Retrato de 2.608 instituições e 8.604.526 matrículas de graduação no último Censo antes da pandemia. O traço do ano: o EAD ainda era 28,5% do estoque de matrículas, mas já levava 43,8% dos calouros.
Matrículas
8.604.526↑ 1,8%
vs. 2018: 8.451.748
Ingressantes
3.633.644↑ 5,4%
vs. 2018: 3.446.328
Concluintes
1.250.239↓ 1,1%
vs. 2018: 1.264.778
Vagas ofertadas
16.428.847↑ 21,4%
vs. 2018: 13.533.580
Cursos
40.709↑ 6,4%
vs. 2018: 38.256
Instituições
2.608↑ 2,8%
vs. 2018: 2.537
Todos os números desta página: Censo da Educação Superior 2019 (INEP), extraídos via BigQuery (basedosdados), tabelas "curso" e "ies"
O que 2019 diz para cada cadeira
Antes dos gráficos, a leitura: o que este Censo muda na decisão de quem capta, converte, precifica e retém
Marketing e captação43,8%
O EAD ainda era 28,5% das matrículas, mas já levava 43,8% dos calouros: quase metade de quem entrou em 2019 entrou a distância. E esse ingressante é outro público: 70,5% tinham 25 anos ou mais, contra 32,0% no presencial. Mesmo no campus, 57,6% das matrículas presenciais eram noturnas: o aluno que trabalha de dia já era a regra. Quem montou persona olhando só o jovem de campus falou com a metade errada do mercado.
Foram 16.428.847 vagas ofertadas para 3.633.644 ingressantes: 4,5 vagas para cada calouro. A oferta cresceu 21,4% num ano em que o ingresso cresceu 5,4%: a distância entre abrir vaga e fechar matrícula só aumentava. Com sobra de oferta nessa proporção, o resultado comercial não vem de abrir turma e sim de converter: resposta rápida, acompanhamento de cada inscrito e recuperação de quem parou no meio do processo.
Em 2019, a bolsa ou crédito da própria instituição financiava 1.975.566 matrículas; o Fies, 575.245. A principal alavanca de acesso já saía 3,4 vezes mais do caixa da IES do que do subsídio público. No EAD o contraste era total: 373 matrículas com Fies no país inteiro, contra 806.094 com bolsa da própria instituição. Precificar desconto já era decisão de margem, curso a curso, não tática de campanha.
Enquanto 3,6 milhões entraram em 2019, 2.304.111 matrículas terminaram o ano desvinculadas e outras 1.328.972 trancadas. No EAD, 23,3% da base do ano se desvinculou, contra 16,6% no presencial. O sistema formou 1.250.239. A maior perda de alunos e de receita acontecia depois da matrícula, dentro de casa, onde rotina de acompanhamento vale mais que qualquer campanha.
As mesmas matrículas, vistas por quem mantém a instituição e por onde o aluno está.
Matrículas por categoria administrativa
Alterne para cruzar com a modalidade
Privada com fins: 4.446.480 matrículas
Privada sem fins: 2.077.628 matrículas
Federal: 1.335.281 matrículas
Estadual: 656.830 matrículas
Municipal: 64.349 matrículas
Especial: 23.958 matrículas
Privada com fins 51,7%Privada sem fins 24,1%Federal 15,5%Estadual 7,6%Municipal 0,7%Especial 0,3%
Leitura do dado
O Brasil fechou 2019 com 2.608 instituições de ensino superior e 8.604.526 matrículas de graduação. A rede privada respondia por 75,8% das matrículas: 51,7% na privada com fins lucrativos (4.446.480) e 24,1% na privada sem fins (2.077.628). Do lado público, a federal concentrava 15,5% (1.335.281), seguida da estadual (7,6%) e da municipal (0,7%).
A leitura de mercado está no cruzamento com a modalidade: quase metade (44,4%) das matrículas da privada com fins lucrativos já era EAD, enquanto a privada sem fins seguia 84,7% presencial e a federal, 93,9%. A categoria que sustentava o sistema era também a mais digitalizada, e era contra essa operação de escala nacional que a IES presencial disputava cada matrícula.
Matrículas por modalidade
EAD: 2.450.265 matrículas
Presencial: 6.154.261 matrículas
EAD 28,5% (2.450.265)Presencial 71,5% (6.154.261)
Entre os ingressantes, o EAD já era 43,8%: quase metade de quem entrou em 2019 entrou a distância
Leitura do dado
O EAD fechou 2019 com 28,5% das matrículas (2.450.265), mas o dado que antecipava a década estava nos ingressantes: 43,8% de quem entrou naquele ano entrou a distância. Matrícula é estoque e ingresso é fluxo; quando o fluxo corre 15,3 pontos à frente do estoque, a inversão vira questão de tempo.
Na série, 2019 marca o meio do caminho: as matrículas saíram de 5.985.873 em 2009 para 8.604.526 em 2019 e chegariam a 10.227.266 em 2024. E o EAD tinha endereço: 8 de cada 10 matrículas a distância do país (1.973.751 de 2.450.265) estavam na privada com fins lucrativos, enquanto o presencial da federal seguia em 93,9%.
Matrículas por região
Participação no total de matrículas de graduação
Sudeste
3.770.744 matrículas
43,8% (3.770.744 matrículas)
Nordeste
1.867.001 matrículas
21,7% (1.867.001 matrículas)
Sul
1.461.344 matrículas
17,0% (1.461.344 matrículas)
Centro-Oeste
787.751 matrículas
9,2% (787.751 matrículas)
Norte
715.827 matrículas
8,3% (715.827 matrículas)
Leitura do dado
O Sudeste concentrava 43,8% das matrículas do país (3.770.744), mais que Nordeste (21,7%) e Sul (17,0%) somados. Mas cada região jogava um jogo: o Sul era a que mais estudava a distância, com 37,2% das matrículas em EAD, seguido de perto pelo Norte (36,7%).
O Nordeste era a região mais pública, com 32,3% das matrículas em instituições públicas (602.545), mais de uma vez e meia a fatia do Sudeste (20,2%). Para quem planejava expansão ou campanha, 2019 já mostrava que régua nacional única não funciona: no Nordeste a rede pública definia parte relevante do mercado; no Sul e no Norte, a disputa era puxada pelo EAD.
O mapa do ensino superior
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Brasil
Matrículas8.604.526
% do país100%
Ingressantes3.633.644
Concluintes1.250.239
menosmais
O Sudeste concentrava 43,8% das matrículas; o Sul era a região que mais estudava a distância (37,2% em EAD) e o Nordeste, a mais pública (32,3%)
Contorno geográfico do IBGE (biblioteca open source mapa-brasil, MIT)
02 · Perfil de quem entra
Quem entra, estuda e conclui
Sexo, turno, idade e cor/raça: cruzamentos que a tabela "curso" já traz prontos por ano.
Sexo
Feminino
2.072.133 pessoas
57,0% (2.072.133 pessoas)
Masculino
1.561.511 pessoas
43,0% (1.561.511 pessoas)
2.072.133 mulheres e 1.561.511 homens: o feminino é 57,03% de ingressantes. Feminino e masculino são as 2 únicas categorias que o Censo coleta para sexo
Turno, só no presencial
Noturno
3.807.737
63,1% (3.807.737)
Diurno
2.225.510
36,9% (2.225.510)
Só vale para o presencial (EAD não tem turno); o INEP funde matutino e vespertino em "diurno"
Faixa etária
Cruze população e modalidade para ver quem é o aluno de cada mercado
50,6%
1.837.941 pessoas
18-24
16,0%
581.832 pessoas
25-29
12,0%
437.787 pessoas
30-34
9,2%
334.345 pessoas
35-39
8,8%
318.667 pessoas
40-49
2,4%
87.843 pessoas
50-59
0,4%
15.085 pessoas
60+
0,6%
20.144 pessoas
0-17
48,9% de quem entra somando as duas modalidades tem 25 anos ou mais
Leitura do dado
No agregado, 2019 foi o ano do quase empate: 50,6% dos ingressantes tinham entre 18 e 24 anos e 48,9% tinham 25 ou mais. O chamado aluno tradicional ainda era maioria, mas por uma margem mínima.
Separando por modalidade, o empate desaparece: no presencial, 67,2% dos calouros tinham de 18 a 24 anos; no EAD, 70,5% tinham 25 ou mais. Entre os concluintes do EAD, 86,2% eram adultos de 25 anos ou mais. Eram dois mercados distintos dividindo a mesma estatística nacional, cada um pedindo persona, canal e mensagem próprios.
Cor/raça
Branca
1.475.191 pessoas
40,6% (1.475.191 pessoas)
Parda
1.130.341 pessoas
31,1% (1.130.341 pessoas)
Não declarada
706.853 pessoas
19,5% (706.853 pessoas)
Preta
248.893 pessoas
6,8% (248.893 pessoas)
Amarela
54.932 pessoas
1,5% (54.932 pessoas)
Indígena
17.434 pessoas
0,5% (17.434 pessoas)
03 · Cursos e áreas
O que o Brasil estudava em 2019
Os maiores cursos do país e as 11 áreas de conhecimento, na CINE Brasil: Classificação Internacional Normalizada da Educação (padrão INEP/Unesco) que dá nome único a cursos e áreas harmonizada pela basedosdados para toda a série.
Os maiores cursos em matrículas
Combine modalidade e área de conhecimento: o ranking mostra os 15 primeiros do recorte escolhido
Os 15 maiores cursos em matrículas no Censo da Educação Superior 2019, com ingressantes, concluintes e vagas e o percentual de matrículas a distância.
Curso
Matrículas
Ingressantes
Concluintes
Vagas
% EAD
Direito
831.350
254.867
121.215
492.372
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2019 são nulos ou residuais.
Pedagogia
815.959
378.078
124.409
910.462
67,6%
Administração
645.777
298.003
91.937
1.032.393
40,2%
Contabilidade
358.240
155.259
49.947
671.912
42,5%
Enfermagem
326.750
138.449
41.264
341.283
12,0%
Engenharia civil
275.537
68.548
48.779
411.273
7,2%
Psicologia
270.239
99.097
37.584
220.513
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2019 são nulos ou residuais.
Educação física
222.677
127.380
27.885
352.654
42,6%
Medicina
187.710
46.133
20.316
47.539
A modalidade a distância não é autorizada pelo MEC para graduações como Direito, Medicina e Psicologia. Os registros EAD deste curso em 2019 são nulos ou residuais.
Sistemas de informação
184.866
101.201
24.206
494.553
34,1%
Gestão de pessoas
178.309
127.297
39.234
437.083
66,2%
Fisioterapia
177.405
65.948
22.266
376.936
3,6%
Educação física formação de professor
153.540
62.326
29.965
292.127
46,5%
Arquitetura e urbanismo
147.931
37.773
23.753
177.408
1,3%
Farmácia
142.633
51.857
17.329
287.617
5,2%
Direito (831.350) e Pedagogia (815.959) praticamente empatados no topo do ranking geral, com Administração (645.777) em terceiro
No EAD, Pedagogia dominava com 551.861 matrículas, mais que o dobro da Administração (259.285)
Direito era quase todo presencial (831.304 das 831.350 matrículas); a Pedagogia, o oposto: 551.861 das 815.959 estavam em EAD
Matrículas por área de conhecimento
As 11 áreas gerais da classificação CINE/Unesco · clique numa área para ver seus maiores cursos na tabela acima
Negócios, adm. e direito
30,6%
Educação
19,7%
Saúde e bem-estar
18,6%
Engenharia e construção
12,4%
Ciências sociais e comunicação
5,3%
Computação e TIC
4,1%
Agricultura e veterinária
3,2%
Artes e humanidades
2,2%
Serviços
2,1%
Ciências naturais e matemática
1,4%
Programas básicos
0,3%
04 · Como entraram
O caminho até a matrícula
Da vaga ofertada ao aluno matriculado, e o instrumento de seleção usado em cada ingresso.
A jornada, em 3 etapas
Vagas ofertadas · 16.428.847
1,2 candidatos por vaga
Inscritos · 20.081.058
18,1% dos inscritos efetivamente ingressam
Ingressantes · 3.633.644
Números reais de 2019: 16.428.847 vagas ofertadas para 3.633.644 ingressantes, 4,5 vagas por calouro, com a oferta crescendo 21,4% no ano
Por instrumento de seleção
Como cada ingressante chegou até a vaga, no recorte escolhido (passe o mouse sobre as barras)
Inclui os processos seletivos próprios das instituições, não só a prova clássica
2.315.525 ingressantes
63,7%
Ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Sisu e uso direto pelas IES)
847.522 ingressantes
23,3%
Processos sem prova tradicional: análise de histórico, entrevista ou nota do ensino médio
256.350 ingressantes
7,1%
Transferências, convênios e ingressos sem tipo de seleção informado
199.477 ingressantes
5,5%
Provas aplicadas ao longo do ensino médio (ex.: PAS da UnB)
11.128 ingressantes
0,3%
Vagas para quem já concluiu outra graduação
3.642 ingressantes
0,1%
O vestibular levou 63,7% dos ingressos, inflado pelos processos contínuos do EAD (75,7% na modalidade); na rede pública, o Enem liderava com 49,5%
Leitura do dado
O vestibular respondeu por 63,7% dos ingressos de 2019 (2.315.525), com uma ressalva de leitura: a categoria inclui os processos seletivos próprios e contínuos das redes de EAD, onde chega a 75,7% dos ingressos. O Enem levou 23,3% (847.522) e a seleção simplificada, 7,1% (256.350).
O recorte por rede mostra dois calendários: na pública, o Enem era o principal instrumento (49,5% dos ingressos, 277.128), à frente do vestibular (37,3%); na privada, o vestibular dominava com 68,5% (2.107.044). Na prática, a rede pública vivia de janelas de ingresso puxadas pelo Enem, enquanto a privada, sobretudo em EAD, captava o ano inteiro.
05 · Financiamento e cotas
Quem paga, e com qual ajuda
Financiamento estudantil
Matrículas, 2019 · 34,7% têm algum financiamento ou bolsa
Sem financiamento65,3%
1.975.566 matrículas
455.597 matrículas
160.677 matrículas
575.245 matrículas
A bolsa da própria IES (1.975.566 matrículas) já era 3,4 vezes o Fies (575.245): a transição do subsídio público para o desconto comercial estava em curso
Leitura do dado
Das 8.604.526 matrículas, 34,7% tinham algum financiamento ou bolsa, e a composição conta a história do ano: a bolsa ou crédito da própria IES atendia 1.975.566 matrículas (23,0%), o Fies 575.245 (6,7%), o Prouni integral 455.597 e o parcial 160.677. O desconto da própria instituição já era 3,4 vezes o Fies.
O recorte por modalidade escancara a transição: no presencial, o Fies ainda alcançava 9,3% das matrículas (574.872); no EAD eram 373 matrículas no país inteiro, contra 806.094 com bolsa da própria IES (32,9%). Para o financeiro, 2019 é o retrato do subsídio público saindo do centro e do desconto comercial entrando na conta de margem da IES.
Reserva de vaga (cotas)
Ingressantes, 2019 · 164.841 entraram por alguma cota (4,5%)
Portas de entrada de quem entrou por cota
Escola pública
87,6% dos 164.841 cotistas
144.408 (87,6% dos 164.841 cotistas)
Étnico-racial
48,7% dos 164.841 cotistas
80.247 (48,7% dos 164.841 cotistas)
Renda familiar
38,6% dos 164.841 cotistas
63.679 (38,6% dos 164.841 cotistas)
Deficiência
1,8% dos 164.841 cotistas
2.941 (1,8% dos 164.841 cotistas)
Outras
1,4% dos 164.841 cotistas
2.366 (1,4% dos 164.841 cotistas)
As portas se sobrepõem: um aluno pode entrar por mais de uma
Leitura do dado
Em 2019, 164.841 ingressantes entraram por alguma reserva de vaga, 4,5% do total. A porta mais usada era a da escola pública, presente em 144.408 ingressos (87,6% dos cotistas), seguida da étnico-racial (80.247, ou 48,7%) e da renda familiar (63.679, ou 38,6%). As portas se sobrepõem: um mesmo aluno pode contar em mais de uma.
Completam o quadro os ingressos por cota de deficiência (2.941, ou 1,8%) e por outras modalidades (2.366). Para o gestor, o desenho importa mais que o total: a reserva de vaga molda o perfil de quem entra sobretudo pelo critério de escola pública, e qualquer análise de equidade do ano precisa começar por essas 164.841 entradas.
06 · Docentes e instituições
Quem dá aula, e com que estrutura
Vem da tabela "ies" (por instituição, não por curso).
Docentes em exercício
386.073 docentes em exercício em todas as categorias
Doutorado
45,9% de 386.073 docentes
45,9% (45,9% de 386.073 docentes)
Mestrado
37,5% de 386.073 docentes
37,5% (37,5% de 386.073 docentes)
Especialização
15,7% de 386.073 docentes
15,7% (15,7% de 386.073 docentes)
Só graduação
0,9% de 386.073 docentes
0,9% (0,9% de 386.073 docentes)
Leitura do dado
O sistema tinha 386.073 docentes em exercício em 2019: 45,9% com doutorado, 37,5% com mestrado e 15,7% com especialização. No regime de trabalho, 55,2% atuavam em tempo integral, 27,1% em tempo parcial e 17,7% como horistas.
A média esconde dois mundos. Na rede federal, 69,9% dos 120.497 docentes tinham doutorado e 92,7% trabalhavam em tempo integral. Na privada com fins lucrativos, 26,4% dos 109.168 docentes eram doutores e 29,8% tinham regime integral, com 29,4% de horistas. Não é julgamento de qualidade de ensino: são dois produtos acadêmicos com estruturas de custo incomparáveis, e isso aparece no preço.
Dois retratos do corpo docente
22,3
matrículas por docente em exercício
53,3%
dos docentes são homens (46,7% mulheres)
22,3 matrículas por docente (eram 17,6 em 2009) e um corpo docente 53,3% masculino diante de um corpo discente 57,4% feminino
Leitura do dado
Eram 22,3 matrículas por docente em exercício em 2019, contra 17,6 em 2009: o sistema cresceu mais em alunos do que em professores, e é o EAD, que escala turma sem escalar sala, que torna essa conta possível.
O retrato de gênero seguia invertido entre os dois lados da sala: 53,3% dos docentes eram homens, enquanto 57,4% das matrículas eram de mulheres. A maioria feminina que já dominava a graduação ainda não tinha chegado ao corpo docente.
Estrutura de biblioteca, % das IES com o recurso
Acervo digital aberto onde a IES publica a própria produção acadêmica (TCCs, dissertações, artigos)
1.510 das 2.608 IES↑ 14,4pp
vs. 2018: 43,5%
Consulta ao acervo da biblioteca pela internet
1.966 das 2.608 IES↓ 1,2pp
vs. 2018: 76,6%
Perfil ativo da biblioteca em redes sociais
1.614 das 2.608 IES↓ 3,0pp
vs. 2018: 64,9%
Ferramenta que pesquisa todas as bases do acervo de uma vez
1.910 das 2.608 IES↑ 2,9pp
vs. 2018: 70,3%
Assinatura do Portal de Periódicos da Capes, a base nacional de artigos científicos
914 das 2.608 IES↓ 1,1pp
vs. 2018: 36,1%
07 · Inclusão e vínculo
Fora do fluxo padrão
Inclus ão e apoio
Quantos alunos cada registro alcança, sobre o total de matrículas
Bolsa permanência, moradia, alimentação, transporte e afins
1.048.472 alunos
12,2% (1.048.472 alunos)
Com deficiência
66.750 alunos
0,8% (66.750 alunos)
PARFOR: graduação para professores da educação básica que atuam sem a formação exigida
18.420 alunos
0,2% (18.420 alunos)
Período cursado em outra instituição, no Brasil ou fora, mantendo o vínculo
8.909 alunos
0,1% (8.909 alunos)
Barras em escala real sobre o total de matrículas do ano
O balanço do vínculo no ano
Entradas e saídas registradas em 2019, no recorte escolhido
Entraram
3.633.644
Formaram-se
1.250.239
Desvincularam-se
2.304.111
Trancaram
1.328.972
Transferiram-se
111.994
O contrapeso do ingresso: enquanto 3.633.644 entraram em 2019, 18,7% da base do ano terminou desvinculada (2.304.111 matrículas)
Leitura do dado
O balanço do vínculo é o contrapeso do funil: enquanto 3.633.644 entraram em 2019, 2.304.111 matrículas terminaram o ano desvinculadas, 1.328.972 trancadas e 111.994 transferidas. No total, 18,7% da base do ano terminou desvinculada.
A saída tem modalidade e rede: no EAD, a desvinculação chegou a 23,3% da base, contra 16,6% no presencial; na rede privada foi de 20,5%, contra 11,9% na pública. Cada ponto de desvinculação a menos vale mais receita do que muita campanha de captação: permanência já era, em 2019, o mercado interno de cada IES.
08 · Série 2009-2024
O ano de 2019 em contexto
A mesma tabela em todas as páginas de ano: o que muda é a linha destacada. Sob cada valor, a variação sobre o ano anterior.
Série histórica do Censo da Educação Superior por ano, de 2009 a 2024, com 2019 destacado
Ano
Vagas
Inscritos
Ingressantes
Matrículas
Concluintes
2009
4.754.894início da série
6.925.597
2.081.382
5.985.873
967.558
2010
4.784.620↑ 0,6%
7.423.215↑ 7,2%
2.196.822↑ 5,5%
6.407.733↑ 7,0%
980.662↑ 1,4%
2011
4.474.331↓ 6,5%
9.990.381↑ 34,6%
2.359.409↑ 7,4%
6.765.540↑ 5,6%
1.022.711↑ 4,3%
2012
4.672.668↑ 4,4%
11.986.045↑ 20,0%
2.756.773↑ 16,8%
7.058.084↑ 4,3%
1.056.069↑ 3,3%
2013
5.875.381↑ 25,7%
13.884.047↑ 15,8%
2.749.803↓ 0,3%
7.322.964↑ 3,8%
994.812↓ 5,8%
2014
8.110.893↑ 38,0%
16.392.497↑ 18,1%
3.114.510↑ 13,3%
7.839.765↑ 7,1%
1.030.520↑ 3,6%
2015
8.553.929↑ 5,5%
16.686.523↑ 1,8%
2.922.400↓ 6,2%
8.033.574↑ 2,5%
1.152.458↑ 11,8%
2016
10.676.134↑ 24,8%
16.908.258↑ 1,3%
2.986.636↑ 2,2%
8.052.254↑ 0,2%
1.170.960↑ 1,6%
2017
10.793.807↑ 1,1%
17.616.175↑ 4,2%
3.226.906↑ 8,0%
8.290.911↑ 3,0%
1.201.145↑ 2,6%
2018
13.533.580↑ 25,4%
17.215.507↓ 2,3%
3.446.328↑ 6,8%
8.451.748↑ 1,9%
1.264.778↑ 5,3%
2019
16.428.847↑ 21,4%
20.081.058↑ 16,6%
3.633.644↑ 5,4%
8.604.526↑ 1,8%
1.250.239↓ 1,1%
2020
19.629.072↑ 19,5%
20.101.685↑ 0,1%
3.765.669↑ 3,6%
8.680.945↑ 0,9%
1.278.755↑ 2,3%
2021
22.679.062↑ 15,5%
15.120.827↓ 24,8%
3.945.091↑ 4,8%
8.987.120↑ 3,5%
1.327.325↑ 3,8%
2022
22.830.485↑ 0,7%
16.987.688↑ 12,3%
4.756.957↑ 20,6%
9.444.116↑ 5,1%
1.287.635↓ 3,0%
2023
24.687.130↑ 8,1%
14.576.590↓ 14,2%
4.994.192↑ 5,0%
9.977.217↑ 5,6%
1.374.789↑ 6,8%
2024
23.665.419↓ 4,1%
15.723.085↑ 7,9%
5.010.613↑ 0,3%
10.227.266↑ 2,5%
1.333.988↓ 3,0%
Valores do BigQuery (basedosdados) para consistência entre todas as colunas; a coluna "rede" da fonte tem lacuna conhecida em 2013
09 · Trajetória por coorte
O que acontece com quem entrou na faculdade
O INEP acompanha coortes de ingresso por até dez anos. A jornada completa da turma de 2015, com recortes por rede e modalidade, está na página de 2015; o retrato mais recente da trajetória está na edição 2024.
Fonte: Censo da Educação Superior 2019, INEP/MEC. Microdados agregados via BigQuery (dataset público basedosdados), tabelas "curso" e "ies", consultados em 30/08/2026. Série harmonizada pela basedosdados; totais de 2024 validados contra o Resumo Técnico oficial do INEP.