Retrato de 2.580 instituições e 9.977.217 matrículas de graduação, alta de 5,6% sobre 2022. Foi o último ano em que o presencial (50,8%) segurou a maioria: o EAD chegou a 49,2% do estoque e a 66,4% dos calouros.
Matrículas
9.977.217↑ 5,6%
vs. 2022: 9.444.116
Ingressantes
4.994.192↑ 5,0%
vs. 2022: 4.756.957
Concluintes
1.374.789↑ 6,8%
vs. 2022: 1.287.635
Vagas ofertadas
24.687.130↑ 8,1%
vs. 2022: 22.830.485
Cursos
46.317↑ 2,3%
vs. 2022: 45.296
Instituições
2.580↓ 0,6%
vs. 2022: 2.595
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2023 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
O que 2023 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação66,4%
De cada 3 calouros de 2023, 2 entraram em EAD (66,4% dos ingressantes) e 56,2% de quem entrou tinha 25 anos ou mais. Mesmo no presencial, 54,0% das matrículas eram noturnas: o aluno que decide matrícula é o adulto que estuda depois do expediente e compara opções no celular, disputado por marcas nacionais. O estoque ainda era majoritariamente presencial (50,8%), mas a porta de entrada já não era. Planejar captação pelo retrato do estoque, em 2023, era mirar no público de ontem.
Foram 24.687.130 vagas ofertadas para 4.994.192 ingressantes: quase 5 vagas para cada calouro, com a oferta crescendo 8,1% no ano. Nesse cenário, abrir vaga não é vantagem competitiva, é commodity. O resultado comercial vem de operar o funil: resposta rápida a cada inscrito, acompanhamento individual e recuperação de quem parou no meio do processo. Quem converte melhor ganha o jogo que a oferta abundante empatou.
A bolsa da própria instituição financiava 2.428.606 matrículas em 2023; o Fies, 178.255: uma razão de mais de 13 para 1. O subsídio público saiu do centro e o desconto comercial virou a principal alavanca de acesso, só que agora ele sai do caixa da IES. No EAD, 37,5% das matrículas tinham algum benefício, quase tudo bolsa própria. Precificar bolsa deixou de ser tática de campanha e virou decisão de margem, curso a curso.
Enquanto 4.994.192 entraram em 2023, 3.214.025 perderam o vínculo e 1.884.202 trancaram. O sistema formou 1.374.789 no ano: para cada concluinte, mais de duas desvinculações. No EAD a perda chegou a 25,8% da base, contra 15,6% no presencial. A maior fuga de alunos e de receita acontece depois da matrícula, dentro de casa, onde rotina de acompanhamento e dado de engajamento valem mais que qualquer campanha.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 6.163.089 matrículas
Privada sem fins: 1.744.762 matrículas
Federal: 1.327.057 matrículas
Estadual: 664.797 matrículas
Municipal: 41.736 matrículas
Especial: 35.776 matrículas
Privada com fins 61,8%Privada sem fins 17,5%Federal 13,3%Estadual 6,7%Municipal 0,4%Especial 0,4%
Leitura do dado
O Brasil fechou 2023 com 2.580 instituições de ensino superior, 15 a menos que as 2.595 de 2022. A matrícula foi na direção oposta: 9.977.217 alunos de graduação, alta de 5,6% sobre o ano anterior. A privada com fins lucrativos concentrou 61,8% desse total (6.163.089 matrículas), mais que o triplo de todas as públicas somadas: federal (13,3%), estadual (6,7%) e municipal (0,4%) chegam juntas a 20,4%.
Menos instituições com mais alunos é o resumo da consolidação do setor. Para quem capta, o dado define o tabuleiro: 79,3% das matrículas estão na rede privada, e a fatia dominante pertence a grupos com fins lucrativos que operam marca, mídia e funil em escala nacional. Disputar aluno em 2023 já era disputar atenção contra essas máquinas, não contra a faculdade do bairro.
Matrículas por modalidade
EAD: 4.913.281 matrículas
Presencial: 5.063.936 matrículas
EAD 49,2% (4.913.281)Presencial 50,8% (5.063.936)
Entre os ingressantes o EAD já era 66,4% em 2023: quem entrava, entrava majoritariamente a distância
Leitura do dado
2023 foi o último ano em que o presencial segurou a maioria das matrículas: 50,8% (5.063.936) contra 49,2% do EAD (4.913.281), uma diferença de 150.655 alunos num universo de quase 10 milhões. Para dimensionar a escalada: o EAD de 2023, sozinho, equivalia a 82% de tudo o que o país inteiro matriculava em 2009 (5.985.873).
O estoque ainda era presencial, mas o fluxo já não era: 66,4% dos ingressantes de 2023 entraram a distância, 2 em cada 3 calouros. Quando a porta de entrada tem essa proporção, a ultrapassagem no total de matrículas deixa de ser hipótese e vira cronograma. Quem planejava portfólio, preço e captação olhando só para o retrato do estoque estava lendo o mercado com um ano de atraso.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
4.380.449 matrículas
43,9% (4.380.449 matrículas)
Nordeste
2.119.165 matrículas
21,2% (2.119.165 matrículas)
Sul
1.739.758 matrículas
17,4% (1.739.758 matrículas)
Centro-Oeste
887.833 matrículas
8,9% (887.833 matrículas)
Norte
847.230 matrículas
8,5% (847.230 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrou 43,9% das matrículas de 2023 (4.380.449), mais que Nordeste (21,2%) e Sul (17,4%) somados. Mas participação não conta a história toda: o Sul foi a região que mais estudou a distância, com 57,4% das matrículas em EAD, e o Norte também já tinha maioria a distância (51,0%). No Sudeste, o EAD parou em 49,1%, ainda atrás do presencial.
O Nordeste seguiu como a região mais pública do país: 27,6% das matrículas em instituições públicas (584.826), contra 16,8% no Sul. Na prática, cada região é um mercado: no Sul e no Norte a disputa já era digital e nacional; no Nordeste, a vaga gratuita da rede pública define uma fatia relevante do jogo e o presencial ainda era maioria. Campanha nacional com uma régua só ignora essas diferenças.
O mapa do ensino superior
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Brasil
Matrículas9.977.217
% do país100%
Ingressantes4.994.192
Concluintes1.374.789
menosmais
O pódio muda com o recorte: o Sul é a região que mais estuda a distância (57,4% das matrículas em EAD) e o Nordeste é a mais pública (27,6%)
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
2.967.096 pessoas
59,4% (2.967.096 pessoas)
Masculino
2.027.096 pessoas
40,6% (2.027.096 pessoas)
2.967.096 mulheres e 2.027.096 homens: o feminino é 59,41% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
3.386.660
61,5% (3.386.660)
Diurno
2.118.599
38,5% (2.118.599)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
43,5%
2.173.857 pessoas
18-24
17,4%
869.898 pessoas
25-29
12,7%
635.286 pessoas
30-34
10,2%
511.095 pessoas
35-39
12,0%
597.736 pessoas
40-49
3,3%
164.341 pessoas
50-59
0,6%
30.692 pessoas
60+
0,2%
11.287 pessoas
0-17
56,2% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
Somando as modalidades, 56,2% de quem entrou em 2023 tinha 25 anos ou mais: o calouro cl ássico de 18 a 24 anos (43,5%) já era minoria na porta de entrada. A média nacional, porém, esconde dois mercados: no presencial, 69,2% dos ingressantes tinham de 18 a 24 anos; no EAD, 69,3% tinham 25 ou mais. As proporções são quase espelhadas.
O funil de conclusão é ainda mais adulto: 67,1% dos concluintes de 2023 tinham 25 anos ou mais, e no EAD esse grupo chegou a 83,9%. Persona, canal e mensagem precisam escolher com quem falam: o jovem que sai do ensino médio para o campus e o adulto que estuda depois do expediente não respondem à mesma campanha, e em 2023 o segundo grupo já era o maior.
Cor/raça
Branca
2.143.128 pessoas
42,9% (2.143.128 pessoas)
Parda
1.399.643 pessoas
28,0% (1.399.643 pessoas)
Não declarada
1.025.171 pessoas
20,5% (1.025.171 pessoas)
Preta
349.077 pessoas
7,0% (349.077 pessoas)
Amarela
58.406 pessoas
1,2% (58.406 pessoas)
Indígena
18.767 pessoas
0,4% (18.767 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2023
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2023, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Pedagogia
852.476
430.095
124.131
1.085.167
80,9%
Direito
658.587
222.969
111.532
523.384
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2023 são nulos ou residuais.
Administração
655.022
338.617
90.176
1.039.378
65,2%
Enfermagem
472.561
213.853
53.311
515.910
40,9%
Sistemas de informação
378.610
254.286
46.022
826.505
62,7%
Psicologia
343.391
131.228
42.757
282.511
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2023 são nulos ou residuais.
Contabilidade
324.731
155.173
49.564
704.223
64,9%
Educação física
283.958
149.558
35.353
483.494
72,1%
Medicina
266.507
55.995
32.611
60.555
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2023 são nulos ou residuais.
Gestão de pessoas
223.936
158.360
50.198
689.001
89,0%
Fisioterapia
213.778
96.864
25.140
426.016
32,7%
Farmácia
213.257
98.660
23.361
389.302
41,1%
Biomedicina
181.147
106.517
17.499
374.815
46,9%
Nutrição
180.474
91.724
22.383
375.736
49,2%
Engenharia civil
172.913
68.251
26.501
458.630
30,7%
Pedagogia lidera com 852.476 matrículas, e o motor é o EAD: 689.663 delas são a distância
Direito é o gigante do presencial: 658.530 das 658.587 matrículas do curso são em sala
Medicina aparece só no ranking presencial (266.507 matrículas): o retrato de um curso que não migra para o EAD
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
27,5%
Saúde e bem-estar
22,4%
Educação
17,4%
Engenharia e construção
8,9%
Computação e TIC
7,3%
Ciências sociais e comunicação
5,7%
Agricultura e veterinária
3,5%
Serviços
2,9%
Artes e humanidades
2,6%
Ciências naturais e matemática
1,3%
Programas básicos
0,5%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 24.687.130
0,6 inscrição por vaga: sobrava oferta
Inscritos · 14.576.590
34,3% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 4.994.192
Números reais de 2023: 24.687.130 vagas ofertadas para 4.994.192 ingressantes, quase 5 vagas por calouro, com a oferta crescendo 8,1% no ano
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
3.422.822 ingressantes
68,5%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
756.905 ingressantes
15,2%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
508.839 ingressantes
10,2%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
291.078 ingressantes
5,8%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
12.482 ingressantes
0,2%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
2.066 ingressantes
0,0%
O vestibular respondeu por 68,5% dos ingressos, inflado pelos processos seletivos próprios e contínuos das redes de EAD, não só a prova clássica
Leitura do dado
O vestibular respondeu por 68,5% dos ingressos de 2023 (3.422.822), mas o rótulo engana: aí dentro estão os processos seletivos próprios e contínuos das redes de EAD, onde a fatia chega a 76,5%. O Enem, com 15,2% no total (756.905 ingressos), tem peso muito diferente conforme o recorte: 27,6% no presencial e apenas 8,8% no EAD.
Na rede pública, o Enem foi o principal instrumento, com 42,5% dos ingressos (242.043), à frente do vestibular (40,9%). Na privada, o vestibular dominou com 72,1%. Para o comercial, a leitura é de calendário: o presencial e a rede pública vivem de janelas (Enem, vestibular de verão), enquanto o EAD capta o ano inteiro com processo contínuo.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2023 · 30,3% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento69,7%
2.428.606 matrículas
337.602 matrículas
66.369 matrículas
178.255 matrículas
A bolsa da própria IES (2.428.606 matrículas) já era mais de 13 vezes o Fies (178.255): o desconto comercial como principal porta de acesso
Leitura do dado
Das 9.977.217 matrículas de 2023, 30,3% tinham algum financiamento ou bolsa, e a origem dessa ajuda já tinha trocado de mãos: a bolsa ou desconto da própria instituição atendia 2.428.606 matrículas (24,3% do total), mais de 13 vezes o Fies (178.255). O Prouni integral somava 337.602 matrículas e o parcial, 66.369.
O recorte por modalidade escancara o modelo: no EAD, 37,5% das matrículas tinham financiamento, quase tudo bolsa da própria IES (1.719.308); o Fies a distância registrou 249 contratos no país inteiro. Traduzindo para a gestão: o financiamento estudantil de 2023 era, na prática, o desconto comercial saindo do caixa da própria IES. Precificar bolsa é decisão de margem, curso a curso, não tática de campanha.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2023 · 153.738 entraram por alguma cota (3,1%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
83,8% dos 153.738 cotistas
128.789 (83,8% dos 153.738 cotistas)
Étnico-racial
47,0% dos 153.738 cotistas
72.270 (47,0% dos 153.738 cotistas)
Renda familiar
38,4% dos 153.738 cotistas
59.007 (38,4% dos 153.738 cotistas)
Outras
4,9% dos 153.738 cotistas
7.594 (4,9% dos 153.738 cotistas)
Deficiência
2,0% dos 153.738 cotistas
3.072 (2,0% dos 153.738 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
153.738 ingressantes entraram por reserva de vaga em 2023, 3,1% do total. A porta mais usada foi a da escola pública, com 128.789 cotistas (83,8%), seguida do recorte étnico-racial (72.270, ou 47,0%) e da renda familiar (59.007, ou 38,4%). As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode contar em mais de uma, por isso a soma passa do total.
Para a IES privada, o dado mapeia o concorrente invisível: quem disputa o aluno de baixa renda não disputa só contra outra mensalidade, disputa contra a vaga gratuita e reservada da rede pública. Vale registrar que a base de 2023 traz o recorte étnico-racial preenchido (72.270 ingressantes), o que nem toda edição do Censo garante: para análises de equidade, este é um ano com fotografia mais completa.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
368.290 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
52,2% de 368.290 docentes
52,2% (52,2% de 368.290 docentes)
Mestrado
33,3% de 368.290 docentes
33,3% (33,3% de 368.290 docentes)
Especialização
13,9% de 368.290 docentes
13,9% (13,9% de 368.290 docentes)
Só graduação
0,6% de 368.290 docentes
0,6% (0,6% de 368.290 docentes)
Leitura do dado
O país tinha 368.290 docentes em exercício em 2023: 52,2% com doutorado e 56,8% em tempo integral. A média, porém, mistura estruturas muito diferentes. Na rede federal, 76,0% dos 123.618 docentes tinham doutorado e 93,4% trabalhavam em tempo integral. Na privada com fins lucrativos, 30,3% dos 103.049 docentes tinham doutorado e 30,6% eram horistas.
Não é um ranking de qualidade, é uma diferença de produto e de estrutura de custo. O custo docente por matrícula da federal e o da grande rede privada vivem em regimes distintos, e isso explica boa parte da diferença de preço e de margem entre os modelos. Para quem gere orçamento acadêmico, comparar a própria IES com a média nacional sem separar categoria é comparar com um sistema que não existe.
Dois retratos do corpo docente
27,1
matrículas por docente em exercício
52,5%
dos docentes são homens (47,5% mulheres)
27,1 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009) e um corpo docente 52,5% masculino, o inverso das matrículas (59,2% femininas)
Leitura do dado
Em 2023 o sistema registrou 27,1 matrículas por docente em exercício; em 2009 eram 17,6. A matrícula cresceu muito mais rápido que o corpo docente, e é o EAD, com turmas que escalam sem depender de professor por sala, que torna essa conta possível. É também por isso que o custo docente por aluno das grandes redes cai enquanto o do presencial clássico não tem de onde ceder.
O retrato de gênero inverte o da sala de aula: 52,5% dos docentes eram homens e 47,5% mulheres, enquanto 59,2% das matrículas de graduação eram femininas. A maioria feminina que sustenta a demanda do ensino superior ainda não tinha chegado, em 2023, ao outro lado da sala.
Estrutura de biblioteca, % das IES com o recurso
Acervo digital aberto onde a IES publica a própria produção acadêmica (TCCs, dissertações, artigos)
1.933 das 2.580 IES↑ 4,2pp
vs. 2022: 70,7%
Consulta ao acervo da biblioteca pela internet
1.897 das 2.580 IES↓ 0,9pp
vs. 2022: 74,4%
Perfil ativo da biblioteca em redes sociais
1.846 das 2.580 IES↑ 0,1pp
vs. 2022: 71,4%
Ferramenta que pesquisa todas as bases do acervo de uma vez
1.746 das 2.580 IES↓ 3,8pp
vs. 2022: 71,5%
Assinatura do Portal de Periódicos da Capes, a base nacional de artigos científicos
857 das 2.580 IES↓ 0,8pp
vs. 2022: 34,0%
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
674.479 alunos
6,8% (674.479 alunos)
Com deficiência
132.116 alunos
1,3% (132.116 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
10.586 alunos
0,1% (10.586 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
9.623 alunos
<0,1% (9.623 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2023, no recorte escolhido
Entraram
4.994.192
Formaram-se
1.374.789
Desvincularam-se
3.214.025
Trancaram
1.884.202
Transferiram-se
118.606
Enquanto 4.994.192 entraram em 2023, 3.214.025 perderam o vínculo no mesmo ano: 21,2% da base terminou desvinculada. É o balde furado que segura o crescimento mesmo com ingresso em alta
Leitura do dado
Enquanto 4.994.192 pessoas entraram na graduação em 2023, 3.214.025 perderam o vínculo e 1.884.202 trancaram no mesmo ano; outras 118.606 se transferiram. No total, 21,2% da base do ano terminou desvinculada. O sistema formou 1.374.789: para cada concluinte, mais de duas desvinculações.
A saída tem endereço: no EAD, 25,8% da base terminou desvinculada, contra 15,6% no presencial; na rede privada, 22,7%, contra 14,0% na pública. A mesma máquina de captação contínua que levou o EAD a 66,4% dos ingressantes também gira alunos numa velocidade que o presencial não conhece. Cada ponto de desvinculação a menos vale mais receita do que muita campanha: permanência é o mercado interno de cada IES.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2023 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2023 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2023, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.