Edição anual

Censo 2010: Ensino Superior

Retrato de 2.378 instituições e 6.407.733 matrículas de graduação, 7,0% acima de 2009. É o ano em que o vestibular ainda mandava no ingresso (74,7%) e o EAD, com 14,5% das matrículas, começava a redesenhar o mapa do setor.

Matrículas
6.407.733↑ 7,0%
vs. 2009: 5.985.873
Ingressantes
2.196.822↑ 5,5%
vs. 2009: 2.081.382
Concluintes
980.662↑ 1,4%
vs. 2009: 967.558
Vagas ofertadas
4.784.620↑ 0,6%
vs. 2009: 4.754.894
Cursos
29.835↑ 3,0%
vs. 2009: 28.966
Instituições
2.378↑ 2,8%
vs. 2009: 2.314

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2010 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

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O que o Censo de 2010 não coleta

O Censo de 2010 não coletava os indicadores de estrutura de biblioteca (repositório institucional, catálogo online, acesso a bases), por isso esse painel não aparece nesta edição.

Na fonte de 2010, a seleção simplificada aparece zerada em todos os recortes de forma de ingresso. Trate como limite do registro daquele ano, não como ausência do fenômeno.

O que 2010 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação54,4%

Em 2010, o calouro clássico ainda era maioria: 54,4% de quem entrava tinha 18 a 24 anos, e 63,6% das matrículas presenciais estudavam à noite. Mas o adulto já batia à porta: 44,5% dos ingressantes tinham 25 anos ou mais, e no EAD essa fatia chegava a 76,8%. O aluno que trabalha de dia e estuda depois do expediente já era o centro do presencial noturno. Quem planejava campanha só para o vestibulando de 18 anos já deixava quase metade do mercado de fora.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas2,2

Foram 4.784.620 vagas ofertadas para 2.196.822 ingressantes: cerca de 2,2 vagas para cada calouro que de fato chegou. A oferta cresceu só 0,6% sobre 2009, mas o ingresso subiu 5,5%: o gargalo não era vaga, era conversão. Com o vestibular respondendo por 74,7% dos ingressos, o jogo comercial vivia de janelas de prova. Operar bem essas janelas (resposta rápida, acompanhamento de cada inscrito, recuperação de quem parou no meio do processo) valia mais que abrir vaga nova.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro19,3%

Só 19,3% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa em 2010; 80,7% do sistema estudava sem ajuda registrada. A maior linha já era a bolsa ou o crédito da própria IES, com 601.043 matrículas, quase 4 vezes o Fies (152.534). O Prouni somava 337.225 matrículas entre integral (244.096) e parcial (93.129). No EAD, o subsídio quase não existia: 92,2% das matrículas sem qualquer ajuda e 108 com Fies no país inteiro. Precificar a bolsa própria já era decisão de margem, não tática de campanha.

Ver financiamento e cotas ↓
Acadêmico e permanência13,7%

A base de 2010 terminou o ano com 13,7% de desvinculação: 1.138.298 alunos perderam o vínculo e outros 683.761 trancaram. Enquanto isso, 2.196.822 entraram e 980.662 concluíram. A perda já tinha endereço: 16,0% no EAD contra 13,3% no presencial, 14,6% na rede privada contra 10,8% na pública. O balde furado não é invenção recente: em 2010 ele já levava mais de 1 milhão de alunos por ano.

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2010, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.