Edição anual

Censo 2016: Ensino Superior

Retrato de 2.407 instituições e 8.052.254 matrículas de graduação em todo o Brasil. É o ano em que o crescimento quase parou (0,2% sobre 2015) enquanto a oferta de vagas saltava 24,8%: oferta e demanda descolando à vista de todos.

Matrículas
8.052.254↑ 0,2%
vs. 2015: 8.033.574
Ingressantes
2.986.636↑ 2,2%
vs. 2015: 2.922.400
Concluintes
1.170.960↑ 1,6%
vs. 2015: 1.152.458
Vagas ofertadas
10.676.134↑ 24,8%
vs. 2015: 8.553.929
Cursos
34.695↑ 2,4%
vs. 2015: 33.873
Instituições
2.407↑ 1,8%
vs. 2015: 2.364

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2016 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

O que 2016 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação43,7%

Em 2016, 43,7% dos ingressantes já tinham 25 anos ou mais, e no EAD esse público chegava a 71,7%. O calouro de 18 a 24 anos ainda era maioria (55,3%), mas encolhia como referência única de campanha. Quem planejava captação falando só com o jovem de vestibular ignorava quase metade do mercado. E o adulto que estuda à noite já era o padrão: 60,6% das matrículas presenciais estavam no noturno.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas3,6

Foram 10.676.134 vagas ofertadas, alta de 24,8% num ano em que os ingressantes cresceram 2,2%. Deu 3,6 vagas para cada aluno que efetivamente entrou. Quando a oferta se descola da demanda nessa velocidade, abrir vaga deixa de ser estratégia: o resultado passa a depender de conversão, resposta rápida e acompanhamento de cada inscrito. O funil de 2016 já premiava operação, não expansão.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro15,4%

O Fies ainda era a maior linha de financiamento do país: 1.237.901 matrículas, 15,4% do total, à frente da bolsa da própria IES (1.071.483). No presencial, quase 1 em cada 5 matrículas dependia do programa. Receita ancorada em subsídio público é receita exposta a decisão de governo, e 2016 mostra o sistema no meio dessa dependência. Enquanto isso, o EAD já rodava em outro regime: bolsa própria em 19,2% das matrículas e um Fies de 917 matrículas no país inteiro.

Ver financiamento e cotas ↓
Acadêmico e permanência2,0 mi

Enquanto 2.986.636 entraram em 2016, 2.032.235 matrículas terminaram o ano desvinculadas e 1.257.239 trancadas. O sistema formou 1.170.960. No EAD, a desvinculação chegou a 23,7% da base, contra 16,2% do presencial. A maior perda de alunos e de receita já acontecia depois da matrícula, dentro de casa: permanência era, e segue sendo, o mercado interno de cada IES.

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2016, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.