Retrato de 2.416 instituições e 7.058.084 matrículas de graduação, num ano em que a porta de entrada acelerou: 2.756.773 ingressantes, alta de 16,8% sobre 2011.
Matrículas
7.058.084↑ 4,3%
vs. 2011: 6.765.540
Ingressantes
2.756.773↑ 16,8%
vs. 2011: 2.359.409
Concluintes
1.056.069↑ 3,3%
vs. 2011: 1.022.711
Vagas ofertadas
4.672.668↑ 4,4%
vs. 2011: 4.474.331
Cursos
32.194↑ 4,7%
vs. 2011: 30.746
Instituições
2.416↑ 2,2%
vs. 2011: 2.365
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2012 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
ℹ️
O que o Censo de 2012 não coleta
O Censo 2012 não coletava os indicadores de estrutura de biblioteca (repositório institucional, catálogo online, acesso a bases): esse bloco só existe nas edições mais recentes, por isso não aparece nesta página.
O instrumento de seleção simplificada aparece zerado em todos os recortes de 2012 porque a categoria não existia na coleta da época: é um zero de formulário, não de comportamento.
O que 2012 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação54,4%
Em 2012, 54,4% dos calouros tinham de 18 a 24 anos e 84,2% das matrículas eram presenciais: o mercado ainda era o campus clássico. Mas o aluno típico já não era o vestibulando de imagem de comercial: 63,2% das matrículas presenciais estavam no noturno, de quem trabalha de dia. E o nicho adulto já tinha endereço: no EAD, 74,6% de quem entrava tinha 25 anos ou mais. Quem leu esse sinal cedo montou a operação que dominaria a década seguinte.
O ingresso saltou 16,8% em um ano: de 2.359.409 para 2.756.773 calouros. Foram 4.672.668 vagas ofertadas, 1,7 para cada ingressante: já havia mais oferta do que conversão. O vestibular respondia por 74,8% dos ingressos, então o jogo comercial vivia de janelas de prova e de matrícula. Num ano de demanda aquecida assim, quem organizou o funil converteu; quem só abriu vaga assistiu.
O Fies financiava 441.673 matrículas em 2012, 6,3% do sistema, e ainda era menor que a bolsa da própria IES (767.707). Somando Fies, Prouni e bolsas, 24,5% das matrículas tinham alguma ajuda. Era a era do subsídio público em expansão: receita previsível, mas com risco concentrado numa política que a IES não controla. O contraste com o EAD já era gritante: lá, só 12,7% tinham financiamento e o Fies praticamente não existia (63 matrículas no país inteiro).
Enquanto 2,76 milhões entraram em 2012, 1.440.755 matrículas terminaram o ano desvinculadas e outras 971.097 trancadas. A perda já tinha modalidade: 19,3% da base EAD se desvinculou no ano, contra 14,2% do presencial; na rede pública a taxa era 11,6% e na privada, 16,2%. Do lado do apoio, 13,8% das matrículas (977.071 alunos) tinham bolsa permanência, moradia, alimentação ou transporte. O balde furado não é invenção recente: em 2012 ele já drenava mais alunos do que o sistema formava (1.056.069 concluintes).
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada sem fins: 2.601.821 matrículas
Privada com fins: 2.558.445 matrículas
Federal: 1.087.508 matrículas
Estadual: 625.474 matrículas
Especial: 122.459 matrículas
Municipal: 62.377 matrículas
Privada sem fins 36,9%Privada com fins 36,2%Federal 15,4%Estadual 8,9%Especial 1,7%Municipal 0,9%
Leitura do dado
O Brasil de 2012 tinha 2.416 instituições e um setor privado dividido ao meio: a privada sem fins lucrativos, com 36,9% das matrículas (2.601.821), ainda estava à frente da privada com fins lucrativos, com 36,2% (2.558.445). As públicas somavam 25,2% (federal com 15,4%, estadual com 8,9% e municipal com 0,9%), e as IES especiais completavam o quadro com 1,7%.
Esse quase empate entre os dois blocos privados é o retrato de um mercado antes da consolidação: confessionais e comunitárias de um lado, grupos com fins lucrativos do outro, disputando bases praticamente do mesmo tamanho. Olhando em retrospecto, 2012 é uma das últimas fotografias equilibradas da série: a matrícula total cresceria 44,9% até 2024 (de 7.058.084 para 10.227.266), e a disputa por esse crescimento definiria quem lidera o setor hoje.
Matrículas por modalidade
EAD: 1.113.958 matrículas
Presencial: 5.944.126 matrículas
EAD 15,8% (1.113.958)Presencial 84,2% (5.944.126)
Entre os ingressantes o EAD já era 19,7%, à frente dos 15,8% do estoque: a porta de entrada anunciava a composição futura do sistema
Leitura do dado
O EAD de 2012 era 15,8% das matrículas: 1.113.958 alunos a distância contra 5.944.126 no presencial. Mas a porta de entrada corria na frente do estoque: entre os ingressantes, a fatia do EAD já era de 19,7%. Quando quem entra tem participação maior do que quem está, a composição futura do sistema já está anunciada.
A série ajuda a dimensionar o que estava em jogo: as matrículas saíram de 5.985.873 em 2009 para 7.058.084 em 2012 e chegariam a 10.227.266 em 2024, com o ingresso quase dobrando no mesmo período (de 2.756.773 para 5.010.613). O sinal de 2012, com o EAD maior na entrada do que no estoque, era o começo dessa curva longa.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.237.696 matrículas
45,9% (3.237.696 matrículas)
Nordeste
1.438.694 matrículas
20,4% (1.438.694 matrículas)
Sul
1.165.151 matrículas
16,5% (1.165.151 matrículas)
Centro-Oeste
669.966 matrículas
9,5% (669.966 matrículas)
Norte
546.577 matrículas
7,7% (546.577 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 45,9% das matrículas do país (3.237.696), mais que o dobro do Nordeste (20,4%). Mas cada região jogava um jogo próprio: o Norte era ao mesmo tempo a região mais EAD do Brasil (25,9% das matrículas a distância) e a mais pública (40,6% em IES públicas), enquanto o Sudeste tinha só 12,7% de EAD e 18,7% de rede pública.
Para captação, a leitura é a de mercados distintos sob a mesma estatística nacional. No Sul, 19,1% das matrículas já eram EAD (221.999), a segunda maior proporção do país; no Nordeste, a rede pública respondia por 38,5% da base (553.739 matrículas), o que muda contra quem a IES privada disputa o aluno. Régua única de campanha nacional já não fazia sentido em 2012.
O mapa do ensino superior
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios
›
Brasil
Matrículas7.058.084
% do país100%
Ingressantes2.756.773
Concluintes1.056.069
menosmais
O Norte era a região mais EAD do país (25,9% das matrículas) e a mais pública (40,6%); o Sudeste concentrava 45,9% de tudo
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.548.142 pessoas
56,2% (1.548.142 pessoas)
Masculino
1.208.631 pessoas
43,8% (1.208.631 pessoas)
1.548.142 mulheres e 1.208.631 homens: o feminino é 56,16% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
2.171.849
65,0% (2.171.849)
Diurno
1.171.267
35,0% (1.171.267)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
54,4%
1.498.642 pessoas
18-24
17,9%
492.951 pessoas
25-29
11,9%
327.205 pessoas
30-34
6,7%
185.654 pessoas
35-39
6,2%
171.366 pessoas
40-49
1,6%
44.525 pessoas
50-59
0,2%
5.446 pessoas
60+
1,1%
30.984 pessoas
0-17
44,5% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
No agregado, o aluno de 2012 ainda era jovem: 54,4% dos ingressantes tinham de 18 a 24 anos e, no presencial, essa fatia subia para 61,5%. O recorte por modalidade, porém, mostrava dois mercados: no EAD, 74,6% de quem entrava tinha 25 anos ou mais, e entre as matrículas EAD a proporção de adultos chegava a 80,9%.
Quem conclui é sempre mais velho do que quem entra: 63,8% dos concluintes de 2012 tinham 25 anos ou mais, e no EAD, 89,9%. Some-se o turno: 63,2% das matrículas presenciais estavam no noturno. O universitário médio de 2012 já era, em boa parte, um adulto estudando depois do trabalho, e a persona de campanha precisava alcançá-lo, não apenas ao vestibulando de 18.
Cor/raça
Não declarada
1.768.869 pessoas
64,2% (1.768.869 pessoas)
Branca
599.799 pessoas
21,8% (599.799 pessoas)
Parda
288.664 pessoas
10,5% (288.664 pessoas)
Preta
75.237 pessoas
2,7% (75.237 pessoas)
Amarela
20.536 pessoas
0,7% (20.536 pessoas)
Indígena
3.668 pessoas
0,1% (3.668 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2012
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2012, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Administração
831.409
315.660
133.896
493.349
19,7%
Direito
737.271
227.770
97.926
217.540
0,1%
Pedagogia
595.128
217.632
111.027
340.534
49,6%
Contabilidade
312.948
127.682
41.708
228.447
20,3%
Enfermagem
234.329
76.267
46.589
118.893
0,3%
Engenharia civil
201.417
96.115
9.807
82.600
0,8%
Serviço social
172.979
61.165
27.674
120.789
56,3%
Gestão de pessoas
168.504
102.693
36.381
156.787
38,7%
Sistemas de informação
164.171
72.818
21.401
176.760
11,8%
Psicologia
159.136
59.385
19.129
74.345
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2012 são nulos ou residuais.
Engenharia de produção
129.495
57.070
11.069
71.962
3,7%
Educação física formação de professor
122.886
46.296
22.109
75.404
5,1%
Medicina
110.804
19.936
16.280
17.641
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2012 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
102.656
40.291
14.868
66.699
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2012 são nulos ou residuais.
Arquitetura e urbanismo
101.405
38.862
8.494
41.332
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2012 são nulos ou residuais.
Administração liderava o país com 831.409 matrículas, mas no presencial o maior curso era Direito (736.586)
Direito era, na prática, um curso 100% presencial: 736.586 das 737.271 matrículas
No EAD, Pedagogia dominava com 294.907 matrículas, quase o dobro da Administração a distância (163.430)
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
36,4%
Educação
19,4%
Saúde e bem-estar
14,2%
Engenharia e construção
12,8%
Ciências sociais e comunicação
4,8%
Computação e TIC
4,4%
Agricultura e veterinária
2,4%
Artes e humanidades
2,3%
Ciências naturais e matemática
1,6%
Serviços
1,6%
Programas básicos
0,3%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 4.672.668
2,6 candidatos por vaga
Inscritos · 11.986.045
23,0% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 2.756.773
4.672.668 vagas ofertadas para 2.756.773 ingressantes: 1,7 vaga por calouro, com a oferta crescendo 4,4% enquanto o ingresso saltava 16,8%
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.062.677 ingressantes
74,8%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
418.064 ingressantes
15,2%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
0 ingressantes
0,0%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
276.032 ingressantes
10,0%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
0 ingressantes
0,0%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular respondia por 74,8% dos ingressos de 2012; o Enem, por 15,2% (e por 28,0% na rede pública)
Leitura do dado
O vestibular dominava o ingresso de 2012 com 74,8% (2.062.677 ingressos); o Enem respondia por 15,2% (418.064) e as outras formas (transferências, convênios e afins), por 10,0%. A leitura por rede muda a foto: na pública, o Enem já era 28,0% dos ingressos, contra 12,0% na privada.
No EAD, o Enem era quase irrelevante (3,5%, ou 18.993 ingressos) e o vestibular, aí entendido como o processo seletivo próprio da instituição, levava 78,1%. Na prática, o calendário comercial de 2012 era regido por prova: as janelas de vestibular e de Enem concentravam a demanda, e a captação contínua ainda era exceção.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2012 · 24,5% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento75,5%
767.707 matrículas
287.315 matrículas
117.170 matrículas
441.673 matrículas
A bolsa da própria IES (767.707 matrículas) ainda era maior que o Fies (441.673), mas o financiamento público já cobria 6,3% do sistema e crescia como aposta de receita
Leitura do dado
Em 2012, 24,5% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa. A maior linha era a bolsa ou desconto da própria IES, com 10,9% (767.707 matrículas), seguida do Fies com 6,3% (441.673) e do Prouni (4,1% integral, 287.315 matrículas; 1,7% parcial, 117.170).
O detalhe que separa as modalidades: no presencial, 26,7% tinham alguma ajuda e o Fies alcançava 7,4% da base (441.610 matrículas); no EAD, só 12,7% tinham qualquer financiamento e o Fies simplesmente não existia (63 matrículas no país). O financiamento público de 2012 era um fenômeno do presencial, e o quanto de receita expor a essa política era uma decisão de risco que cada IES fazia curso a curso.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2012 · 66.164 entraram por alguma cota (2,4%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
73,0% dos 66.164 cotistas
48.300 (73,0% dos 66.164 cotistas)
Étnico-racial
29,4% dos 66.164 cotistas
19.463 (29,4% dos 66.164 cotistas)
Outras
10,3% dos 66.164 cotistas
6.841 (10,3% dos 66.164 cotistas)
Renda familiar
5,3% dos 66.164 cotistas
3.513 (5,3% dos 66.164 cotistas)
Deficiência
0,5% dos 66.164 cotistas
332 (0,5% dos 66.164 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
A reserva de vaga alcançava 2,4% dos ingressantes em 2012: 66.164 cotistas. A porta dominante era a da escola pública, usada por 48.300 (73,0% do grupo), seguida da étnico-racial, com 19.463 (29,4%); renda familiar (3.513) e deficiência (332) eram residuais. As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode contar em mais de uma.
Para o gestor, o dado de 2012 dizia menos sobre concorrência imediata e mais sobre tendência: um instrumento ainda pequeno, com as portas de escola pública e étnico-racial respondendo pela quase totalidade dos casos. Quem acompanhava o Censo ano a ano veria essa régua crescer e mudar o perfil do ingresso na década seguinte.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
362.732 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
31,7% de 362.732 docentes
31,7% (31,7% de 362.732 docentes)
Mestrado
38,9% de 362.732 docentes
38,9% (38,9% de 362.732 docentes)
Especialização
26,4% de 362.732 docentes
26,4% (26,4% de 362.732 docentes)
Só graduação
3,0% de 362.732 docentes
3,0% (3,0% de 362.732 docentes)
Leitura do dado
O Brasil tinha 362.732 docentes em exercício em 2012: 31,7% com doutorado, 38,9% com mestrado e 26,4% com especialização; 47,4% trabalhavam em tempo integral e 27,3% como horistas. A média, porém, esconde extremos.
Na rede federal (90.416 docentes), 57,8% tinham doutorado e 91,0% estavam em tempo integral. Na privada com fins lucrativos (85.491 docentes), 14,1% tinham doutorado e 44,4% eram horistas. São duas estruturas de custo e dois produtos acadêmicos diferentes dividindo o mesmo mercado, e essa diferença já explicava boa parte da distância entre os modelos de operação.
Dois retratos do corpo docente
19,5
matrículas por docente em exercício
54,8%
dos docentes são homens (45,2% mulheres)
19,5 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009); 54,8% dos docentes eram homens, o inverso de um corpo discente 57,3% feminino
Leitura do dado
Eram 19,5 matrículas por docente em exercício em 2012, contra 17,6 em 2009: a base de alunos já crescia mais rápido que o corpo docente, ainda que em ritmo bem mais lento do que o que viria depois. O professor começava a ser diluído entre mais alunos.
O retrato de gênero já era invertido entre os dois lados da sala: 54,8% dos docentes eram homens, enquanto 57,3% das matrículas eram de mulheres (e 61,3% dos concluintes). A maioria feminina que definia o corpo discente não se refletia no corpo docente.
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
977.071 alunos
13,8% (977.071 alunos)
Com deficiência
34.656 alunos
0,5% (34.656 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
250.897 alunos
3,6% (250.897 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2012, no recorte escolhido
Entraram
2.756.773
Formaram-se
1.056.069
Desvincularam-se
1.440.755
Trancaram
971.097
Transferiram-se
94.379
Enquanto 2.756.773 entraram em 2012, 1.440.755 matrículas terminaram desvinculadas: 15,1% da base do ano
Leitura do dado
O balanço do vínculo em 2012: 2.756.773 entraram, 1.056.069 se formaram, 1.440.755 matrículas terminaram desvinculadas, 971.097 trancadas e 94.379 transferidas. No total, 15,1% da base do ano terminou desvinculada.
A perda já tinha endereço: 19,3% no EAD contra 14,2% no presencial, 16,2% na rede privada contra 11,6% na pública. O padrão que ficaria famoso na década seguinte já estava inteiro em 2012: o recorte que capta mais rápido também perde mais rápido, e permanência já era o mercado interno mais barato que uma IES podia trabalhar.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2012 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2012 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2012, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.