Retrato de 2.391 instituições e 7.322.964 matrículas de graduação, no ano em que a oferta de vagas saltou 25,7% e o Fies, com 830.266 matrículas, era o maior programa de financiamento do país.
Matrículas
7.322.964↑ 3,8%
vs. 2012: 7.058.084
Ingressantes
2.749.803↓ 0,3%
vs. 2012: 2.756.773
Concluintes
994.812↓ 5,8%
vs. 2012: 1.056.069
Vagas ofertadas
5.875.381↑ 25,7%
vs. 2012: 4.672.668
Cursos
32.382↑ 0,6%
vs. 2012: 32.194
Instituições
2.391↓ 1,0%
vs. 2012: 2.416
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2013 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
ℹ️
O que o Censo de 2013 não coleta
A coluna de rede (pública × privada) veio zerada na fonte em 2013: recortes por rede (forma de ingresso por rede, vínculo por rede e participação da rede pública por região) ficam indisponíveis neste ano. A leitura por categoria administrativa (federal, estadual, municipal e privadas) segue completa.
O Censo 2013 não traz o recorte de reserva de vagas (cotas) nesta base: o painel de cotas não aparece nesta página por lacuna de coleta, não por ausência de cotistas.
Os indicadores de estrutura de biblioteca não estão disponíveis para 2013.
O que 2013 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação55,3%
Em 2013, 55,3% dos ingressantes tinham entre 18 e 24 anos: o calouro clássico, saído do ensino médio, ainda era a maioria. Mas o EAD já mostrava outro público: 74,4% de quem entrava a distância tinha 25 anos ou mais. E 63,1% das matrículas presenciais estavam no noturno, o aluno que trabalha de dia e estuda depois do expediente. A captação de 2013 ainda vivia de vestibular e calendário de prova, mas o mercado adulto que dominaria a década seguinte já estava visível para quem olhasse o dado.
A oferta explodiu: 5.875.381 vagas, um salto de 25,7% em um único ano. O ingresso não acompanhou: 2.749.803 ingressantes, 0,3% a menos que em 2012. Menos da metade das vagas ofertadas virou aluno. Quando a oferta cresce e a demanda fica parada, o resultado comercial deixa de vir de abrir vaga e passa a vir de converter: resposta rápida, acompanhamento de cada candidato e recuperação de quem parou no meio do processo.
Em 2013 o subsídio público estava no centro da mesa: o Fies financiava 830.266 matrículas (11,3% do total), ligeiramente à frente da bolsa ou crédito da própria IES (816.047). Somando o Prouni integral (292.078) e o parcial (98.521), 28,2% das matrículas do país tinham algum financiamento ou bolsa. Para o financeiro, isso significava receita ancorada em programa de governo: previsível no boleto, arriscada na dependência. É uma variável que a IES não controla, e ela pesava mais que o desconto comercial da casa.
Enquanto 2.749.803 entraram em 2013, 1.469.176 perderam o vínculo e 1.039.665 trancaram no mesmo ano. Os concluintes caíram 5,8%, para 994.812. No EAD, 18,9% da base do ano terminou desvinculada, contra 14,0% no presencial. A maior perda de alunos e de receita já acontecia depois da matrícula, dentro de casa: permanência era, e segue sendo, o mercado interno de cada IES.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 2.772.669 matrículas
Privada sem fins: 2.617.279 matrículas
Federal: 1.137.951 matrículas
Estadual: 604.725 matrículas
Especial: 131.498 matrículas
Municipal: 58.842 matrículas
Privada com fins 37,9%Privada sem fins 35,7%Federal 15,5%Estadual 8,3%Especial 1,8%Municipal 0,8%
Leitura do dado
O Brasil fechou 2013 com 2.391 instituições de ensino superior, 25 a menos que em 2012. As matrículas foram no sentido contrário: subiram 3,8%, para 7.322.964. Menos portas, mais alunos por porta. O traço singular do ano está na divisão do setor privado: a privada com fins lucrativos tinha 37,9% das matrículas (2.772.669) e a sem fins lucrativos vinha logo atrás, com 35,7% (2.617.279), com a federal (15,5%) e a estadual (8,3%) completando o mapa.
Para quem capta, 2013 é o retrato de um mercado ainda pulverizado: nenhuma categoria passava de 40% das matrículas, e os dois blocos privados disputavam praticamente de igual para igual. O EAD, porém, já apontava a direção: 27,0% das matrículas da privada com fins lucrativos eram a distância, contra 9,6% na sem fins e 8,1% na federal. A escala a distância viraria o motor da concentração do setor, e em 2013 ela já tinha dono.
Matrículas por modalidade
EAD: 1.153.640 matrículas
Presencial: 6.169.324 matrículas
EAD 15,8% (1.153.640)Presencial 84,2% (6.169.324)
Entre os ingressantes, o EAD já era 18,7%, acima dos 15,8% do estoque: a modalidade crescia pela porta de entrada
Leitura do dado
Em 2013 o presencial ainda era o padrão: 84,2% das matrículas (6.169.324), contra 15,8% a distância (1.153.640). Na prática, cerca de 1 em cada 6 alunos estudava em EAD. Entre os ingressantes, porém, a fatia a distância subia para 18,7%: a porta de entrada crescia mais rápido que o estoque.
A série ajuda a dimensionar o momento: as matrículas totais saíram de 5.985.873 em 2009 para 7.322.964 em 2013, e chegariam a 10.227.266 em 2024. Quem lia os 18,7% de ingressantes EAD em 2013 tinha diante de si o começo da curva: modalidade se mede na entrada, não no estoque, e a entrada já contava outra história.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.340.003 matrículas
45,6% (3.340.003 matrículas)
Nordeste
1.524.772 matrículas
20,8% (1.524.772 matrículas)
Sul
1.190.507 matrículas
16,3% (1.190.507 matrículas)
Centro-Oeste
699.263 matrículas
9,5% (699.263 matrículas)
Norte
568.419 matrículas
7,8% (568.419 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 45,6% das matrículas do país (3.340.003), mais que Nordeste (20,8%) e Sul (16,3%) somados. Mas o EAD desenhava outro mapa: a maior fatia a distância estava no Norte, com 25,5% das matrículas da região (144.772), seguido do Sul (19,1%) e do Centro-Oeste (17,3%). No Sudeste, cheio de campi, o EAD ficava em 12,8%.
A lógica é de acesso: onde o campus é distante, o polo e a tela chegam primeiro. Para captação, 2013 já pedia réguas regionais diferentes: no Sudeste a disputa era presencial e de bairro; no Norte, um quarto do mercado já se decidia a distância. O recorte por rede pública, que completaria essa leitura, não existe para 2013: a coluna de rede veio zerada na fonte.
O mapa do ensino superior
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Brasil
Matrículas7.322.964
% do país100%
Ingressantes2.749.803
Concluintes994.812
menosmais
O mapa invertia a intuição: o Norte, com a menor participação nas matrículas (7,8%), tinha a maior fatia EAD do país, 25,5% das matrículas da região
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.542.991 pessoas
56,1% (1.542.991 pessoas)
Masculino
1.206.812 pessoas
43,9% (1.206.812 pessoas)
1.542.991 mulheres e 1.206.812 homens: o feminino é 56,11% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
2.651.720
64,9% (2.651.720)
Diurno
1.435.579
35,1% (1.435.579)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
55,3%
1.521.658 pessoas
18-24
17,3%
474.826 pessoas
25-29
11,6%
317.889 pessoas
30-34
6,8%
186.052 pessoas
35-39
6,0%
166.229 pessoas
40-49
1,6%
43.909 pessoas
50-59
0,2%
5.542 pessoas
60+
1,2%
33.698 pessoas
0-17
43,4% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
O ingressante típico de 2013 ainda era jovem: 55,3% de quem entrou tinha entre 18 e 24 anos, e no presencial essa fatia subia para 62,3%. O EAD, minoritário no volume, já era um mercado adulto: 74,4% dos seus ingressantes tinham 25 anos ou mais, assim como 80,5% das suas matrículas.
Quem concluía era mais velho que quem entrava: 63,5% dos concluintes do ano tinham 25 anos ou mais, e no EAD esse número chegava a 90,0%. Eram dois mercados dentro da mesma estatística: o campus que recebe o aluno do ensino médio e a modalidade que forma o adulto que voltou a estudar. Persona única de campanha já não dava conta nem em 2013.
Cor/raça
Não declarada
1.740.945 pessoas
63,3% (1.740.945 pessoas)
Branca
581.634 pessoas
21,2% (581.634 pessoas)
Parda
322.581 pessoas
11,7% (322.581 pessoas)
Preta
78.010 pessoas
2,8% (78.010 pessoas)
Amarela
22.757 pessoas
0,8% (22.757 pessoas)
Indígena
3.876 pessoas
0,1% (3.876 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2013
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2013, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Administração
799.026
285.895
116.035
672.744
19,7%
Direito
769.889
237.530
95.118
270.783
0,1%
Pedagogia
606.794
214.489
94.451
408.178
48,5%
Contabilidade
327.733
124.348
41.937
281.348
21,5%
Engenharia civil
260.798
112.341
14.017
122.886
1,0%
Enfermagem
228.156
78.772
32.166
157.922
0,3%
Gestão de pessoas
182.138
100.123
41.651
208.077
41,4%
Psicologia
177.704
66.143
19.748
91.690
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2013 são nulos ou residuais.
Serviço social
173.758
61.294
28.734
134.409
54,4%
Sistemas de informação
165.838
70.467
21.014
202.532
13,3%
Engenharia de produção
143.184
58.487
11.992
95.495
4,4%
Educação física formação de professor
122.169
47.157
19.012
86.911
4,6%
Arquitetura e urbanismo
120.736
46.947
9.262
62.803
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2013 são nulos ou residuais.
Medicina
111.198
20.883
16.425
20.243
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2013 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
109.191
43.436
11.885
82.296
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2013 são nulos ou residuais.
Administração (799.026 matrículas) e Direito (769.889) praticamente empatados no topo; Pedagogia fechava o pódio com 606.794
Direito era um curso de campus: 769.173 das suas matrículas estavam no presencial. Pedagogia era o gigante do EAD, com 294.427 matrículas a distância
No ranking EAD, Serviço social (94.595) e Gestão de pessoas (75.366) apareciam entre os maiores, cursos que nem figuram no top presencial do ano
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
35,6%
Educação
18,8%
Engenharia e construção
14,1%
Saúde e bem-estar
14,0%
Ciências sociais e comunicação
4,9%
Computação e TIC
4,4%
Agricultura e veterinária
2,4%
Artes e humanidades
2,3%
Serviços
1,7%
Ciências naturais e matemática
1,6%
Programas básicos
0,3%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 5.875.381
2,4 candidatos por vaga
Inscritos · 13.884.047
19,8% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 2.749.803
5.875.381 vagas para 2.749.803 ingressantes: a oferta saltou 25,7% num ano em que o ingresso caiu 0,3%. Menos da metade das vagas virou aluno
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.028.333 ingressantes
73,8%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
436.261 ingressantes
15,9%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
0 ingressantes
0,0%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
271.082 ingressantes
9,9%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
14.127 ingressantes
0,5%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular respondia por 73,8% dos ingressos (2.028.333); no EAD, por 85,4%, na prática o processo seletivo próprio das instituições
Leitura do dado
O vestibular dominava o ingresso em 2013: 73,8% dos 2.749.803 ingressantes (2.028.333) entraram por ele, contra 15,9% pelo Enem (436.261) e 9,9% por outras formas. No presencial o Enem tinha mais tração (18,5% dos ingressos); no EAD, o vestibular respondia por 85,4%, na prática o processo seletivo próprio das instituições.
Para o comercial, o dado desenha o calendário da época: a captação vivia de janelas de prova, e o presencial concentrava a demanda nelas. O recorte por rede (quanto do Enem entrava pela pública e quanto pela privada) fica indisponível em 2013, porque a coluna de rede veio zerada na fonte.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2013 · 28,2% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento71,8%
816.047 matrículas
292.078 matrículas
98.521 matrículas
830.266 matrículas
O Fies era o maior programa do ano: 830.266 matrículas (11,3%), à frente da bolsa da própria IES (816.047). No EAD, o Fies praticamente não existia: 73 matrículas
Leitura do dado
2013 é o retrato do financiamento com subsídio público no centro: 28,2% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa, e o Fies era o maior programa individual, com 830.266 matrículas (11,3%), ligeiramente à frente da bolsa ou crédito da própria IES (816.047, ou 11,1%). O Prouni somava 292.078 bolsas integrais e 98.521 parciais.
O detalhe que muda a leitura: o Fies era um programa essencialmente presencial. Das 830.266 matrículas financiadas por ele, 830.193 estavam no presencial; no EAD do país inteiro, 73. A distância, quem sustentava o acesso era a bolsa da própria instituição (76.100 matrículas) e o Prouni integral (47.533), com 86,6% das matrículas EAD sem financiamento algum.
Reserva de vaga (cotas)
Leitura do dado
A base de 2013 não traz o recorte de reserva de vagas (cotas): o Censo daquele ano não reportava esse dado no nível usado por este painel. Não é zero de comportamento, é lacuna de coleta. Nenhuma comparação de cotistas com anos posteriores deve partir de 2013.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
367.282 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
33,0% de 367.282 docentes
33,0% (33,0% de 367.282 docentes)
Mestrado
39,7% de 367.282 docentes
39,7% (39,7% de 367.282 docentes)
Especialização
24,8% de 367.282 docentes
24,8% (24,8% de 367.282 docentes)
Só graduação
2,5% de 367.282 docentes
2,5% (2,5% de 367.282 docentes)
Leitura do dado
Eram 367.282 docentes em exercício em 2013: 33,0% com doutorado, 39,7% com mestrado e 48,8% em tempo integral. A média, porém, esconde dois mundos: na rede federal (95.194 docentes), 58,9% tinham doutorado e 91,2% trabalhavam em tempo integral; na privada com fins lucrativos (87.461), os doutores eram 13,9% e o horista era o regime mais comum, com 42,7%.
Não é régua de qualidade de ensino, é estrutura de custo: o docente integral e doutor da federal e o horista especialista da grande rede privada sustentam produtos acadêmicos diferentes, com custos por matrícula que não cabem na mesma planilha. Quem compara mensalidades sem olhar essa estrutura compara coisas diferentes.
Dois retratos do corpo docente
19,9
matrículas por docente em exercício
54,9%
dos docentes são homens (45,1% mulheres)
19,9 matrículas por docente em exercício (eram 17,6 em 2009) e um corpo docente 54,9% masculino, o inverso das matrículas (57,3% femininas)
Leitura do dado
A relação de matrículas por docente ficou em 19,9 em 2013, contra 17,6 em 2009: as matrículas cresciam mais rápido que o corpo docente, e a distância entre as duas curvas só começava a se abrir. Já o retrato de gênero invertia o da sala de aula: 54,9% dos docentes eram homens (45,1% mulheres), enquanto 57,3% das matrículas eram de mulheres.
Os dois números valem como linha de base da série. As 19,9 matrículas por docente ainda eram compatíveis com um sistema majoritariamente presencial (84,2% das matrículas); o que veio depois, com o EAD escalando turmas sem escalar professores, partiu exatamente daqui. E a maioria feminina do corpo discente, já consolidada em 2013, seguia sem espelho do outro lado da sala.
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
1.204.852 alunos
16,5% (1.204.852 alunos)
Com deficiência
37.796 alunos
0,5% (37.796 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
141.369 alunos
1,9% (141.369 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
17.443 alunos
0,2% (17.443 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2013, no recorte escolhido
Entraram
2.749.803
Formaram-se
994.812
Desvincularam-se
1.469.176
Trancaram
1.039.665
Transferiram-se
96.182
Enquanto 2.749.803 entraram em 2013, 1.469.176 perderam o vínculo no mesmo ano: 14,8% da base terminou desvinculada
Leitura do dado
O balanço do vínculo de 2013: 2.749.803 entraram, 1.469.176 perderam o vínculo, 1.039.665 trancaram e 96.182 se transferiram. No total, 14,8% da base do ano terminou desvinculada. Some a queda de 5,8% nos concluintes (994.812) e o retrato fica claro: o sistema crescia na entrada e vazava no meio.
A modalidade já fazia diferença: 18,9% de desvinculação no EAD contra 14,0% no presencial. O recorte por rede pública e privada fica indisponível em 2013 pela lacuna da coluna de rede na fonte. O recado para a gestão, porém, independe do recorte: cada ponto de desvinculação a menos vale mensalidades que a captação já pagou caro para trazer.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2013 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2013 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
⚠️
O que quebrou na fonte neste ano
Em 2013 a coluna de rede (pública × privada) veio zerada nos microdados da fonte. Os totais e os recortes por categoria administrativa estão íntegros, mas qualquer cruzamento público × privado (forma de ingresso por rede, vínculo por rede, % de rede pública por região) fica indisponível neste ano. É o tipo de ruptura que este painel sinaliza em vez de mostrar um gráfico zerado.
Fonte: Censo da Educação Superior 2013, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.