Retrato de 2.537 instituições e 8.451.748 matrículas de graduação. Em 2018 o EAD ainda era 24,3% do estoque, mas já levava 39,8% dos calouros, e as vagas ofertadas saltaram 25,4% num único ano: um sistema em plena virada de modalidade.
Matrículas
8.451.748↑ 1,9%
vs. 2017: 8.290.911
Ingressantes
3.446.328↑ 6,8%
vs. 2017: 3.226.906
Concluintes
1.264.778↑ 5,3%
vs. 2017: 1.201.145
Vagas ofertadas
13.533.580↑ 25,4%
vs. 2017: 10.793.807
Cursos
38.256↑ 7,2%
vs. 2017: 35.693
Instituições
2.537↑ 3,6%
vs. 2017: 2.448
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2018 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
O que 2018 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação39,8%
Em 2018, 4 em cada 10 calouros já entravam em EAD (39,8% dos ingressantes), mesmo com o estoque de matrículas ainda 75,7% presencial. E o aluno a distância é outro: 70,9% de quem entra no EAD tem 25 anos ou mais, contra 31,9% no presencial. Quem planejava campanha só para o jovem de vestibular falava com pouco mais da metade do mercado de entrada. A virada de público começou antes da virada de modalidade.
As vagas ofertadas saltaram 25,4% num único ano e chegaram a 13.533.580, quase 4 para cada um dos 3.446.328 ingressantes. A oferta descolou da demanda: abrir vaga deixou de ser o gargalo, converter interessado virou o jogo. Nesse cenário, o resultado comercial vem de velocidade de resposta e acompanhamento de cada inscrito, não de mais oferta.
O Fies de 2018 ainda pesa de verdade: 826.347 matrículas, 9,8% do total. Mas a bolsa da própria instituição já atende 1.788.843, 2,2 vezes mais: a maior porta de acesso já sai do caixa da IES, não do Tesouro. No EAD o desenho é ainda mais nítido: 30,6% das matrículas têm bolsa da própria IES e o Fies soma 228 matrículas no país inteiro. Precificar bolsa curso a curso deixou de ser tática de campanha e virou decisão de margem.
Enquanto 3.446.328 entraram em 2018, 2.193.185 perderam o vínculo e 1.290.433 trancaram: 18,2% da base do ano terminou desvinculada. No EAD a taxa sobe para 26,4%, contra 15,2% no presencial. O sistema formou 1.264.778 no ano, menos do que perdeu. Permanência é onde a receita escapa depois que o marketing já pagou pela matrícula.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 4.241.339 matrículas
Privada sem fins: 2.132.574 matrículas
Federal: 1.325.026 matrículas
Estadual: 661.166 matrículas
Municipal: 66.593 matrículas
Especial: 25.050 matrículas
Privada com fins 50,2%Privada sem fins 25,2%Federal 15,7%Estadual 7,8%Municipal 0,8%Especial 0,3%
Leitura do dado
O Brasil fechou 2018 com 2.537 instituições e 8.451.748 matrículas de graduação. A privada com fins lucrativos, sozinha, responde por 50,2% de tudo (4.241.339 matrículas); somada à privada sem fins (25,2%), a rede privada carrega 3 de cada 4 alunos do país. Do lado público, a federal é a maior categoria (15,7%, com 1.325.026 matrículas), seguida da estadual (7,8%) e da municipal (0,8%).
Para quem capta, o dado define o tabuleiro: metade do mercado está em instituições que vivem de mensalidade e disputam aluno com marca, preço e bolsa. A série ajuda a dimensionar o momento: as matrículas saíram de 5.985.873 em 2009 para 8.451.748 em 2018, e chegariam a 10.227.266 em 2024. O ano de 2018 está no meio dessa expansão, com a concorrência privada já dominante.
Matrículas por modalidade
EAD: 2.056.559 matrículas
Presencial: 6.395.189 matrículas
EAD 24,3% (2.056.559)Presencial 75,7% (6.395.189)
Entre os ingressantes o EAD já é 39,8%: 4 em cada 10 calouros de 2018 entraram a distância
Leitura do dado
Em 2018, o EAD respondia por 24,3% das matrículas (2.056.559) contra 75,7% do presencial (6.395.189). Mas o estoque engana: entre os ingressantes, a fatia a distância já era de 39,8%. Quando 1 em cada 4 alunos estuda a distância e 4 em cada 10 calouros entram assim, a inversão do sistema é questão de tempo, não de hipótese.
A diferença entre estoque e fluxo é a informação mais acionável deste painel: o mercado de entrada muda antes do retrato geral. Quem dimensionou operação, polos e mídia olhando os 24,3% viu um mercado pequeno; quem olhou os 39,8% viu para onde a captação estava indo.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.755.825 matrículas
44,4% (3.755.825 matrículas)
Nordeste
1.799.761 matrículas
21,3% (1.799.761 matrículas)
Sul
1.429.029 matrículas
16,9% (1.429.029 matrículas)
Centro-Oeste
774.260 matrículas
9,2% (774.260 matrículas)
Norte
691.639 matrículas
8,2% (691.639 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentra 44,4% das matrículas (3.755.825), mais que o dobro do Nordeste (21,3%). Mas cada recorte conta outra geografia: o Sul é a região que mais estuda a distância (32,6% das matrículas em EAD), seguido de perto pelo Norte (32,1%), enquanto o Sudeste está em 22,2%.
A presença pública desenha o mapa inverso: no Nordeste, 33,9% das matrículas estão em instituições públicas, contra 20,1% no Sudeste. Na prática, são mercados diferentes: no Nordeste a vaga gratuita define parte relevante da concorrência; no Sul e no Norte, o EAD já disputa quase 1 em cada 3 matrículas. Campanha nacional com régua única erra em todas as regiões ao mesmo tempo.
O mapa do ensino superior
Navegue como num aplicativo de mapa: role para dar zoom, arraste para mover, clique num estado para abrir os municípios
›
Brasil
Matrículas8.451.748
% do país100%
Ingressantes3.446.328
Concluintes1.264.778
menosmais
O recorte muda o mapa: o Sudeste tem 44,4% das matrículas, mas o Sul é quem mais estuda a distância (32,6% em EAD) e o Nordeste é o mais público (33,9%)
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
1.933.260 pessoas
56,1% (1.933.260 pessoas)
Masculino
1.513.068 pessoas
43,9% (1.513.068 pessoas)
1.933.260 mulheres e 1.513.068 homens: o feminino é 56,10% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
4.028.408
63,3% (4.028.408)
Diurno
2.334.605
36,7% (2.334.605)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
51,7%
1.783.263 pessoas
18-24
16,0%
552.912 pessoas
25-29
11,9%
409.248 pessoas
30-34
8,9%
307.376 pessoas
35-39
8,1%
277.480 pessoas
40-49
2,2%
76.371 pessoas
50-59
0,4%
12.247 pessoas
60+
0,8%
27.431 pessoas
0-17
47,5% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
Em 2018, o aluno de 18 a 24 anos ainda era metade do fluxo de entrada: 51,7% dos ingressantes, com 47,5% já na faixa de 25 anos ou mais. A média nacional, porém, esconde dois mercados: no presencial, 66,9% dos calouros têm entre 18 e 24 anos; no EAD, 70,9% têm 25 ou mais.
Quem conclui é ainda mais adulto: 63,0% dos concluintes de 2018 têm 25 anos ou mais, e no EAD são 86,3%. O universitário padrão de campanha, jovem e recém-saído do ensino médio, descrevia bem o campus presencial e muito mal o mercado que mais crescia.
Cor/raça
Branca
1.400.364 pessoas
40,6% (1.400.364 pessoas)
Parda
1.003.535 pessoas
29,1% (1.003.535 pessoas)
Não declarada
739.631 pessoas
21,5% (739.631 pessoas)
Preta
234.842 pessoas
6,8% (234.842 pessoas)
Amarela
50.687 pessoas
1,5% (50.687 pessoas)
Indígena
17.269 pessoas
0,5% (17.269 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2018
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2018, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Direito
863.101
252.144
126.176
471.643
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2018 são nulos ou residuais.
Pedagogia
747.890
345.134
122.478
863.196
63,9%
Administração
654.843
284.541
103.342
1.045.311
33,8%
Contabilidade
359.840
155.385
53.271
595.250
36,8%
Engenharia civil
318.237
80.240
49.945
414.982
5,1%
Enfermagem
313.237
124.955
42.253
324.640
6,9%
Psicologia
260.725
89.037
35.102
199.307
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2018 são nulos ou residuais.
Educação física
190.148
113.334
26.918
331.997
30,7%
Fisioterapia
174.662
63.914
21.518
292.128
1,5%
Sistemas de informação
172.955
90.792
23.458
373.883
29,3%
Educação física formação de professor
168.153
69.400
32.834
243.628
42,9%
Medicina
167.788
40.344
19.234
45.896
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2018 são nulos ou residuais.
Gestão de pessoas
163.906
112.881
39.906
415.857
60,3%
Arquitetura e urbanismo
161.170
41.407
22.639
140.222
0,8%
Engenharia de produção
158.226
54.189
21.026
337.272
19,1%
Direito lidera com 863.101 matrículas e é um curso de campus: 862.972 delas são presenciais
Pedagogia é o gigante do EAD: 478.103 das 747.890 matrículas do curso são a distância
Administração vive nos dois mundos: 433.241 matrículas presenciais e 221.602 no EAD
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
30,9%
Educação
19,3%
Saúde e bem-estar
17,8%
Engenharia e construção
13,9%
Ciências sociais e comunicação
5,3%
Computação e TIC
4,0%
Agricultura e veterinária
3,1%
Artes e humanidades
2,2%
Serviços
1,9%
Ciências naturais e matemática
1,4%
Programas básicos
0,4%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 13.533.580
1,3 candidatos por vaga
Inscritos · 17.215.507
20,0% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 3.446.328
13.533.580 vagas para 3.446.328 ingressantes: quase 4 vagas por calouro, com a oferta crescendo 25,4% num único ano
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.231.929 ingressantes
64,8%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
752.056 ingressantes
21,8%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
254.909 ingressantes
7,4%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
191.921 ingressantes
5,6%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
11.984 ingressantes
0,3%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
3.529 ingressantes
0,1%
O vestibular responde por 64,8% dos ingressos, inflado pelos processos próprios do EAD (77,4% lá dentro); na rede pública, o Enem lidera com 45,3%
Leitura do dado
O vestibular respondeu por 64,8% dos ingressos de 2018 (2.231.929 ingressantes), mas o rótulo abriga coisas distintas: inclui os processos seletivos próprios e contínuos das redes de EAD, onde chega a 77,4% dos ingressos, não só a prova clássica de sala. O Enem levou 21,8% no total (752.056) e a seleção simplificada, 7,4%.
O recorte por rede mostra dois calendários: na pública, o Enem é o principal instrumento (45,3%), à frente do vestibular (41,2%); na privada, o vestibular domina com 69,5%. No presencial o Enem leva 30,2% dos ingressos; no EAD, 9,1%. O presencial vive de janelas de captação; o EAD capta o ano inteiro.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2018 · 35,5% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento64,5%
1.788.843 matrículas
428.513 matrículas
147.106 matrículas
826.347 matrículas
A bolsa da própria IES (1.788.843 matrículas) já é 2,2 vezes o Fies (826.347): em 2018 o desconto comercial assume a dianteira do acesso
Leitura do dado
Em 2018, 35,5% das matrículas tinham algum financiamento ou bolsa. A maior porta já era a bolsa ou desconto da própria instituição (21,2%, com 1.788.843 matrículas), mas o Fies ainda pesava de verdade: 9,8% do total, 826.347 matrículas, quase todas no presencial (826.119). O Prouni somava 5,1% de bolsas integrais (428.513) e 1,7% de parciais (147.106).
O contraste por modalidade antecipa a década seguinte: no EAD, o Fies é estatisticamente invisível (228 matrículas no país) e a bolsa da própria IES atende 30,6% da base (628.365 matrículas). Onde o subsídio público não chega, o desconto comercial faz o papel dele, e sai da margem da instituição. A gestão de bolsa como decisão de receita nasce nesse desenho.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2018 · 157.137 entraram por alguma cota (4,6%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
86,2% dos 157.137 cotistas
135.393 (86,2% dos 157.137 cotistas)
Étnico-racial
47,9% dos 157.137 cotistas
75.208 (47,9% dos 157.137 cotistas)
Renda familiar
37,1% dos 157.137 cotistas
58.343 (37,1% dos 157.137 cotistas)
Outras
3,3% dos 157.137 cotistas
5.219 (3,3% dos 157.137 cotistas)
Deficiência
2,1% dos 157.137 cotistas
3.335 (2,1% dos 157.137 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
157.137 ingressantes entraram por reserva de vaga em 2018, 4,6% do total. A porta mais usada é a da escola pública: 135.393 cotistas (86,2%). Na sequência vêm a cota étnico-racial (75.208, ou 47,9% dos cotistas) e a de renda familiar (58.343, ou 37,1%). As portas se sobrepõem: o mesmo aluno pode contar em mais de uma, por isso a soma passa do total.
Para a IES privada, o dado descreve contra quem se disputa o aluno de baixa renda: a vaga gratuita e reservada. Quem mira esse público não concorre só com outra mensalidade, concorre com a gratuidade; bolsa, financiamento e proposta de valor precisam partir desse ponto.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
384.474 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
43,3% de 384.474 docentes
43,3% (43,3% de 384.474 docentes)
Mestrado
39,0% de 384.474 docentes
39,0% (39,0% de 384.474 docentes)
Especialização
16,8% de 384.474 docentes
16,8% (16,8% de 384.474 docentes)
Só graduação
1,0% de 384.474 docentes
1,0% (1,0% de 384.474 docentes)
Leitura do dado
O país tinha 384.474 docentes em exercício em 2018: 43,3% com doutorado, 39,0% com mestrado e 54,1% em tempo integral. A média, porém, esconde dois mundos: na rede federal (117.043 docentes), 68,2% têm doutorado e 92,8% trabalham em tempo integral; na privada com fins lucrativos (105.912), 21,8% são doutores, 44,3% estão em tempo parcial e 28,7% são horistas.
Não é ranking de qualidade, é estrutura de custo: o produto acadêmico da federal e o da grande rede privada são construídos com contratos diferentes, e isso aparece no preço e na margem. Para o gestor acadêmico, o dado também baliza contratação e progressão: o corpo docente de 2018 já era majoritariamente titulado, com 82,3% entre mestres e doutores.
Dois retratos do corpo docente
22,0
matrículas por docente em exercício
53,8%
dos docentes são homens (46,2% mulheres)
22,0 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009); 53,8% dos docentes são homens, enquanto 57,0% das matrículas são de mulheres
Leitura do dado
Eram 22,0 matrículas por docente em exercício em 2018, contra 17,6 em 2009: a base de alunos escalou mais rápido que o corpo docente, e o EAD, com turmas que crescem sem depender de sala e de professor por turma, é o mecanismo que torna essa conta possível.
O outro retrato é o de gênero: 53,8% dos docentes são homens, enquanto 57,0% das matrículas são de mulheres (4.817.742 femininas contra 3.634.006 masculinas). A maioria feminina da graduação ainda não se refletia do outro lado da sala de aula.
Estrutura de biblioteca, % das IES com o recurso
Acervo digital aberto onde a IES publica a própria produção acadêmica (TCCs, dissertações, artigos)
1.104 das 2.537 IES↑ 5,5pp
vs. 2017: 38,0%
Consulta ao acervo da biblioteca pela internet
1.943 das 2.537 IES↑ 0,1pp
vs. 2017: 76,5%
Perfil ativo da biblioteca em redes sociais
1.646 das 2.537 IES↑ 2,1pp
vs. 2017: 62,7%
Ferramenta que pesquisa todas as bases do acervo de uma vez
1.784 das 2.537 IES↓ 2,0pp
vs. 2017: 72,3%
Assinatura do Portal de Periódicos da Capes, a base nacional de artigos científicos
916 das 2.537 IES↓ 2,7pp
vs. 2017: 38,8%
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclusão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
1.229.628 alunos
14,5% (1.229.628 alunos)
Com deficiência
59.496 alunos
0,7% (59.496 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
29.000 alunos
0,3% (29.000 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
8.787 alunos
0,1% (8.787 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2018, no recorte escolhido
Entraram
3.446.328
Formaram-se
1.264.778
Desvincularam-se
2.193.185
Trancaram
1.290.433
Transferiram-se
107.435
O balanço de 2018 num número: 3.446.328 entraram e 2.193.185 perderam o vínculo no mesmo ano, 18,2% da base terminou desvinculada
Leitura do dado
O balanço de 2018: 3.446.328 entraram, 1.264.778 se formaram, 2.193.185 perderam o vínculo e 1.290.433 trancaram. No total, 18,2% da base do ano terminou desvinculada. A conta anual é dura: o sistema perdeu mais alunos do que formou.
E a perda tem endereço: 26,4% no EAD contra 15,2% no presencial; 19,8% na rede privada contra 12,6% na pública. A mesma máquina de entrada contínua que faz o EAD crescer também gira a base mais rápido. Cada ponto de desvinculação a menos vale mais receita do que muita campanha de captação: permanência é o mercado interno de cada IES.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2018 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2018 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2018, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.