Da creche ao ensino médio, o Censo Escolar reúne num único levantamento anual do INEP todas as escolas, matrículas, docentes e turmas do país. 2013 é a 7ª edição da série que começou em 2007, dez anos antes do Novo Ensino Médio e da modalidade EAD como categoria própria de coleta.
Escola com situação de funcionamento "Em atividade" no Censo: exclui unidades paralisadas, extintas ou em processo de extinção
192.678↓ 1,0%
vs. 2012: 194.695
Matrículas
50.042.448↓ 1,0%
vs. 2012: 50.545.050
Docentes
2.732.597↑ 2,2%
vs. 2012: 2.672.767
Turmas
2.186.922↑ 0,6%
vs. 2012: 2.173.607
Matrículas dividido pelo número de docentes em exercício: é uma proporção de rede, não o tamanho médio de uma turma
18,31↓ 3,2%
vs. 2012: 18,91
Matrículas EAD
0
vs. 2012: 0
Todos os números desta página: Censo Escolar da Educação Básica 2013 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabela "escola"
ℹ️
O que o Censo Escolar de 2013 não coleta
O recorte por itinerário formativo do Novo Ensino Médio (propedêutico, técnico, magistério) não existe em 2013: o INEP só passa a publicar essa quebra a partir de 2023.
O recorte de turno e turma em tempo integral também não existe em 2013: mesmo motivo, só a partir de 2023.
A modalidade EAD aparece como zero em 2013 porque a coleta como categoria própria só começa em 2015: é lacuna de coleta, não zero adoção.
Este Censo nunca mede Yield Rate, Summer Melt ou taxas de aprovação, reprovação e abandono, em nenhum ano da série, e desde 2022 o INEP suprimiu por LGPD qualquer atributo individual de aluno ou docente, de forma retroativa a toda a série.
O que 2013 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda pra quem mantém a escola, matricula, paga a conta e decide o pedagógico
Mantenedora / dono de escola17,2%
A rede privada respondia por 17,2% da matrícula nacional em 2013 (8.610.032 alunos), contra 82,8% na rede pública. É o ano anterior ao início do EAD como categoria própria e dez anos antes do Novo Ensino Médio: quem mantém escola em 2013 opera num cenário curricular bem mais simples que o atual.
A matrícula nacional caiu 1,0% frente a 2012, de 50.545.050 para 50.042.448, movimento quase idêntico à queda no número de escolas ativas (também -1,0%, de 194.695 para 192.678). Rede encolhendo e matrícula encolhendo andam juntas neste ano.
O corpo docente cresceu 2,2% (de 2.672.767 para 2.732.597) no mesmo ano em que a matrícula caiu 1,0%. Custo por aluno sobe mesmo com rede menor: já em 2013 esse padrão estrutural aparece nos números.
Em 2013, 44,6% das escolas ativas tinham laboratório de informática e 58,4% tinham internet, mas só 10,8% tinham laboratório de ciências. A infraestrutura pedagógica da década é desigual entre os recursos, e ainda está longe do patamar que a série alcançaria depois.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a escola e por onde o aluno está.
Matrículas por rede administrativa
Federal, estadual e municipal somam a rede pública; a rede privada é a quarta fatia
Federal: 290.796 matrículas (0,6%)
Estadual: 17.926.568 matrículas (35,8%)
Municipal: 23.215.052 matrículas (46,4%)
Privada: 8.610.032 matrículas (17,2%)
Federal 0,6%Estadual 35,8%Municipal 46,4%Privada 17,2%
Leitura do dado
A rede pública (federal, estadual e municipal somadas) respondia por 82,8% da matrícula em 2013, 41.432.416 alunos, contra 17,2% na rede privada, 8.610.032. A rede municipal sozinha já era a maior fatia isolada do país, 46,4% (23.215.052), mais que a estadual (35,8%, 17.926.568) e mais que o dobro da privada.
A rede federal é residual, 0,6% do total (290.796 matrículas), e não deve ser lida como referência de escala, só de modelo pedagógico.
Matrículas por zona
Participação no total nacional de matrículas
Urbana
44.071.907 matrículas
88,1% (44.071.907 matrículas)
Rural
5.970.541 matrículas
11,9% (5.970.541 matrículas)
Leitura do dado
A zona urbana concentrava 88,1% da matrícula em 2013 (44.071.907 alunos), contra 11,9% na zona rural (5.970.541). O snapshot verificado desta edição não traz a quebra por região ou UF, só o total nacional: a proporção urbana/rural por região fica para quem cruzar esta base com outras fontes.
O mapa da educação básica
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios.
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Brasil
Matrículas50.042.448
Escolas ativas192.678
% do país17,2%
Razão aluno/docente18,31
menosmais
Em 2013, a rede municipal já lidera a matrícula pública nacional, com 46,4% do total, maior que a fatia estadual (35,8%) e mais que o dobro da fatia privada (17,2%).
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
Leitura do dado
O mapa desta edição reflete os mesmos dois eixos já vistos acima: uma rede majoritariamente pública (82,8%) e concentrada na zona urbana (88,1%). Os dados verificados para 2013 não incluem o detalhamento por UF ou região que outras edições trazem: a leitura aqui fica no nível nacional.
02 · Etapas
O que o Brasil estuda, dos 0 aos 17
Cada barra é a participação da etapa no total de matrículas do país.
Matrícula por etapa, 2013
Ensino Fundamental
29.187.602 matrículas
58,3% (29.187.602 matrículas)
Creche e pré-escola, de 0 a 5 anos
7.607.577 matrículas
15,2% (7.607.577 matrículas)
Ensino Médio
8.314.048 matrículas
16,6% (8.314.048 matrículas)
Educação de Jovens e Adultos: modalidade para quem não concluiu o ensino fundamental ou médio na idade prevista
3.830.207 matrículas
7,7% (3.830.207 matrículas)
Educação Profissional
1.667.685 matrículas
3,3% (1.667.685 matrículas)
Matrículas em classes ou escolas exclusivas de educação especial, não inclui alunos incluídos em turmas comuns com apoio
843.342 matrículas, classes exclusivas
1,7% (843.342 matrículas, classes exclusivas)
As etapas se sobrepõem parcialmente: um aluno pode contar em mais de uma categoria conforme o corte do Censo. A soma das barras passa de 100% do total de matrículas, e isso é esperado, não erro de conta.
Leitura do dado
Em 2013, o Ensino Fundamental concentrava 58,3% da matrícula (29.187.602 alunos), seguido pelo Ensino Médio com 16,6% (8.314.048) e pela Educação Infantil com 15,2% (7.607.577). EJA (7,7%, 3.830.207), Educação Profissional (3,3%, 1.667.685) e Educação Especial em classes exclusivas (1,7%, 843.342) completam o quadro.
As categorias se sobrepõem parcialmente, e a soma das 6 fatias passa de 100% do total de 50.042.448 matrículas: isso é esperado neste Censo, não erro de conta.
03 · Novo Ensino Médio
O Trilha de aprofundamento do Novo Ensino Médio: propedêutico, técnico ou magistério, escolhida pelo aluno a partir do 2º ano, só a partir de 2023
Este recorte não existe antes de 2023: zero estrutural, não ausência de oferta.
Não há recorte por itinerário formativo em 2013: o Novo Ensino Médio só passou a existir como categoria do Censo a partir de 2023. Isso é zero estrutural, não ausência de dado.
04 · Estrutura e infraestrutura
O que cada escola tem
% das escolas ativas com o recurso, e a variação sobre o ano anterior.
Internet
58,4%↑ 2,2pp
vs. 2012: 56,2%
Biblioteca ou sala de leitura
47,4%↑ 1,4pp
vs. 2012: 46,0%
Laboratório de informática
44,6%↑ 0,6pp
vs. 2012: 44,0%
Laboratório de ciências
10,8%↑ 0,2pp
vs. 2012: 10,6%
Leitura do dado
Em 2013, 58,4% das escolas ativas tinham internet, 47,4% tinham biblioteca ou sala de leitura, 44,6% tinham laboratório de informática e só 10,8% tinham laboratório de ciências. Internet já era maioria, mas isso mede presença do recurso, não velocidade nem uso.
O laboratório de ciências é o recurso mais escasso da lista por larga margem, presente em pouco mais de 1 em cada 10 escolas.
05 · Modalidade EAD
Residual, e com uma reviravolta
Matrículas em Educação a Distância: modalidade em que a mediação didático-pedagógica ocorre com uso de tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores em locais e tempos diversos na educação básica, todas as etapas, 2007-2024.
Série EAD, matrículas por ano
0 matrículas EAD em 2007: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2007
0 matrículas EAD em 2008: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2008
0 matrículas EAD em 2009: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2009
0 matrículas EAD em 2010: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2010
0 matrículas EAD em 2011: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2011
0 matrículas EAD em 2012: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2012
0 matrículas EAD em 2013: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2013
0 matrículas EAD em 2014: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2014
628.130 matrículas EAD em 2015
2015
693.828 matrículas EAD em 2016
2016
681.965 matrículas EAD em 2017
2017
674.823 matrículas EAD em 2018
2018
639.786 matrículas EAD em 2019
2019
590.340 matrículas EAD em 2020
2020
641.056 matrículas EAD em 2021
2021
860.753 matrículas EAD em 2022
2022
1.012.920 matrículas EAD em 2023
2023
1.042.337 matrículas EAD em 2024
2024
Barras tracejadas (2007-2014): zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período, não é ausência real de ensino a distância.
Leitura do dado
A modalidade EAD aparece como zero na educação básica em 2013. Isso não significa ausência de ensino a distância no país: é zero estrutural, o INEP só passa a coletar a modalidade EAD na educação básica como categoria própria a partir de 2015. Antes disso, a categoria simplesmente não existe nesta base.
Quem procurar EAD em qualquer ano até 2014 vai encontrar o mesmo zero, e a leitura correta é lacuna de coleta, não adoção zero da modalidade.
06 · Docentes, turmas e panorama regional
Quem dá aula, e onde a rede é mais frágil
A mesma rede, vista pelo corpo docente e pelas 5 regiões do país.
Docentes e turmas, 2013
Docentes em exercício
2.732.597
vs. 2012: 2.672.767 (+2,2%)
Turmas
2.186.922
vs. 2012: 2.173.607 (+0,6%)
Razão aluno/docente
18,31
vs. 2012: 18,91
Leitura do dado
Em 2013 havia 2.732.597 docentes em exercício (+2,2% vs 2012: 2.672.767) e 2.186.922 turmas (+0,6% vs 2012: 2.173.607), com razão aluno/docente de 18,31. O corpo docente cresceu no mesmo ano em que a matrícula caiu 1,0%, movimento oposto que já aparece nesta edição.
O snapshot verificado para 2013 não traz o panorama por região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul): esse recorte fica de fora desta edição, só os totais nacionais de docentes, turmas e razão aluno/docente estão confirmados aqui.
Panorama por região, 2013
Escolas ativas, zona, rede privada e razão aluno/docente, as 5 regiões
Panorama por região do Censo Escolar da Educação Básica 2013: escolas ativas, zona rural, rede privada, razão aluno/docente e matrículas
Região
Escolas ativas
% rural
% rede privada
Razão aluno/docente
Matrículas
Norte
23.653
sem dado
8,7%
21,49
5.144.488
Nordeste
72.835
sem dado
15,7%
19,77
14.968.836
Centro-Oeste
10.086
sem dado
18,2%
21,53
3.638.417
Sudeste
60.194
sem dado
20,8%
17,36
19.806.604
Sul
25.910
sem dado
15,8%
15,22
6.484.103
A coluna "% rural" não tem fonte nesta base (o Censo Escolar não traz zona por UF neste recorte); os demais valores vêm da soma dos estados de cada região.
07 · Série 2007-2013
O ano de 2013 em contexto
Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior. A linha destacada é 2013.
Série histórica do Censo Escolar da Educação Básica por ano, de 2007 a 2024, com 2013 destacado
Ano
Escolas ativas
Matrículas
Docentes
Turmas
Razão aluno/docente
2007
198.507início da série
53.028.928
2.318.003
2.098.756
22,88
2008
205.699↑ 3,6%
53.232.868↑ 0,4%
2.487.223↑ 7,3%
2.138.582↑ 1,9%
21,40↓ 6,5%
2009
203.455↓ 1,1%
52.580.452↓ 1,2%
2.533.470↑ 1,9%
2.145.029↑ 0,3%
20,75↓ 3,0%
2010
200.876↓ 1,3%
51.549.889↓ 2,0%
2.572.700↑ 1,5%
2.150.472↑ 0,3%
20,04↓ 3,4%
2011
194.932↓ 3,0%
50.972.619↓ 1,1%
2.608.581↑ 1,4%
2.155.952↑ 0,3%
19,54↓ 2,5%
2012
194.695↓ 0,1%
50.545.050↓ 0,8%
2.672.767↑ 2,5%
2.173.607↑ 0,8%
18,91↓ 3,2%
2013
192.678↓ 1,0%
50.042.448↓ 1,0%
2.732.597↑ 2,2%
2.186.922↑ 0,6%
18,31↓ 3,2%
2014
190.553↓ 1,1%
49.771.371↓ 0,5%
2.785.472↑ 1,9%
2.186.9200,0%
17,87↓ 2,4%
2015
188.689↓ 1,0%
48.796.512↓ 2,0%
2.784.9100,0%
2.164.640↓ 1,0%
17,52↓ 2,0%
2016
187.891↓ 0,4%
48.817.4790,0%
2.802.003↑ 0,6%
2.171.013↑ 0,3%
17,42↓ 0,6%
2017
185.925↓ 1,0%
48.608.093↓ 0,4%
2.791.496↓ 0,4%
2.169.220↓ 0,1%
17,41↓ 0,1%
2018
183.746↓ 1,2%
48.455.867↓ 0,3%
2.835.306↑ 1,6%
2.163.997↓ 0,2%
17,09↓ 1,8%
2019
182.468↓ 0,7%
47.874.246↓ 1,2%
2.813.042↓ 0,8%
2.160.089↓ 0,2%
17,02↓ 0,4%
2020
181.279↓ 0,7%
47.295.294↓ 1,2%
2.757.776↓ 2,0%
2.142.065↓ 0,8%
17,15↑ 0,8%
2021
180.057↓ 0,7%
46.668.401↓ 1,3%
2.846.169↑ 3,2%
2.128.776↓ 0,6%
16,40↓ 4,4%
2022
184.332↑ 2,4%
47.382.074↑ 1,5%
2.924.306↑ 2,7%
2.190.502↑ 2,9%
16,20↓ 1,2%
2023
180.230↓ 2,2%
47.304.632↓ 0,2%
2.934.558↑ 0,4%
2.212.677↑ 1,0%
16,12↓ 0,5%
2024
181.065↑ 0,5%
47.088.922↓ 0,5%
2.939.002↑ 0,2%
2.224.054↑ 0,5%
16,02↓ 0,6%
Valores do BigQuery (basedosdados), cruzados com a Nota Estatística oficial do INEP.
⚠️
Os limites deste Censo
Diferente do Censo do Ensino Superior, este levantamento não mede Yield Rate nem Summer Melt, e não tem dado individual de aluno ou docente desde 2022. Leia os números aqui como panorama de rede, não como funil de captação.
Fonte: Censo Escolar da Educação Básica 2013, INEP. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados, tabela "br_inep_censo_escolar.escola"), consultados em 30/08/2026. Números cruzados contra a Nota Estatística oficial do INEP.