Retrato de 2.368 instituições e 7.839.765 matrículas de graduação. O traço de 2014 está na abertura do funil: as vagas ofertadas saltam 38,0% em um ano e o Fies alcança 1.322.243 matrículas, 16,9% de todo o sistema.
Matrículas
7.839.765↑ 7,1%
vs. 2013: 7.322.964
Ingressantes
3.114.510↑ 13,3%
vs. 2013: 2.749.803
Concluintes
1.030.520↑ 3,6%
vs. 2013: 994.812
Vagas ofertadas
8.110.893↑ 38,0%
vs. 2013: 5.875.381
Cursos
33.273↑ 2,8%
vs. 2013: 32.382
Instituições
2.368↓ 1,0%
vs. 2013: 2.391
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2014 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
ℹ️
O que o Censo de 2014 não coleta
O Censo 2014 não traz os indicadores de estrutura de biblioteca coletados nas edições mais recentes; esse painel fica indisponível neste ano.
O que 2014 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação63,1%
Em 2014, quem entra ainda é majoritariamente jovem e presencial: 53,7% dos ingressantes têm de 18 a 24 anos, e no presencial a fatia sobe a 62,2%. Mas o campus clássico é noturno: 63,1% das matrículas presenciais estudam à noite, o aluno que trabalha de dia e decide matrícula com o contracheque na mão. As mulheres já são 56,0% dos calouros. E o EAD, com 23,4% dos ingressantes, é território adulto: 73,8% de quem entra a distância tem 25 anos ou mais. Persona única de campanha não dá conta desses dois públicos.
As vagas ofertadas saltaram 38,0% em um ano: de 5.875.381 para 8.110.893. Os ingressantes cresceram 13,3%, para 3.114.510: já são 2,6 vagas para cada calouro que de fato entra. A oferta abriu muito mais rápido que a demanda, e vaga sobrando vira pressão sobre a conversão. O resultado comercial de 2014 não está em ofertar mais e sim em operar cada inscrição: resposta rápida, acompanhamento até a matrícula e recuperação de quem parou no meio.
O Fies de 2014 financia 1.322.243 matrículas, 16,9% de todo o sistema; no presencial, 20,3% da base estuda com o crédito. A bolsa da própria IES atende 828.434 matrículas e o Prouni, 440.903 (342.386 integrais e 98.517 parciais). Quando 1 em cada 5 matrículas presenciais depende de um programa federal, a receita da IES está indexada a uma política que ela não controla. Precificação e mix de captação precisam carregar esse risco de concentração no caixa.
Enquanto 3.114.510 entraram em 2014, 1.632.828 perderam o vínculo e outros 1.211.342 trancaram: 15,1% da base do ano terminou desvinculada. O sistema formou 1.030.520. No EAD a perda chega a 21,1% da base; na rede pública fica em 11,8%. A maior fuga de alunos e de receita acontece depois da matrícula, dentro de casa, onde rotina de acompanhamento pesa mais que campanha nova.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 3.171.300 matrículas
Privada sem fins: 2.706.899 matrículas
Federal: 1.180.205 matrículas
Estadual: 616.101 matrículas
Especial: 113.545 matrículas
Municipal: 51.715 matrículas
Privada com fins 40,5%Privada sem fins 34,5%Federal 15,1%Estadual 7,9%Especial 1,4%Municipal 0,7%
Leitura do dado
O Brasil fechou 2014 com 2.368 instituições de ensino superior, 23 a menos que em 2013, enquanto as matrículas cresciam 7,1%, para 7.839.765. Menos instituições com mais alunos: a rede encolheu 1,0% no mesmo ano em que a base de alunos cresceu 7,1%. A rede privada concentra 75,0% das matrículas, divididas entre a privada com fins lucrativos (40,5%, com 3.171.300 alunos) e a sem fins lucrativos (34,5%, com 2.706.899).
A diferença para os anos recentes está no equilíbrio: em 2014, com fins e sem fins lucrativos ainda dividem o mercado privado quase meio a meio, e a rede federal, com 1.180.205 matrículas (15,1%), é de longe a maior operação pública, à frente da estadual (616.101). Para quem capta, o tabuleiro de 2014 é mais pulverizado que o atual: a marca regional ainda pesa, e a disputa por cada matrícula se dá contra muitas mantenedoras médias, não contra poucos grupos nacionais.
Matrículas por modalidade
EAD: 1.341.876 matrículas
Presencial: 6.497.889 matrículas
EAD 17,1% (1.341.876)Presencial 82,9% (6.497.889)
Entre os ingressantes de 2014, o EAD já é 23,4%: quem entra puxa a modalidade bem acima dos 17,1% da base de matrículas
Leitura do dado
O EAD de 2014 responde por 17,1% das matrículas (1.341.876, contra 6.497.889 do presencial), mas o dado que antecipa a década é outro: entre os ingressantes, a fatia a distância já chega a 23,4%. Quando quem entra supera a base instalada, a participação só tem uma direção. Na série, o sistema que tinha 5.985.873 matrículas em 2009 chegaria a 10.227.266 em 2024, e boa parte desse crescimento viria da modalidade que aqui ainda é minoritária.
O EAD já tem endereço em 2014: a privada com fins lucrativos mantém 918.371 matrículas a distância, 29,0% da própria base e 68,4% de todo o EAD do país. No outro extremo, a rede federal é 91,8% presencial e a municipal, 99,9%. Ler modalidade sem cruzar com categoria administrativa é ler metade da história.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.565.661 matrículas
45,5% (3.565.661 matrículas)
Nordeste
1.648.387 matrículas
21,0% (1.648.387 matrículas)
Sul
1.263.565 matrículas
16,1% (1.263.565 matrículas)
Centro-Oeste
752.953 matrículas
9,6% (752.953 matrículas)
Norte
609.199 matrículas
7,8% (609.199 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentra 45,5% das matrículas de graduação (3.565.661), quase o mesmo que Nordeste (21,0%), Sul (16,1%) e Centro-Oeste (9,6%) somados. Mas o recorte muda o mapa: o Norte, menor região em volume (609.199 matrículas), é a que mais estuda a distância, com 26,0% da base em EAD; o Nordeste é o mais público, com 35,4% das matrículas em instituições públicas.
São mercados com lógicas próprias. O Sudeste, com o menor percentual de EAD (14,3%) e de rede pública (18,5%), é o território mais privado e presencial do país: é lá que a concorrência direta entre IES pagas é mais densa. No Norte e no Nordeste, distância e rede pública definem parte relevante do jogo. Campanha nacional com régua única ignora essas diferenças.
O mapa do ensino superior
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Brasil
Matrículas7.839.765
% do país100%
Ingressantes3.114.510
Concluintes1.030.520
menosmais
O Norte é a região que mais estuda a distância (26,0% das matrículas em EAD) e o Nordeste o mais público (35,4% em instituições públicas)
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" j á traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.744.269 pessoas
56,0% (1.744.269 pessoas)
Masculino
1.370.241 pessoas
44,0% (1.370.241 pessoas)
1.744.269 mulheres e 1.370.241 homens: o feminino é 56,00% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
3.342.556
66,0% (3.342.556)
Diurno
1.725.260
34,0% (1.725.260)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
53,7%
1.672.227 pessoas
18-24
17,6%
548.480 pessoas
25-29
11,9%
371.684 pessoas
30-34
7,3%
226.758 pessoas
35-39
6,4%
199.458 pessoas
40-49
1,7%
54.152 pessoas
50-59
0,2%
7.133 pessoas
60+
1,1%
34.618 pessoas
0-17
45,2% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
Na porta de entrada, o ensino superior de 2014 ainda é majoritariamente jovem: 53,7% dos ingressantes têm de 18 a 24 anos, e no presencial a fatia sobe a 62,2%. O EAD conta outra história: 73,8% de quem entra a distância tem 25 anos ou mais, e na base de matrículas EAD são 79,9%. Duas idades, dois produtos, uma mesma estatística nacional.
Quem conclui é mais velho do que quem entra: 64,3% dos concluintes de 2014 têm 25 anos ou mais e, no EAD, 89,3%. O dado desenha o mercado adulto antes de ele virar maioria: o profissional que volta a estudar já sustenta a conclusão de curso, sobretudo a distância, e pede canal, horário e mensagem próprios.
Cor/raça
Não declarada
1.341.073 pessoas
43,1% (1.341.073 pessoas)
Branca
950.051 pessoas
30,5% (950.051 pessoas)
Parda
603.023 pessoas
19,4% (603.023 pessoas)
Preta
166.736 pessoas
5,4% (166.736 pessoas)
Amarela
44.609 pessoas
1,4% (44.609 pessoas)
Indígena
9.018 pessoas
0,3% (9.018 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2014
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2014, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Direito
813.454
258.867
95.701
359.875
0,1%
Administração
800.978
302.118
112.023
761.012
22,3%
Pedagogia
646.502
244.358
102.762
518.229
51,2%
Contabilidade
353.264
137.260
45.485
363.807
24,2%
Engenharia civil
319.990
132.113
18.406
197.333
1,6%
Enfermagem
249.180
92.306
29.750
197.416
0,4%
Psicologia
205.374
80.504
20.458
124.102
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2014 são nulos ou residuais.
Gestão de pessoas
190.572
113.605
43.134
258.048
46,3%
Serviço social
180.379
67.222
25.472
168.812
56,1%
Sistemas de informação
168.974
77.293
21.588
286.534
16,0%
Engenharia de produção
160.901
66.203
12.306
146.211
4,7%
Educação física formação de professor
149.030
79.417
19.320
154.561
16,9%
Arquitetura e urbanismo
144.990
56.220
10.724
85.569
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2014 são nulos ou residuais.
Fisioterapia
128.873
57.044
11.737
112.223
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2014 são nulos ou residuais.
Engenharia mecânica
124.814
50.377
8.000
80.432
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2014 são nulos ou residuais.
Direito (813.454) e Administração (800.978) disputam o topo separados por cerca de 12,5 mil matrículas
No EAD o ranking é outro: Pedagogia lidera com 331.221 matrículas, quase o dobro da Administração (178.563)
Engenharia civil (319.990) fecha o top 5 geral, à frente de Enfermagem (249.180) e Psicologia (205.374)
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
34,4%
Educação
18,8%
Engenharia e construção
15,1%
Saúde e bem-estar
14,6%
Ciências sociais e comunicação
4,9%
Computação e TIC
4,1%
Agricultura e veterinária
2,5%
Artes e humanidades
2,1%
Serviços
1,6%
Ciências naturais e matemática
1,5%
Programas básicos
0,3%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 8.110.893
2,0 candidatos por vaga
Inscritos · 16.392.497
19,0% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 3.114.510
8.110.893 vagas para 3.114.510 ingressantes: a oferta saltou 38,0% em um ano e já são 2,6 vagas por calouro
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.321.986 ingressantes
74,6%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
556.380 ingressantes
17,9%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
170.427 ingressantes
5,5%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
53.017 ingressantes
1,7%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
12.700 ingressantes
0,4%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
0 ingressantes
0,0%
O vestibular concentra 74,6% dos ingressos; na rede pública, o Enem já leva 40,5% e quase empata com ele (49,2%)
Leitura do dado
O vestibular domina o ingresso de 2014 com 74,6% (2.321.986 ingressos), mas o rótulo esconde processos muito diferentes: da prova clássica de sala aos seletivos próprios e contínuos do EAD, em que o instrumento chega a 89,6%. O Enem responde por 17,9% do total (556.380 ingressos), concentrado no presencial, onde leva 22,0%.
É na rede pública que o Enem muda o jogo: 40,5% dos ingressos públicos passam por ele, quase empatando com o vestibular (49,2%). Na privada, o vestibular segue com 80,0%. Para captação, os calendários divergem: quem depende do Enem vive de janelas concentradas no ano; quem opera seletivo próprio capta quase o ano inteiro.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2014 · 31,8% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento68,2%
828.434 matrículas
342.386 matrículas
98.517 matrículas
1.322.243 matrículas
O Fies financia 1.322.243 matrículas (16,9% do sistema), 1,6 vez a bolsa da própria IES (828.434): em 2014, o crédito público é a principal porta de acesso paga
Leitura do dado
2014 é o retrato do Fies no auge: 1.322.243 matrículas financiadas, 16,9% de todo o sistema e 20,3% da base presencial. A bolsa ou desconto da própria IES atende 828.434 matrículas, o Prouni integral 342.386 e o parcial 98.517; no total, 31,8% das matrículas do país estudam com algum financiamento ou bolsa. Em 2014, a principal porta de acesso paga é o crédito público, não o desconto comercial.
O contraste com o EAD antecipa uma fragilidade: a distância, o Fies praticamente não existe (370 matrículas no país inteiro) e 88,4% da base estuda sem qualquer apoio. A receita do presencial privado de 2014 está fortemente indexada a um programa federal; a do EAD, ao preço e ao caixa do próprio aluno. Para o financeiro, são duas estruturas de risco convivendo dentro da mesma IES.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2014 · 123.490 entraram por alguma cota (4,0%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
77,1% dos 123.490 cotistas
95.260 (77,1% dos 123.490 cotistas)
Étnico-racial
41,7% dos 123.490 cotistas
51.529 (41,7% dos 123.490 cotistas)
Renda familiar
31,9% dos 123.490 cotistas
39.379 (31,9% dos 123.490 cotistas)
Outras
3,0% dos 123.490 cotistas
3.748 (3,0% dos 123.490 cotistas)
Deficiência
0,6% dos 123.490 cotistas
775 (0,6% dos 123.490 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
As reservas de vaga levaram 123.490 ingressantes ao ensino superior em 2014, 4,0% do total de calouros. A porta mais usada é a da escola pública: 95.260 ingressantes, 77,1% dos cotistas. A étnico-racial responde por 51.529 (41,7%) e a de renda familiar por 39.379 (31,9%); as categorias se sobrepõem, um mesmo aluno pode contar em mais de uma.
A porta reservada a pessoas com deficiência ainda é estreita: 775 ingressantes no país inteiro. Para a leitura de mercado, o conjunto importa pelo que dimensiona: 1 em cada 25 calouros de 2014 entra por uma política de reserva de vaga, um público com origem escolar e perfil de renda definidos, que pesa na disputa pelo aluno de baixa renda.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
383.386 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
35,1% de 383.386 docentes
35,1% (35,1% de 383.386 docentes)
Mestrado
39,3% de 383.386 docentes
39,3% (39,3% de 383.386 docentes)
Especialização
23,6% de 383.386 docentes
23,6% (23,6% de 383.386 docentes)
Só graduação
2,1% de 383.386 docentes
2,1% (2,1% de 383.386 docentes)
Leitura do dado
O sistema de 2014 emprega 383.386 docentes em exercício: 35,1% com doutorado e 39,3% com mestrado. A média, porém, esconde dois mundos: na rede federal, 61,2% dos 101.768 docentes são doutores e 91,8% trabalham em tempo integral; na privada com fins lucrativos, 16,2% dos 95.021 têm doutorado, só 20,5% são de tempo integral e 33,1% são horistas.
Não é um julgamento de qualidade de ensino: é outra estrutura de produto e de custo. O regime de dedicação explica boa parte da diferença de preço entre as redes, e para o gestor acadêmico o dado vira mapa de alocação: onde o horista sustenta a operação e onde o tempo integral se paga em pesquisa e reputação.
Dois retratos do corpo docente
20,4
matrículas por docente em exercício
54,7%
dos docentes são homens (45,3% mulheres)
20,4 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009) e 54,7% de homens no corpo docente, o inverso do discente (57,4% de mulheres)
Leitura do dado
Eram 20,4 matrículas por docente em exercício em 2014, contra 17,6 em 2009: as matrículas cresceram 31,0% no período e o corpo docente não acompanhou o ritmo, então a alavancagem da sala de aula aumentou. Parte do movimento é o EAD, que escala turmas sem replicar professor na mesma proporção.
O retrato de gênero segue invertido em relação ao corpo discente: 54,7% dos docentes são homens, enquanto 57,4% das matrículas são de mulheres, e entre os concluintes elas chegam a 61,0%. A maioria feminina que domina a graduação de 2014 ainda não chegou ao outro lado da sala de aula.
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
1.156.307 alunos
14,7% (1.156.307 alunos)
Com deficiência
45.088 alunos
0,6% (45.088 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
67.180 alunos
0,9% (67.180 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
31.567 alunos
0,4% (31.567 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2014, no recorte escolhido
Entraram
3.114.510
Formaram-se
1.030.520
Desvincularam-se
1.632.828
Trancaram
1.211.342
Transferiram-se
108.796
Enquanto 3.114.510 entraram em 2014, 1.632.828 perderam o vínculo: 15,1% da base do ano terminou desvinculada
Leitura do dado
Enquanto 3.114.510 alunos entraram em 2014, 1.632.828 perderam o vínculo e 1.211.342 trancaram: 15,1% da base do ano terminou desvinculada. É o balde furado que explica por que a matrícula total cresce 7,1% mesmo com o ingresso subindo 13,3%: parte relevante do que entra escorre no mesmo ano.
A saída tem endereço: no EAD, 21,1% da base terminou desvinculada, bem acima dos 13,8% do presencial; na rede privada, 16,1%, contra 11,8% da pública. Cada ponto de desvinculação a menos vale mais receita do que muita campanha de captação: permanência é o mercado interno de cada IES, e ele já aparecia furado em 2014.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2014 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2014 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2014, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.