Edição anual

Censo 2011: Ensino Superior

2.365 instituições e 6.765.540 matrículas, alta de 5,6% sobre 2010: o 2011 do Censo é um sistema ainda 85,3% presencial e movido a vestibular, mas com o EAD já em 18,3% dos ingressantes.

Matrículas
6.765.540↑ 5,6%
vs. 2010: 6.407.733
Ingressantes
2.359.409↑ 7,4%
vs. 2010: 2.196.822
Concluintes
1.022.711↑ 4,3%
vs. 2010: 980.662
Vagas ofertadas
4.474.331↓ 6,5%
vs. 2010: 4.784.620
Cursos
30.746↑ 3,1%
vs. 2010: 29.835
Instituições
2.365↓ 0,5%
vs. 2010: 2.378

Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2011 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"

ℹ️

O que o Censo de 2011 não coleta

O Censo de 2011 não coleta os indicadores de biblioteca e serviços digitais das IES; esse painel não existe para este ano.

A categoria seleção simplificada aparece zerada em todas as aberturas de forma de ingresso de 2011: o instrumento do ano não registrava esse tipo de processo, não é ausência de alunos.

O que 2011 diz para cada cadeira

Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém

Marketing e captação54,5%

Mais da metade dos calouros de 2011 (54,5%) tem entre 18 e 24 anos; no presencial, 61,4%. Mas o campus clássico convive com dois públicos que a régua jovem não enxerga: 63,5% das matrículas presenciais estão no noturno, de quem trabalha de dia, e no EAD 76,0% de quem entra tem 25 anos ou mais. Em 2011, falar só com o jovem do vestibular ainda funcionava, mas já deixava de fora o público que mais cresceria. Persona não é uma: são pelo menos duas, e a mensagem precisa saber com qual está falando.

Ver o perfil de quem entra ↓
Comercial e matrículas1,9×

Foram 4.474.331 vagas para 2.359.409 ingressantes: 1,9 vaga para cada calouro. O dado do ano é a direção: as vagas caíram 6,5% e o ingresso cresceu 7,4%, ou seja, o resultado veio de converter melhor, não de ofertar mais. Com o vestibular decidindo 74,5% dos ingressos, a disputa se concentra em janelas curtas de calendário. Quem responde rápido no período de inscrição e matrícula leva; quem abre vaga e espera, fica com a ociosidade.

Ver o funil de ingresso ↓
Financeiro3,3×

Em 2011, 21,7% das matrículas têm algum financiamento ou bolsa. A maior porta já é a bolsa ou crédito da própria IES: 736.156 matrículas, mais de três vezes o Fies (223.512). O Prouni responde por 267.646 bolsas integrais e 100.053 parciais. A leitura que valeria para a década inteira já estava dada: o desconto que sai do caixa da casa é a principal alavanca de acesso, e precificar bolsa curso a curso é decisão de margem, não tática de campanha.

Ver financiamento e cotas ↓
Acadêmico e permanência14,9%

Enquanto 2.359.409 entraram em 2011, 1.332.298 perderam o vínculo e outros 759.512 trancaram: 14,9% da base do ano terminou desvinculada. No EAD a perda chega a 19,0%; na rede pública, fica em 10,7%. O sistema formou 1.022.711, menos da metade do que entrou no mesmo ano. E o apoio direto ao aluno ainda é raro: 11,8% das matrículas têm algum apoio social. Permanência já era o maior vazamento de receita, e ele acontece dentro de casa, depois da matrícula.

Ver vínculo e permanência ↓

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Fonte: Censo da Educação Superior 2011, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.