Retrato de 2.378 instituições e 6.407.733 matrículas de graduação, 7,0% acima de 2009. É o ano em que o vestibular ainda mandava no ingresso (74,7%) e o EAD, com 14,5% das matrículas, começava a redesenhar o mapa do setor.
Matrículas
6.407.733↑ 7,0%
vs. 2009: 5.985.873
Ingressantes
2.196.822↑ 5,5%
vs. 2009: 2.081.382
Concluintes
980.662↑ 1,4%
vs. 2009: 967.558
Vagas ofertadas
4.784.620↑ 0,6%
vs. 2009: 4.754.894
Cursos
29.835↑ 3,0%
vs. 2009: 28.966
Instituições
2.378↑ 2,8%
vs. 2009: 2.314
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2010 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
ℹ️
O que o Censo de 2010 não coleta
O Censo de 2010 não coletava os indicadores de estrutura de biblioteca (repositório institucional, catálogo online, acesso a bases), por isso esse painel não aparece nesta edição.
Na fonte de 2010, a seleção simplificada aparece zerada em todos os recortes de forma de ingresso. Trate como limite do registro daquele ano, não como ausência do fenômeno.
O que 2010 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação54,4%
Em 2010, o calouro clássico ainda era maioria: 54,4% de quem entrava tinha 18 a 24 anos, e 63,6% das matrículas presenciais estudavam à noite. Mas o adulto já batia à porta: 44,5% dos ingressantes tinham 25 anos ou mais, e no EAD essa fatia chegava a 76,8%. O aluno que trabalha de dia e estuda depois do expediente já era o centro do presencial noturno. Quem planejava campanha só para o vestibulando de 18 anos já deixava quase metade do mercado de fora.
Foram 4.784.620 vagas ofertadas para 2.196.822 ingressantes: cerca de 2,2 vagas para cada calouro que de fato chegou. A oferta cresceu só 0,6% sobre 2009, mas o ingresso subiu 5,5%: o gargalo não era vaga, era conversão. Com o vestibular respondendo por 74,7% dos ingressos, o jogo comercial vivia de janelas de prova. Operar bem essas janelas (resposta rápida, acompanhamento de cada inscrito, recuperação de quem parou no meio do processo) valia mais que abrir vaga nova.
Só 19,3% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa em 2010; 80,7% do sistema estudava sem ajuda registrada. A maior linha já era a bolsa ou o crédito da própria IES, com 601.043 matrículas, quase 4 vezes o Fies (152.534). O Prouni somava 337.225 matrículas entre integral (244.096) e parcial (93.129). No EAD, o subsídio quase não existia: 92,2% das matrículas sem qualquer ajuda e 108 com Fies no país inteiro. Precificar a bolsa própria já era decisão de margem, não tática de campanha.
A base de 2010 terminou o ano com 13,7% de desvinculação: 1.138.298 alunos perderam o vínculo e outros 683.761 trancaram. Enquanto isso, 2.196.822 entraram e 980.662 concluíram. A perda já tinha endereço: 16,0% no EAD contra 13,3% no presencial, 14,6% na rede privada contra 10,8% na pública. O balde furado não é invenção recente: em 2010 ele já levava mais de 1 milhão de alunos por ano.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada sem fins: 2.697.589 matrículas
Privada com fins: 2.066.473 matrículas
Federal: 938.704 matrículas
Estadual: 601.307 matrículas
Municipal: 103.660 matrículas
Privada sem fins 42,1%Privada com fins 32,2%Federal 14,6%Estadual 9,4%Municipal 1,6%
Leitura do dado
O Brasil de 2010 tinha 2.378 instituições de ensino superior e um mercado privado com dono diferente do atual: a privada sem fins lucrativos era a maior categoria, com 42,1% das matrículas (2.697.589), à frente da privada com fins lucrativos (32,2%, ou 2.066.473). Somadas, as privadas respondiam por 74,3% do sistema; as públicas, por 25,6%, com a federal (14,6%, 938.704 matrículas) à frente de estaduais (9,4%) e municipais (1,6%).
O recorte por modalidade mostra quem apostava no EAD: a privada com fins lucrativos já tinha 22,5% das próprias matrículas a distância (463.984), o dobro da proporção da sem fins (10,6%). E um detalhe que o senso comum esquece: as redes estadual (12,7%) e federal (11,2%) tinham fatia de EAD maior que a privada sem fins. Em 2010, ensino a distância ainda não era um fenômeno exclusivo do mercado; a municipal, essa sim, praticamente não participava (0,4%, ou 466 matrículas).
Matrículas por modalidade
EAD: 930.920 matrículas
Presencial: 5.476.813 matrículas
EAD 14,5% (930.920)Presencial 85,5% (5.476.813)
Entre os ingressantes o EAD já era 17,3%, acima da fatia na base total (14,5%): quem entra anuncia a direção do sistema
Leitura do dado
O EAD fechou 2010 com 14,5% das matrículas de graduação (930.920), contra 85,5% do presencial (5.476.813). Entre os ingressantes, porém, a fatia a distância já era de 17,3%: quem entra anuncia a direção do sistema antes da base total. O país somava 6.407.733 matrículas, alta de 7,0% sobre as 5.985.873 de 2009.
Os dois públicos já eram nítidos: 76,8% de quem entrava no EAD tinha 25 anos ou mais, contra 37,7% no presencial, e o produto também era outro, com Pedagogia liderando a modalidade a distância (272.887 matrículas). Ler os 14,5% como mercado pequeno seria subestimar o que estava em curso: a série que passa por aqui chega a 2024 com 10.227.266 matrículas, um crescimento de cerca de 60% sobre 2010.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.014.735 matrículas
47,1% (3.014.735 matrículas)
Nordeste
1.251.019 matrículas
19,5% (1.251.019 matrículas)
Sul
1.090.645 matrículas
17,0% (1.090.645 matrículas)
Centro-Oeste
591.091 matrículas
9,2% (591.091 matrículas)
Norte
459.959 matrículas
7,2% (459.959 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 47,1% das matrículas do país (3.014.735), quase metade do sistema. Nordeste (19,5%) e Sul (17,0%) vinham a seguir, com Centro-Oeste (9,2%) e Norte (7,2%) completando o mapa. Mas participação não conta a história toda.
O Norte era, ao mesmo tempo, a região mais pública (40,7% das matrículas em IES públicas) e a mais EAD (23,3%): onde o campus privado chegava menos, a rede pública e o ensino a distância ocupavam o espaço. No Nordeste, 39,5% das matrículas estavam na rede pública, mais que o dobro da fatia do Sudeste (17,8%). Para uma operação de captação, eram cinco mercados com regras próprias, não um país médio.
O mapa do ensino superior
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios
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Brasil
Matrículas6.407.733
% do país100%
Ingressantes2.196.822
Concluintes980.662
menosmais
O Norte é a região mais pública (40,7% das matrículas) e a mais EAD (23,3%): onde o campus privado chega menos, a distância chega primeiro
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.229.156 pessoas
56,0% (1.229.156 pessoas)
Masculino
967.666 pessoas
44,0% (967.666 pessoas)
1.229.156 mulheres e 967.666 homens: o feminino é 55,95% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
2.089.179
66,3% (2.089.179)
Diurno
1.061.178
33,7% (1.061.178)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
54,4%
1.195.111 pessoas
18-24
18,2%
400.652 pessoas
25-29
11,1%
244.789 pessoas
30-34
6,6%
145.847 pessoas
35-39
6,5%
143.705 pessoas
40-49
1,7%
37.415 pessoas
50-59
0,2%
4.648 pessoas
60+
1,1%
24.655 pessoas
0-17
44,5% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
Em 2010, a porta de entrada ainda era jovem: 54,4% dos ingressantes tinham 18 a 24 anos, e no presencial a fatia subia para 61,0%. A base total de matrículas, porém, já se dividia quase ao meio: 50,7% na faixa de 18 a 24 anos e 49,0% com 25 anos ou mais.
O EAD já era um mercado adulto: 76,8% dos seus ingressantes tinham 25 anos ou mais, fatia que chegava a 81,6% nas matrículas e a 89,4% entre os concluintes da modalidade. E o diploma, no total, era coisa de adulto: 62,8% de quem concluiu em 2010 tinha 25 anos ou mais. O aluno tradicional dominava a entrada do presencial; o resto do sistema já contava outra história.
Cor/raça
Não declarada
1.548.273 pessoas
70,5% (1.548.273 pessoas)
Branca
396.175 pessoas
18,0% (396.175 pessoas)
Parda
180.649 pessoas
8,2% (180.649 pessoas)
Preta
49.862 pessoas
2,3% (49.862 pessoas)
Amarela
19.138 pessoas
0,9% (19.138 pessoas)
Indígena
2.725 pessoas
0,1% (2.725 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2010
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2010, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Administração
833.254
263.873
121.110
543.366
15,4%
Direito
695.310
197.188
91.272
218.752
0,1%
Pedagogia
567.825
195.091
107.467
462.341
48,1%
Contabilidade
265.168
90.627
37.081
215.116
15,4%
Enfermagem
242.059
70.193
42.408
132.143
0,2%
Sistemas de informação
163.214
63.818
22.615
167.575
14,3%
Serviço social
143.198
52.371
20.717
138.258
52,0%
Psicologia
132.298
41.446
17.694
67.856
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2010 são nulos ou residuais.
Educação física formação de professor
126.446
41.027
23.614
77.376
2,4%
Gestão de pessoas
116.240
65.653
25.339
156.463
30,5%
Medicina
103.312
18.473
12.982
16.468
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2010 são nulos ou residuais.
Engenharia civil
102.769
43.027
6.625
44.284
0,4%
Farmácia
101.536
29.232
16.058
49.691
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2010 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
99.285
30.721
16.325
71.502
0,1%
Biologia formação de professor
97.670
31.024
16.823
58.538
19,6%
Administração (833.254) e Direito (695.310) lideram; no presencial os dois praticamente empatam (705.068 contra 694.447)
Pedagogia é o curso símbolo do EAD: 272.887 matrículas a distância, mais que o dobro do segundo colocado, Administração (128.186)
Contabilidade vive nos dois mundos: 224.232 matrículas no presencial e 40.936 no EAD
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
37,0%
Educação
21,2%
Saúde e bem-estar
14,4%
Engenharia e construção
10,2%
Ciências sociais e comunicação
4,8%
Computação e TIC
4,6%
Artes e humanidades
2,3%
Agricultura e veterinária
2,2%
Serviços
1,6%
Ciências naturais e matemática
1,4%
Programas básicos
0,3%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 4.784.620
1,6 candidatos por vaga
Inscritos · 7.423.215
29,6% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 2.196.822
4.784.620 vagas para 2.196.822 ingressantes: cerca de 2,2 vagas por calouro. A sobra de oferta já era regra em 2010
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
1.640.673 ingressantes
74,7%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
293.850 ingressantes
13,4%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
0 ingressantes
0,0%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
262.299 ingressantes
11,9%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
0 ingressantes
0,0%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular levou 74,7% dos ingressos de 2010 (1.640.673); o Enem, 13,4% (293.850)
Leitura do dado
O vestibular era o instrumento dominante de 2010: 74,7% dos ingressos (1.640.673), com peso parecido no presencial (74,5%) e no EAD (75,7%). O Enem respondia por 13,4% (293.850 ingressos) e as outras formas (transferências, convênios e afins), por 11,9%.
O recorte por rede mostra onde o Enem já pesava mais: 18,1% dos ingressos na rede pública, contra 12,1% na privada. Na pública, aliás, o funil era mais concentrado: vestibular e Enem somavam 96,0% das entradas, com apenas 4,1% por outras formas; na privada, as outras formas chegavam a 14,1%. Para o comercial, o calendário de 2010 era regido por prova: a captação vivia de janela de vestibular, não de fluxo contínuo.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2010 · 19,3% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento80,7%
601.043 matrículas
244.096 matrículas
93.129 matrículas
152.534 matrículas
A bolsa ou o crédito da própria IES (601.043 matrículas) já era quase 4 vezes o Fies (152.534); no EAD, o Fies alcançava 108 matrículas no país inteiro
Leitura do dado
Em 2010, 19,3% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa; 80,7% do sistema estudava sem ajuda registrada. A maior linha era a bolsa ou o crédito da própria instituição, com 601.043 matrículas (9,4% do total), seguida do Prouni integral (244.096), do Fies (152.534) e do Prouni parcial (93.129).
A leitura que importa para o financeiro: a ajuda da própria IES já era quase 4 vezes o Fies, e o EAD vivia praticamente sem subsídio, com 92,2% das matrículas sem qualquer financiamento e 108 matrículas com Fies no país inteiro. No presencial, a cobertura chegava a 21,3%. A régua de desconto da instituição, que hoje domina a conversa de Discount Rate, já era em 2010 a maior linha de financiamento do sistema.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2010 · 51.783 entraram por alguma cota (2,4%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
65,2% dos 51.783 cotistas
33.775 (65,2% dos 51.783 cotistas)
Étnico-racial
27,3% dos 51.783 cotistas
14.133 (27,3% dos 51.783 cotistas)
Outras
12,7% dos 51.783 cotistas
6.593 (12,7% dos 51.783 cotistas)
Renda familiar
8,3% dos 51.783 cotistas
4.298 (8,3% dos 51.783 cotistas)
Deficiência
0,4% dos 51.783 cotistas
233 (0,4% dos 51.783 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
A reserva de vaga alcançava 2,4% dos ingressantes de 2010: 51.783 alunos. A porta mais usada era a da escola pública, com 33.775 ingressos (65,2% dos cotistas), seguida da étnico-racial, com 14.133 (27,3%). Renda familiar (4.298) e deficiência (233) tinham alcance pequeno.
As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode entrar por mais de uma, por isso os recortes não somam 100%. Vale o registro: a cota étnico-racial aparece reportada na base de 2010, com 14.133 ingressos. Com 2,4% do total de entradas, a reserva de vaga ainda era um instrumento de alcance restrito, concentrado na porta da escola pública.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
345.335 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
28,4% de 345.335 docentes
28,4% (28,4% de 345.335 docentes)
Mestrado
37,7% de 345.335 docentes
37,7% (37,7% de 345.335 docentes)
Especialização
28,8% de 345.335 docentes
28,8% (28,8% de 345.335 docentes)
Só graduação
5,1% de 345.335 docentes
5,1% (5,1% de 345.335 docentes)
Leitura do dado
O país tinha 345.335 docentes em exercício em 2010: 28,4% com doutorado, 37,7% com mestrado e 45,3% em tempo integral. Na rede federal o perfil era outro: 55,8% de doutores e 89,7% em tempo integral, entre 78.608 docentes. Na privada com fins lucrativos, 10,9% tinham doutorado e mais da metade (51,3%) era horista.
Um contraste resume a economia do setor: federal e privada com fins lucrativos empregavam quase o mesmo número de docentes (78.608 e 79.858) para volumes muito diferentes de alunos (938.704 e 2.066.473 matrículas). Dá cerca de 12 matrículas por docente na federal e cerca de 26 na privada com fins. São dois produtos acadêmicos, com duas estruturas de custo, dividindo a mesma estatística nacional.
Dois retratos do corpo docente
18,6
matrículas por docente em exercício
55,1%
dos docentes são homens (44,9% mulheres)
18,6 matrículas por docente em exercício (17,6 em 2009); 55,1% dos docentes eram homens, enquanto 57,0% das matrículas eram de mulheres
Leitura do dado
Eram 18,6 matrículas por docente em exercício em 2010, contra 17,6 em 2009: a alavanca de escala do setor começava a girar, ainda devagar. O corpo docente era majoritariamente masculino (55,1% de homens), o inverso do corpo discente, com 57,0% de mulheres nas matrículas.
E o retrato feminino se acentua rumo ao diploma: as mulheres eram 55,9% dos ingressantes, 57,0% das matrículas e 60,9% dos concluintes de 2010. Quem conclui é mais mulher do que quem entra. Para comunicação e produto, o universitário médio de 2010 já era, na verdade, uma universitária.
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
556.624 alunos
8,7% (556.624 alunos)
Com deficiência
25.205 alunos
0,4% (25.205 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2010, no recorte escolhido
Entraram
2.196.822
Formaram-se
980.662
Desvincularam-se
1.138.298
Trancaram
683.761
Transferiram-se
106.120
13,7% da base do ano terminou desvinculada: enquanto 2.196.822 entraram em 2010, 1.138.298 perderam o vínculo no mesmo ano
Leitura do dado
O ano de 2010 registrou 1.138.298 desvinculações, 683.761 trancamentos e 106.120 transferências, contra 2.196.822 ingressos e 980.662 conclusões. Em percentual, 13,7% da base do ano terminou desvinculada. O sistema crescia, mas com um vazamento permanente no meio do funil.
A perda já tinha padrão: 16,0% de desvinculação no EAD contra 13,3% no presencial, e 14,6% na rede privada contra 10,8% na pública. A modalidade que mais crescia na entrada (17,3% dos ingressantes) era também a que mais perdia. Permanência, já em 2010, era o mercado interno de cada IES: reter um aluno custa menos que captar outro para o mesmo assento.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2010 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2010 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2010, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.