Edição anual

Censo 2015: Ensino Superior

Retrato de 2.364 instituições e 8.033.574 matrículas de graduação, no ano em que oferta e demanda descolaram: as vagas cresceram 5,5%, os ingressantes caíram 6,2% e o Fies, presente em 16,7% das matrículas, era a maior porta de financiamento do país.

Matrículas
8.033.574↑ 2,5%
vs. 2014: 7.839.765
Ingressantes
2.922.400↓ 6,2%
vs. 2014: 3.114.510
Concluintes
1.152.458↑ 11,8%
vs. 2014: 1.030.520
Vagas ofertadas
8.553.929↑ 5,5%
vs. 2014: 8.110.893
Cursos
33.873↑ 1,8%
vs. 2014: 33.273
Instituições
2.364↓ 0,2%
vs. 2014: 2.368

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2015 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

O que 2015 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação55,4%

Em 2015, 55,4% dos calouros tinham de 18 a 24 anos: o mercado ainda era do jovem que sai do ensino médio direto para o campus. Mas o outro público já estava formado: no EAD, 72,9% de quem entrava tinha 25 anos ou mais, e 62,1% das matrículas presenciais eram noturnas. Quem planejava campanha só para o vestibulando clássico falava com a maioria de então, não com o segmento que crescia. O trabalho de captação era duplo: defender a base jovem do presencial e aprender a falar com o adulto que estudava à noite ou a distância.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas↓ 6,2%

As vagas cresceram 5,5% (8.553.929) e os ingressantes caíram 6,2% (2.922.400): 2015 foi o ano em que a oferta e a demanda andaram em direções opostas. Foram quase 3 vagas ofertadas para cada calouro que de fato entrou. Nesse cenário, abrir mais vaga não resolve: o resultado comercial vem de conversão, resposta rápida a cada interessado e recuperação de quem parou no meio do processo. Quem operava o funil com método sofreu menos com a queda.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro16,7%

Em 2015, o Fies estava em 16,7% das matrículas do país (1.344.379), mais que a bolsa ou crédito da própria IES (11,4%, 919.521). Um terço da base (34,0%) estudava com algum financiamento ou bolsa, e a maior alavanca era dinheiro público. Receita apoiada em subsídio é receita exposta a decisão de terceiros. Precificar mensalidade e desconto sem contar com o Fies virou o dever de casa do financeiro.

Ver financiamento e cotas ↓
Acadêmico e permanência1,7 mi

Enquanto 2,9 milhões entraram em 2015, 1,7 milhão de matrículas terminaram o ano desvinculadas e 1,3 milhão trancaram. No EAD, a desvinculação chegou a 21,2% da base, contra 14,2% no presencial. E a turma que entrou neste ano confirmaria o padrão: dez anos depois, 60 de cada 100 tinham desistido. Permanência não é tema de secretaria: é onde a receita conquistada na captação se perde ou se protege.

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2015, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.