2.314 instituições, 5.985.873 matrículas e um sistema 86,0% presencial: 2009 abre a série como o retrato do ensino superior clássico, com o vestibular respondendo por 79,5% dos ingressos e o EAD ainda em 14,0%.
Matrículas
5.985.873
início da série
Ingressantes
2.081.382
início da série
Concluintes
967.558
início da série
Vagas ofertadas
4.754.894
início da série
Cursos
28.966
início da série
Instituições
2.314
início da série
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2009 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
ℹ️
O que o Censo de 2009 não coleta
O Censo de 2009 não traz o recorte de turno (diurno e noturno), então o painel de turno fica indisponível nesta página.
Os indicadores de estrutura de biblioteca não existem na coleta de 2009: o bloco de biblioteca não é exibido neste ano.
O que 2009 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação54,9%
Mais da metade dos calouros de 2009 (54,9%) tinha entre 18 e 24 anos, e 84,0% entraram no presencial. O aluno-alvo era o jovem saído do ensino médio, decidido no calendário do vestibular. O EAD, com 16,0% dos ingressos, ainda era aposta, não mercado principal. Quem entende esse ponto de partida entende o tamanho da virada que as páginas seguintes da série mostram.
Foram 4.754.894 vagas ofertadas para 2.081.382 ingressantes: 2,3 vagas para cada calouro. A sobra de oferta que parece novidade no EAD de hoje já existia no presencial de 2009. E o funil era sazonal: 79,5% dos ingressos vinham de vestibular, concentrando a disputa em poucas janelas do ano. Conversão sempre foi o jogo; o que mudou desde então foi a velocidade dele.
Em 2009, 17,6% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa. A maior porta já era a bolsa ou crédito da própria IES (437.746 matrículas), à frente do Prouni integral (240.139) e do Fies (133.089). Ou seja: mesmo com os programas públicos em campo, o maior volume de ajuda saía do caixa da instituição. Precificar bolsa é decisão de margem desde o primeiro ano desta série.
A base de 2009 terminou o ano com 7,7% de desvinculação: 535.788 alunos saíram e outros 459.309 trancaram, enquanto 2.081.382 entravam. No EAD a perda já era maior (9,4%) que no presencial (7,4%), e a rede pública segurava melhor o aluno (5,3%) que a privada (8,4%). Os programas de apoio social alcançavam 414.601 alunos (6,9% da base). O padrão que ganharia escala com o EAD já estava desenhado: permanência nunca foi problema novo.
O Brasil de 2009 tinha 2.314 instituições de ensino superior e uma rede privada que respondia por 74,5% das matrículas: 57,7% na privada particular (3.455.861 alunos), 11,4% nas comunitárias (683.095) e 5,4% nas confessionais (321.727). O Censo deste ano ainda separava as privadas por vocação, e o recorte ajuda a enxergar um setor menos concentrado: comunitárias e confessionais somavam mais de 1 milhão de matrículas.
Do lado público, a rede federal era a maior categoria isolada depois da particular, com 14,0% das matrículas (839.432), seguida das estaduais (9,5%, 567.354) e municipais (2,0%, 118.404). Para quem olha de 2024, quando o sistema alcança 10.227.266 matrículas, o retrato de 2009 é o ponto de partida: um mercado de 5.985.873 alunos em que a marca regional, o campus físico e o vestibular próprio ainda definiam a disputa.
Matrículas por modalidade
EAD: 838.962 matrículas
Presencial: 5.146.911 matrículas
EAD 14,0% (838.962)Presencial 86,0% (5.146.911)
Entre os ingressantes o EAD já era 16,0%, acima da fatia na base de matrículas (14,0%): primeiro sinal da inversão que a série mostra
Leitura do dado
Em 2009 o EAD era 14,0% do sistema: 838.962 matrículas a distância contra 5.146.911 presenciais. Entre os ingressantes a fatia já subia para 16,0%, e nesse detalhe mora a história: quando a porta de entrada cresce mais rápido que o estoque, a base inteira muda de perfil com o tempo.
A série que começa aqui confirma: as matrículas totais foram de 5.985.873 em 2009 para 10.227.266 em 2024, e os ingressantes saltaram de 2.081.382 para 5.010.613, mais que o dobro. Quem lê a página de 2009 sabendo o final entende por que a modalidade é a variável que mais muda ao longo destas páginas.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
2.837.385 matrículas
47,4% (2.837.385 matrículas)
Nordeste
1.144.153 matrículas
19,1% (1.144.153 matrículas)
Sul
1.061.073 matrículas
17,7% (1.061.073 matrículas)
Centro-Oeste
543.819 matrículas
9,1% (543.819 matrículas)
Norte
397.912 matrículas
6,6% (397.912 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 47,4% das matrículas do país em 2009 (2.837.385), quase metade do sistema. Nordeste (19,1%) e Sul (17,7%) vinham a seguir, com composições opostas: no Nordeste, 40,1% das matrículas estavam em instituições públicas (458.544); no Sul, a rede pública ficava com 25,9% e o EAD já alcançava 18,0% das matrículas.
O dado mais sugestivo é o do Norte: menor participação nacional (6,6%, com 397.912 matrículas) e maior fatia de EAD (21,0%). Onde o campus não chegava, a distância chegou primeiro. Para captação, o mapa de 2009 já ensinava que região não é só volume: é composição de rede, de modalidade e de concorrência, e campanha nacional com régua única erra nas três.
O mapa do ensino superior
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios
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Brasil
Matrículas5.985.873
% do país100%
Ingressantes2.081.382
Concluintes967.558
menosmais
O Norte tem a menor participação (6,6% das matrículas) e a maior fatia EAD (21,0%): a distância já chegava onde o campus não estava
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.160.633 pessoas
55,8% (1.160.633 pessoas)
Masculino
920.749 pessoas
44,2% (920.749 pessoas)
1.160.633 mulheres e 920.749 homens: o feminino é 55,76% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno
O Censo de 2009 não traz o recorte de turno nesta base harmonizada; ele passa a estar disponível na edição seguinte
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
54,9%
1.142.859 pessoas
18-24
18,5%
386.079 pessoas
25-29
10,9%
227.190 pessoas
30-34
6,5%
135.912 pessoas
35-39
6,4%
133.075 pessoas
40-49
1,6%
32.465 pessoas
50-59
0,2%
3.798 pessoas
60+
1,0%
20.004 pessoas
0-17
44,1% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
O ingressante presencial de 2009 era o calouro clássico: 60,7% tinham entre 18 e 24 anos. No EAD, a inversão já estava pronta: 75,3% de quem entrava tinha 25 anos ou mais, e na base de matrículas a distância esse grupo chegava a 81,5%. Eram dois mercados distintos partilhando a mesma estatística, muito antes de o segundo ganhar escala.
Entre os concluintes, o adulto já dominava mesmo no agregado: 61,4% saíam do sistema com 25 anos ou mais (no EAD, 89,4%). O tempo de curso empurra a idade, mas o recado para posicionamento e mensagem valia em 2009 e segue valendo: quem conclui, decide pós e recomenda não é o adolescente das peças publicitárias.
Cor/raça
Não declarada
1.523.245 pessoas
73,2% (1.523.245 pessoas)
Branca
357.758 pessoas
17,2% (357.758 pessoas)
Parda
144.555 pessoas
6,9% (144.555 pessoas)
Preta
38.737 pessoas
1,9% (38.737 pessoas)
Amarela
14.307 pessoas
0,7% (14.307 pessoas)
Indígena
2.780 pessoas
0,1% (2.780 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2009
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2009, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Administração
803.631
273.584
118.007
597.302
13,1%
Direito
652.476
188.535
87.523
224.382
0,1%
Pedagogia
564.645
189.604
126.515
475.919
50,2%
Contabilidade
236.004
84.526
34.596
210.518
12,8%
Enfermagem
232.596
74.279
40.321
120.271
0,2%
Sistemas de informação
150.063
62.943
23.234
159.328
10,8%
Educação física formação de professor
135.410
44.637
29.998
82.986
1,8%
Serviço social
130.976
45.393
13.767
142.357
52,0%
Psicologia
121.184
36.089
16.765
72.748
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2009 são nulos ou residuais.
Biologia formação de professor
105.001
34.060
20.361
59.686
18,7%
Farmácia
99.805
29.954
17.617
52.736
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2009 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
98.290
28.944
17.699
73.010
0,1%
Medicina
97.458
18.406
11.842
16.386
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2009 são nulos ou residuais.
Letras português formação de professor
89.826
21.211
16.728
102.956
36,4%
Gestão de pessoas
89.615
54.455
19.922
155.467
25,5%
Administração lidera com 803.631 matrículas; com Direito (652.476) e Pedagogia (564.645), o trio soma mais de 2 milhões
Pedagogia já era majoritariamente EAD em 2009: 283.701 matrículas a distância contra 280.944 presenciais
Direito é quase todo presencial: 651.550 das 652.476 matrículas
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
36,8%
Educação
22,9%
Saúde e bem-estar
14,4%
Engenharia e construção
9,5%
Ciências sociais e comunicação
4,8%
Computação e TIC
4,6%
Agricultura e veterinária
2,2%
Artes e humanidades
2,1%
Serviços
1,5%
Ciências naturais e matemática
1,2%
Programas básicos
0,0%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 4.754.894
1,5 candidatos por vaga
Inscritos · 6.925.597
30,1% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 2.081.382
Números reais de 2009: 4.754.894 vagas ofertadas para 2.081.382 ingressantes, ou 2,3 vagas por calouro
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
1.654.940 ingressantes
79,5%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
173.116 ingressantes
8,3%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
0 ingressantes
0,0%
Transfer ências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
253.326 ingressantes
12,2%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
0 ingressantes
0,0%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular responde por 79,5% dos ingressos (1.654.940); o Enem, por 8,3% (173.116)
Leitura do dado
Quase 8 em cada 10 ingressos de 2009 passaram pelo vestibular: 79,5%, ou 1.654.940 ingressantes. O Enem, com 8,3% (173.116), ainda era instrumento secundário, e o restante entrava por outras formas (12,2%, 253.326), como transferências e convênios. O calendário comercial da IES era o calendário da prova: inscrição, prova, chamada e matrícula, poucas vezes por ano.
O recorte por rede guarda uma curiosidade que inverte a intuição atual: o Enem pesava mais na rede privada (9,2% dos ingressos, 153.111) do que na pública (4,7%, 20.005), onde o vestibular próprio reinava com 86,3%. No EAD, 83,6% dos ingressos também se registravam como vestibular, na prática os processos seletivos próprios das instituições, com o Enem em apenas 2,1%.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2009 · 17,6% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento82,4%
437.746 matrículas
240.139 matrículas
98.472 matrículas
133.089 matrículas
Já em 2009 a bolsa da própria IES (437.746 matrículas) superava o Fies (133.089) e o Prouni parcial (98.472): o desconto de casa nunca foi coadjuvante
Leitura do dado
Em 2009, 17,6% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa. A maior porta já era a bolsa ou crédito da própria instituição, com 437.746 matrículas (7,3% do sistema), seguida do Prouni integral (240.139), do Fies (133.089) e do Prouni parcial (98.472). A leitura importa: mesmo com os programas públicos em expansão, o maior volume de ajuda saía do caixa da própria IES.
No EAD o financiamento quase não existia: 93,0% das matrículas a distância não tinham nenhum apoio, o Fies registrava 383 contratos na modalidade e o Prouni integral (23.025) superava a bolsa da própria IES (17.693). O aluno EAD de 2009, em regra, pagava sem ajuda: sinal de um mercado que ainda tratava bolsa como exceção, não como política comercial.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2009 · 38.536 entraram por alguma cota (1,9%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
68,9% dos 38.536 cotistas
26.542 (68,9% dos 38.536 cotistas)
Étnico-racial
25,1% dos 38.536 cotistas
9.668 (25,1% dos 38.536 cotistas)
Outras
8,7% dos 38.536 cotistas
3.334 (8,7% dos 38.536 cotistas)
Renda familiar
6,5% dos 38.536 cotistas
2.502 (6,5% dos 38.536 cotistas)
Deficiência
0,4% dos 38.536 cotistas
143 (0,4% dos 38.536 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
A reserva de vagas era um instrumento incipiente em 2009: 38.536 ingressantes entraram por alguma cota, 1,9% do total. A porta mais usada era a da escola pública (26.542, presente em 68,9% dos cotistas), seguida da étnico-racial (9.668, em 25,1%), de outras modalidades (3.334), da renda familiar (2.502) e da deficiência (143). As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode entrar por mais de uma.
O dado de 2009 vale como marco zero da série: a política existia em escala pequena e o recorte étnico-racial já era a segunda porta em volume. Acompanhar esses números ao longo das páginas seguintes é ver uma política de acesso sendo construída no dado, ano a ano.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
340.817 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
26,4% de 340.817 docentes
26,4% (26,4% de 340.817 docentes)
Mestrado
36,2% de 340.817 docentes
36,2% (36,2% de 340.817 docentes)
Especialização
29,2% de 340.817 docentes
29,2% (29,2% de 340.817 docentes)
Só graduação
8,2% de 340.817 docentes
8,2% (8,2% de 340.817 docentes)
Leitura do dado
O Censo de 2009 registrou 340.817 docentes em exercício: 26,4% com doutorado, 36,2% com mestrado, 29,2% com especialização e 8,2% apenas com graduação. No regime de trabalho, o horista era mais de um terço do sistema (36,3%), contra 42,2% em tempo integral.
A rede federal já operava outro modelo: dos seus 72.228 docentes, 52,7% eram doutores e 87,5% trabalhavam em tempo integral, com apenas 1,4% de horistas. A distância entre os dois produtos acadêmicos, o da federal e o da média do sistema, não é invenção recente: em 2009 ela já estava dada, e explica estruturas de custo que não se comparam.
Dois retratos do corpo docente
17,6
matrículas por docente em exercício
55,2%
dos docentes são homens (44,8% mulheres)
17,6 matrículas por docente e maioria masculina na sala dos professores (55,2%), diante de um corpo discente 57,1% feminino
Leitura do dado
Eram 17,6 matrículas por docente em exercício em 2009, a razão que serve de régua para toda a série: é contra ela que vale comparar os anos seguintes, quando o EAD passa a escalar turmas sem escalar professor na mesma proporção.
O outro retrato é o de gênero: 55,2% dos docentes eram homens (44,8% mulheres), enquanto o corpo discente era majoritariamente feminino, com 57,1% das matrículas. A maioria que dominava as cadeiras da graduação ainda não tinha chegado ao outro lado da sala.
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
414.601 alunos
6,9% (414.601 alunos)
Com deficiência
23.135 alunos
0,4% (23.135 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2009, no recorte escolhido
Entraram
2.081.382
Formaram-se
967.558
Desvincularam-se
535.788
Trancaram
459.309
Transferiram-se
0
7,7% da base do ano terminou desvinculada: 535.788 saídas e 459.309 trancamentos, contra 2.081.382 ingressos no mesmo ano
Leitura do dado
O balanço de vínculo de 2009: enquanto 2.081.382 alunos entravam, 535.788 terminaram o ano desvinculados (7,7% da base) e outros 459.309 trancaram. O balde furado desta série não nasceu com o EAD; ele apenas era menor.
Os recortes já apontavam a direção: desvinculação de 9,4% no EAD contra 7,4% no presencial, e de 8,4% na rede privada contra 5,3% na pública. Gratuidade e vínculo presencial seguravam melhor o aluno. Para a gestão, a lição de 2009 permanece: a maior perda acontece depois da matrícula, e cada ponto de desvinculação evitado vale receita que nenhuma campanha repõe.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2009 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2009 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2009, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.