Em 2019, a educação básica brasileira tinha 182.468 escolas ativas, 47.874.246 matrículas e 2.813.042 docentes em exercício, o último retrato completo do sistema antes da pandemia mudar a rotina escolar do país em 2020.
Escola com situação de funcionamento "Em atividade" no Censo: exclui unidades paralisadas, extintas ou em processo de extinção
182.468↓ 0,7%
vs. 2018: 183.746
Matrículas
47.874.246↓ 1,2%
vs. 2018: 48.455.867
Docentes
2.813.042↓ 0,8%
vs. 2018: 2.835.306
Turmas
2.160.089↓ 0,2%
vs. 2018: 2.163.997
Matrículas dividido pelo número de docentes em exercício: é uma proporção de rede, não o tamanho médio de uma turma
17,02↓ 0,4%
vs. 2018: 17,09
Matrículas EAD
639.786↓ 5,2%
vs. 2018: 674.823
Todos os números desta página: Censo Escolar da Educação Básica 2019 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabela "escola"
ℹ️
O que o Censo Escolar de 2019 não coleta
Este Censo não mede Yield Rate, Summer Melt nem taxas de aprovação, reprovação ou abandono: nenhuma dessas métricas existe nesta base, em nenhum ano da série.
Também não há atributo individual de aluno ou docente disponível para consulta: a supressão de 2022 por decisão de LGPD é retroativa a toda a série, incluindo esta edição de 2019.
O recorte por itinerário formativo do Novo Ensino Médio (propedêutico, técnico, magistério) só existe a partir de 2023, então 2019 não tem essa quebra: é zero estrutural, não ausência de itinerários na rede.
O mesmo vale para turno de turma e tempo integral, publicados pelo INEP só a partir de 2023: aqui esse recorte simplesmente não existe.
O que 2019 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda pra quem mantém a escola, matricula, paga a conta e decide o pedagógico
Mantenedora / dono de escola19,1%
A rede privada respondeu por 19,1% da matrícula da educação básica em 2019, 9.134.785 alunos, contra 80,9% na rede pública. É o ponto de partida para qualquer leitura de mercado antes da pandemia mudar o comportamento de matrícula em 2020.
A matrícula nacional caiu 1,2% em 2019, de 48.455.867 em 2018 para 47.874.246. A curva já vinha descendo antes de qualquer efeito de pandemia, não é um fenômeno que começa em 2020.
A razão aluno por docente ficou em 17,02 em 2019. O corpo docente caiu 0,8% (2.813.042) no mesmo ritmo da matrícula, que caiu 1,2%: turma não encolheu por sobra de professor, encolheu porque as duas curvas caem juntas.
O Ensino Médio respondeu por 15,6% da matrícula em 2019, 7.465.891 alunos, com a reforma do Novo Ensino Médio já em curso mas ainda sem detalhamento por itinerário formativo no Censo: esse recorte só chega em 2023.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a escola e por onde o aluno está.
Matrículas por rede administrativa
Federal, estadual e municipal somam a rede pública; a rede privada é a quarta fatia
Federal: 404.807 matrículas (0,8%)
Estadual: 15.307.033 matrículas (32,0%)
Municipal: 23.027.621 matrículas (48,1%)
Privada: 9.134.785 matrículas (19,1%)
Federal 0,8%Estadual 32,0%Municipal 48,1%Privada 19,1%
Leitura do dado
O poder público respondeu por 80,9% das matrículas da educação básica em 2019: 38.739.461 alunos em escolas federais, estaduais ou municipais, contra 19,1% (9.134.785) na rede privada. A rede municipal sozinha soma 48,1% (23.027.621 matrículas), a maior fatia isolada do país, reflexo direto da divisão constitucional de competências entre os entes federados.
A rede estadual responde por 32,0% (15.307.033) e a federal é uma fatia residual de 0,8% (404.807), concentrada historicamente em institutos federais e colégios de aplicação. Não é o tamanho que define essa rede, é o modelo.
Matrículas por zona
Participação no total nacional de matrículas
Urbana
42.545.428 matrículas
88,9% (42.545.428 matrículas)
Rural
5.328.818 matrículas
11,1% (5.328.818 matrículas)
Leitura do dado
Em 2019, 88,9% das matrículas do país estavam em área urbana (42.545.428) e 11,1% em área rural (5.328.818). A proporção nacional gira perto de 9 em cada 10 matrículas na cidade.
Para quem planeja logística escolar ou abertura de unidade, esse número nacional é só o ponto de partida: a distribuição real de zona rural costuma variar muito mais entre estados do que a média de 11,1% sugere.
O mapa da educação básica
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios.
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Brasil
Matrículas47.874.246
Escolas ativas182.468
% do país19,1%
Razão aluno/docente17,02
menosmais
Sem quebra por UF nestes fatos verificados: a leitura garantida aqui é nacional, 182.468 escolas ativas distribuídas numa rede majoritariamente municipal (48,1% da matrícula) e majoritariamente urbana (88,9%).
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
Leitura do dado
O mapa interativo mostra como a mesma distribuição nacional, rede majoritariamente pública (80,9%) e majoritariamente urbana (88,9%), se traduz no território em 27 realidades estaduais distintas.
Use o mapa para ver onde a rede física está concentrada e onde ela se pulveriza em unidades menores: o total nacional de 182.468 escolas ativas não se distribui de forma uniforme pelo país.
02 · Etapas
O que o Brasil estuda, dos 0 aos 17
Cada barra é a participação da etapa no total de matrículas do país.
Matrícula por etapa, 2019
Ensino Fundamental
26.923.730 matrículas
56,2% (26.923.730 matrículas)
Creche e pré-escola, de 0 a 5 anos
8.972.778 matrículas
18,7% (8.972.778 matrículas)
Ensino Médio
7.465.891 matrículas
15,6% (7.465.891 matrículas)
Educação de Jovens e Adultos: modalidade para quem não concluiu o ensino fundamental ou médio na idade prevista
3.273.668 matrículas
6,8% (3.273.668 matrículas)
Educação Profissional
1.914.749 matrículas
4,0% (1.914.749 matrículas)
Matrículas em classes ou escolas exclusivas de educação especial, não inclui alunos incluídos em turmas comuns com apoio
1.250.967 matrículas, classes exclusivas
2,6% (1.250.967 matrículas, classes exclusivas)
As etapas se sobrepõem parcialmente: um aluno pode contar em mais de uma categoria conforme o corte do Censo. A soma das barras passa de 100% do total de matrículas, e isso é esperado, não erro de conta.
Leitura do dado
O Ensino Fundamental concentra 56,2% da matrícula nacional em 2019 (26.923.730 alunos), mais da metade do país numa única etapa que cobre nove anos de escolaridade obrigatória. A Educação Infantil vem em seguida com 18,7% (8.972.778) e o Ensino Médio com 15,6% (7.465.891).
EJA responde por 6,8% (3.273.668), Educação Profissional por 4,0% (1.914.749) e Educação Especial em classes exclusivas por 2,6% (1.250.967). As categorias se sobrepõem parcialmente, por isso a soma das seis fatias passa de 100% do total de 47.874.246 matrículas.
03 · Novo Ensino Médio
O Trilha de aprofundamento do Novo Ensino Médio: propedêutico, técnico ou magistério, escolhida pelo aluno a partir do 2º ano, só a partir de 2023
Este recorte não existe antes de 2023: zero estrutural, não ausência de oferta.
Não há recorte por itinerário formativo em 2019: o Novo Ensino Médio só passou a existir como categoria do Censo a partir de 2023. Isso é zero estrutural, não ausência de dado.
04 · Estrutura e infraestrutura
O que cada escola tem
% das escolas ativas com o recurso, e a variação sobre o ano anterior.
Internet
75,5%↑ 2,6pp
vs. 2018: 72,9%
Biblioteca ou sala de leitura
51,8%↑ 0,7pp
vs. 2018: 51,1%
Laboratório de informática
35,0%↓ 2,7pp
vs. 2018: 37,7%
Laboratório de ciências
11,5%↑ 0,9pp
vs. 2018: 10,6%
Leitura do dado
Em 2019, 75,5% das escolas ativas tinham internet e 51,8% tinham biblioteca ou sala de leitura, os dois recursos mais difundidos na rede. Laboratório de informática aparecia em 35,0% das escolas e laboratório de ciências, o mais raro dos quatro, em apenas 11,5%.
A distância entre internet (75,5%) e laboratório de ciências (11,5%) mostra que conectividade básica já era mais comum que estrutura pedagógica especializada nesse momento da série. Esses quatro números descrevem 2019 isoladamente, sem comparação histórica disponível nestes fatos verificados.
05 · Modalidade EAD
Residual, e com uma reviravolta
Matrículas em Educação a Distância: modalidade em que a mediação didático-pedagógica ocorre com uso de tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores em locais e tempos diversos na educação básica, todas as etapas, 2007-2024.
Série EAD, matrículas por ano
0 matrículas EAD em 2007: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2007
0 matrículas EAD em 2008: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2008
0 matrículas EAD em 2009: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2009
0 matrículas EAD em 2010: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2010
0 matrículas EAD em 2011: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2011
0 matrículas EAD em 2012: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2012
0 matrículas EAD em 2013: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2013
0 matrículas EAD em 2014: zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período
2014
628.130 matrículas EAD em 2015
2015
693.828 matrículas EAD em 2016
2016
681.965 matrículas EAD em 2017
2017
674.823 matrículas EAD em 2018
2018
639.786 matrículas EAD em 2019
2019
590.340 matrículas EAD em 2020
2020
641.056 matrículas EAD em 2021
2021
860.753 matrículas EAD em 2022
2022
1.012.920 matrículas EAD em 2023
2023
1.042.337 matrículas EAD em 2024
2024
Barras tracejadas (2007-2014): zero estrutural, a modalidade não era reportada como categoria própria neste período, não é ausência real de ensino a distância.
Leitura do dado
A modalidade EAD somou 639.786 matrículas na educação básica em 2019, 1,3% do total nacional. A categoria já existia estruturalmente na coleta neste ano, então esse número é adoção real, não um artefato de coleta.
É véspera da pandemia global de covid-19, que a partir de 2020 mudaria drasticamente a relação da rede com o ensino remoto. Em 2019, esses 639.786 alunos em EAD ainda representam escolha deliberada pela modalidade, não resposta emergencial a um fechamento de escolas.
06 · Docentes, turmas e panorama regional
Quem dá aula, e onde a rede é mais frágil
A mesma rede, vista pelo corpo docente e pelas 5 regiões do país.
Docentes e turmas, 2019
Docentes em exercício
2.813.042
vs. 2018: 2.835.306 (-0,8%)
Turmas
2.160.089
vs. 2018: 2.163.997 (-0,2%)
Razão aluno/docente
17,02
vs. 2018: 17,09
Leitura do dado
Em 2019, a educação básica brasileira tinha 2.813.042 docentes em exercício, uma queda de 0,8% frente aos 2.835.306 de 2018. O número de turmas também recuou, de 2.163.997 para 2.160.089, uma queda de 0,2%.
A razão aluno por docente ficou em 17,02 no ano, com matrícula e corpo docente caindo praticamente juntos. Este recorte de fatos verificados não traz panorama por região para 2019: qualquer leitura territorial de docentes exige consultar a série completa por UF.
Panorama por região, 2019
Escolas ativas, zona, rede privada e razão aluno/docente, as 5 regiões
Panorama por região do Censo Escolar da Educação Básica 2019: escolas ativas, zona rural, rede privada, razão aluno/docente e matrículas
Região
Escolas ativas
% rural
% rede privada
Razão aluno/docente
Matrículas
Norte
22.307
sem dado
9,3%
20,05
4.924.663
Nordeste
62.847
sem dado
17,9%
18,30
13.968.476
Centro-Oeste
10.448
sem dado
18,5%
19,14
3.666.663
Sudeste
60.763
sem dado
23,0%
16,24
18.838.026
Sul
26.103
sem dado
18,0%
14,31
6.476.418
A coluna "% rural" não tem fonte nesta base (o Censo Escolar não traz zona por UF neste recorte); os demais valores vêm da soma dos estados de cada região.
07 · Série 2007-2019
O ano de 2019 em contexto
Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior. A linha destacada é 2019.
Série histórica do Censo Escolar da Educação Básica por ano, de 2007 a 2024, com 2019 destacado