Edição anual

Censo 2012: Ensino Superior

Retrato de 2.416 instituições e 7.058.084 matrículas de graduação, num ano em que a porta de entrada acelerou: 2.756.773 ingressantes, alta de 16,8% sobre 2011.

Matrículas
7.058.084↑ 4,3%
vs. 2011: 6.765.540
Ingressantes
2.756.773↑ 16,8%
vs. 2011: 2.359.409
Concluintes
1.056.069↑ 3,3%
vs. 2011: 1.022.711
Vagas ofertadas
4.672.668↑ 4,4%
vs. 2011: 4.474.331
Cursos
32.194↑ 4,7%
vs. 2011: 30.746
Instituições
2.416↑ 2,2%
vs. 2011: 2.365

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2012 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

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O que o Censo de 2012 não coleta

O Censo 2012 não coletava os indicadores de estrutura de biblioteca (repositório institucional, catálogo online, acesso a bases): esse bloco só existe nas edições mais recentes, por isso não aparece nesta página.

O instrumento de seleção simplificada aparece zerado em todos os recortes de 2012 porque a categoria não existia na coleta da época: é um zero de formulário, não de comportamento.

O que 2012 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação54,4%

Em 2012, 54,4% dos calouros tinham de 18 a 24 anos e 84,2% das matrículas eram presenciais: o mercado ainda era o campus clássico. Mas o aluno típico já não era o vestibulando de imagem de comercial: 63,2% das matrículas presenciais estavam no noturno, de quem trabalha de dia. E o nicho adulto já tinha endereço: no EAD, 74,6% de quem entrava tinha 25 anos ou mais. Quem leu esse sinal cedo montou a operação que dominaria a década seguinte.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas16,8%

O ingresso saltou 16,8% em um ano: de 2.359.409 para 2.756.773 calouros. Foram 4.672.668 vagas ofertadas, 1,7 para cada ingressante: já havia mais oferta do que conversão. O vestibular respondia por 74,8% dos ingressos, então o jogo comercial vivia de janelas de prova e de matrícula. Num ano de demanda aquecida assim, quem organizou o funil converteu; quem só abriu vaga assistiu.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro441,7 mil

O Fies financiava 441.673 matrículas em 2012, 6,3% do sistema, e ainda era menor que a bolsa da própria IES (767.707). Somando Fies, Prouni e bolsas, 24,5% das matrículas tinham alguma ajuda. Era a era do subsídio público em expansão: receita previsível, mas com risco concentrado numa política que a IES não controla. O contraste com o EAD já era gritante: lá, só 12,7% tinham financiamento e o Fies praticamente não existia (63 matrículas no país inteiro).

Ver financiamento e cotas ↓
Acadêmico e permanência1,44 mi

Enquanto 2,76 milhões entraram em 2012, 1.440.755 matrículas terminaram o ano desvinculadas e outras 971.097 trancadas. A perda já tinha modalidade: 19,3% da base EAD se desvinculou no ano, contra 14,2% do presencial; na rede pública a taxa era 11,6% e na privada, 16,2%. Do lado do apoio, 13,8% das matrículas (977.071 alunos) tinham bolsa permanência, moradia, alimentação ou transporte. O balde furado não é invenção recente: em 2012 ele já drenava mais alunos do que o sistema formava (1.056.069 concluintes).

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2012, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.