% da base (1.344.379 matrículas), quase uma vez e meia a bolsa ou crédito da própria IES (11,4%, 919.521). O Prouni somava 5,1% na modalidade integral (408.278) e 1,4% na parcial (110.100).
O Fies era, na prática, um programa do presencial: no EAD ele cobria 227 matrículas no país inteiro, e a modalidade financiava menos como um todo (22,1% da base EAD, contra 36,5% no presencial). Para o financeiro de 2015, a dependência estava clara: a principal alavanca de acesso não saía do caixa da IES, saía do orçamento público, um risco de concentração que a própria instituição não controlava.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2015 · 150.347 entraram por alguma cota (5,1%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
80,9% dos 150.347 cotistas
121.645 (80,9% dos 150.347 cotistas)
Étnico-racial
44,8% dos 150.347 cotistas
67.389 (44,8% dos 150.347 cotistas)
Renda familiar
29,8% dos 150.347 cotistas
44.844 (29,8% dos 150.347 cotistas)
Outras
2,4% dos 150.347 cotistas
3.536 (2,4% dos 150.347 cotistas)
Deficiência
0,5% dos 150.347 cotistas
814 (0,5% dos 150.347 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
150.347 ingressantes entraram por reserva de vaga em 2015, 5,1% do total. A porta mais comum era a da escola pública, com 121.645 cotistas (80,9%); na sequência vinham a cota étnico-racial, com 67.389 (44,8%), e a de renda familiar, com 44.844 (29,8%). As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode contar em mais de uma, por isso a soma passa do total.
Dois registros merecem atenção. Primeiro, a cota étnico-racial tem valor reportado em 2015 (67.389 ingressantes), um recorte que nem toda edição do Censo entrega com essa clareza. Segundo, a cota para pessoas com deficiência ainda era residual: 814 ingressantes no país (0,5% dos cotistas). Para uma IES privada, o dado mapeia contra quem se disputa o aluno de menor renda: a vaga reservada e gratuita da rede pública é um concorrente real.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
388.004 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
36,6% de 388.004 docentes
36,6% (36,6% de 388.004 docentes)
Mestrado
39,7% de 388.004 docentes
39,7% (39,7% de 388.004 docentes)
Especialização
22,0% de 388.004 docentes
22,0% (22,0% de 388.004 docentes)
Só graduação
1,7% de 388.004 docentes
1,7% (1,7% de 388.004 docentes)
Leitura do dado
O país tinha 388.004 docentes em exercício em 2015: 36,6% com doutorado, 39,7% com mestrado e 22,0% com especialização; metade (50,1%) trabalhava em tempo integral. A média, como sempre, esconde os extremos: na rede federal (105.558 docentes), 62,9% tinham doutorado e 92,3% eram de tempo integral.
Na privada com fins lucrativos (95.739 docentes), o retrato era outro: 16,7% de doutores, 48,0% de mestres e um regime repartido entre tempo parcial (40,0%) e horista (38,9%), com apenas 21,2% em tempo integral. Não é régua de qualidade, é estrutura de custo: são dois produtos acadêmicos diferentes, com folhas de pagamento que não se comparam, e isso explica parte da diferença de preço entre as redes.
Dois retratos do corpo docente
20,7
matrículas por docente em exercício
54,6%
dos docentes são homens (45,4% mulheres)
20,7 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009) e um espelho invertido: 54,6% dos docentes eram homens; 57,2% das matrículas, de mulheres
Leitura do dado
Eram 20,7 matrículas por docente em exercício em 2015, contra 17,6 em 2009: a base de alunos cresceu mais rápido que o corpo docente, e o EAD, que escala turma sem escalar sala, é o mecanismo que torna essa conta possível.
O retrato de gênero seguia invertido entre os dois lados da sala: 54,6% dos docentes eram homens, enquanto 57,2% das matrículas eram de mulheres. Entre os concluintes, a maioria feminina é ainda mais clara: 708.200 mulheres contra 444.258 homens. A graduação brasileira já era majoritariamente feminina; o corpo docente ainda não.
Estrutura de biblioteca, % das IES com o recurso
Acervo digital aberto onde a IES publica a própria produção acadêmica (TCCs, dissertações, artigos)
818 das 2.364 IES
Consulta ao acervo da biblioteca pela internet
1.771 das 2.364 IES
Perfil ativo da biblioteca em redes sociais
1.434 das 2.364 IES
Ferramenta que pesquisa todas as bases do acervo de uma vez
1.518 das 2.364 IES
Assinatura do Portal de Periódicos da Capes, a base nacional de artigos científicos
1.003 das 2.364 IES↓ 13,2pp
vs. 2014: 55,6%
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
991.620 alunos
12,3% (991.620 alunos)
Com deficiência
51.685 alunos
0,6% (51.685 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
60.209 alunos
0,7% (60.209 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
24.202 alunos
0,3% (24.202 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2015, no recorte escolhido
Entraram
2.922.400
Formaram-se
1.152.458
Desvincularam-se
1.738.763
Trancaram
1.303.873
Transferiram-se
109.858
O balde furado já aparecia em 2015: enquanto 2.922.400 entraram, 1.738.763 matrículas terminaram o ano desvinculadas, 15,5% da base
Leitura do dado
O ano de 2015 registrou 1.738.763 matrículas desvinculadas (15,5% da base), além de 1.303.873 trancadas e 109.858 transferidas, contra 2.922.400 ingressantes. Na prática: para cada 10 alunos que entraram, cerca de 6 vínculos se perderam no mesmo ano.
A saída tem modalidade e tem rede: no EAD, 21,2% da base terminou o ano desvinculada, contra 14,2% no presencial; na rede privada, 16,7%, contra 11,4% na pública. O padrão que a década seguinte confirmaria já estava dado: a mesma engrenagem que capta rápido também perde rápido, e cada ponto de desvinculação a menos vale mais receita do que muita campanha de captação.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2015 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2015 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
A jornada de 100 alunos que entraram em 2015
Escolha o recorte e veja o desfecho da mesma turma, dez anos depois (Censo 2024)
ingresso 2015Censo 2024
Concluíram 39Ainda cursavam 1Desistiram 60
Valores oficiais de trajetória do INEP, sem interpolação
Leitura do dado
Esta é a turma que o painel de coortes acompanha: dos alunos que entraram na graduação em 2015, dez anos depois 39 de cada 100 tinham concluído, 60 tinham desistido e 1 ainda cursava. A desistência não é acidente de percurso: é o desfecho mais comum da coorte.
Os recortes mostram onde o caminho pesa mais: no EAD, 65 de cada 100 ingressantes de 2015 desistiram; a rede pública formou 44 de cada 100 e a privada, 37. Para a IES, a conta é direta: cada um dos 2.922.400 ingressantes de 2015 custou esforço de captação, e a maior parte desse investimento se perdeu antes da formatura.
Fonte: Censo da Educação Superior 2015, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.