Edição anual

Censo 2013: Ensino Superior

Retrato de 2.391 instituições e 7.322.964 matrículas de graduação, no ano em que a oferta de vagas saltou 25,7% e o Fies, com 830.266 matrículas, era o maior programa de financiamento do país.

Matrículas
7.322.964↑ 3,8%
vs. 2012: 7.058.084
Ingressantes
2.749.803↓ 0,3%
vs. 2012: 2.756.773
Concluintes
994.812↓ 5,8%
vs. 2012: 1.056.069
Vagas ofertadas
5.875.381↑ 25,7%
vs. 2012: 4.672.668
Cursos
32.382↑ 0,6%
vs. 2012: 32.194
Instituições
2.391↓ 1,0%
vs. 2012: 2.416

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2013 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

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O que o Censo de 2013 não coleta

A coluna de rede (pública × privada) veio zerada na fonte em 2013: recortes por rede (forma de ingresso por rede, vínculo por rede e participação da rede pública por região) ficam indisponíveis neste ano. A leitura por categoria administrativa (federal, estadual, municipal e privadas) segue completa.

O Censo 2013 não traz o recorte de reserva de vagas (cotas) nesta base: o painel de cotas não aparece nesta página por lacuna de coleta, não por ausência de cotistas.

Os indicadores de estrutura de biblioteca não estão disponíveis para 2013.

O que 2013 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação55,3%

Em 2013, 55,3% dos ingressantes tinham entre 18 e 24 anos: o calouro clássico, saído do ensino médio, ainda era a maioria. Mas o EAD já mostrava outro público: 74,4% de quem entrava a distância tinha 25 anos ou mais. E 63,1% das matrículas presenciais estavam no noturno, o aluno que trabalha de dia e estuda depois do expediente. A captação de 2013 ainda vivia de vestibular e calendário de prova, mas o mercado adulto que dominaria a década seguinte já estava visível para quem olhasse o dado.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas25,7%

A oferta explodiu: 5.875.381 vagas, um salto de 25,7% em um único ano. O ingresso não acompanhou: 2.749.803 ingressantes, 0,3% a menos que em 2012. Menos da metade das vagas ofertadas virou aluno. Quando a oferta cresce e a demanda fica parada, o resultado comercial deixa de vir de abrir vaga e passa a vir de converter: resposta rápida, acompanhamento de cada candidato e recuperação de quem parou no meio do processo.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro830 mil

Em 2013 o subsídio público estava no centro da mesa: o Fies financiava 830.266 matrículas (11,3% do total), ligeiramente à frente da bolsa ou crédito da própria IES (816.047). Somando o Prouni integral (292.078) e o parcial (98.521), 28,2% das matrículas do país tinham algum financiamento ou bolsa. Para o financeiro, isso significava receita ancorada em programa de governo: previsível no boleto, arriscada na dependência. É uma variável que a IES não controla, e ela pesava mais que o desconto comercial da casa.

Ver financiamento ↓
Acadêmico e permanência1,5 mi

Enquanto 2.749.803 entraram em 2013, 1.469.176 perderam o vínculo e 1.039.665 trancaram no mesmo ano. Os concluintes caíram 5,8%, para 994.812. No EAD, 18,9% da base do ano terminou desvinculada, contra 14,0% no presencial. A maior perda de alunos e de receita já acontecia depois da matrícula, dentro de casa: permanência era, e segue sendo, o mercado interno de cada IES.

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2013, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.